Planograma: o que é, como fazer e exemplo para supermercado
Guia para quem decide a exposição de produtos em uma ou em centenas de lojas: o que é planograma, os tipos, os elementos, o passo a passo para montar, as regras de exposição, um exemplo de gôndola e como conferir se cada loja montou igual.
Por Rodrigo CaetanoCEO da SULTS
Atualizado em Leitura estimada: 84 min
Planograma é o desenho que mostra onde cada produto fica no equipamento de exposição: em qual gôndola, prateleira e posição, com quantas frentes e ao lado de quais itens. Ele transforma a decisão comercial sobre o espaço da loja em uma instrução que qualquer repositor consegue seguir e que qualquer supervisor consegue conferir.
Aqui estão o significado, os tipos, os elementos, o passo a passo para fazer um planograma, as regras de exposição mais usadas, o planograma de supermercado, o de loja e o de farmácia, um exemplo de gôndola pronto, o jeito de implantar e conferir em muitas lojas e os erros que mais aparecem na prática.
Planograma: o que é, como fazer e exemplo para supermercado
Em resumo
O planograma define a posição, o número de frentes e a vizinhança de cada item, equipamento por equipamento.
Ele nasce dos dados de venda, margem e giro da categoria e das medidas reais dos equipamentos da loja.
Nenhuma lei obriga a ter planograma. O que a lei exige é o preço visível junto ao produto exposto.
Rede com lojas de tamanhos diferentes trabalha com versões do planograma por grupo de lojas.
O planograma só vale o que a loja monta: a conferência com foto e prazo fecha o ciclo.
O que é planograma e para que serve
Planograma é a representação visual da exposição: um mapa de cada equipamento com a posição exata de cada produto. O nome vem do inglês planogram e, em português, significa um plano desenhado de como os produtos ficam expostos.
O que ele decide. O planograma decide três coisas ao mesmo tempo: quanto espaço cada item recebe, em que altura ele fica e quem são os vizinhos dele. Cada uma dessas decisões mexe na venda, na reposição e na facilidade de o cliente achar o que procura.
Para que serve. Serve para vender melhor um espaço que custa caro, para o cliente encontrar o produto sem pedir ajuda, para o repositor saber onde cada item volta, para a loja ter menos ruptura e para a rede manter o mesmo padrão em todas as unidades. Também organiza a conversa com a indústria, que costuma negociar espaço e posição.
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O que é planograma e o que ele não é
Documento
O que mostra
Quem usa no dia a dia
Planograma
A posição de cada produto em cada equipamento, com frentes, altura e sequência
Repositor, líder de loja, comprador e fornecedor
Layout de loja
A posição dos equipamentos, dos corredores e dos setores na planta da loja
Expansão, arquitetura e operações
Mapa de categorias
Em qual corredor e em qual equipamento cada categoria fica dentro do layout
Gerente de categoria e operações
Guia de exposição e book de campanha
As regras visuais da marca e da campanha, que o guia de visual merchandising detalha
Equipe de visual merchandising
Realograma
A foto de como a gôndola está de verdade, para comparar com o planograma
Supervisor, regional e auditoria
O que ele não é. O planograma não escolhe o sortimento nem define preço. Ele recebe essas decisões prontas e diz como elas aparecem na prateleira.
A regra que a empresa escreve: quais equipamentos têm planograma, quem aprova cada versão e onde a loja consulta a versão que vale hoje.
Os tipos de planograma
Existe um tipo de planograma para cada equipamento de exposição. O que muda de um para outro é o que precisa ser definido: sequência de prateleira, quantidade de campanha, cor e tamanho ou compra por impulso.
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Os tipos de planograma e o que cada um define
Tipo
Onde se usa
O que ele define
Planograma de gôndola
Supermercado, farmácia, loja de conveniência, material de construção
Prateleiras, sequência dos itens, número de frentes e blocos por marca ou tipo
Ponta de gôndola e ilha
Campanhas, lançamentos e ofertas
Produto, quantidade exposta, material de ponto de venda e período da ação
Check-out
Área dos caixas
Itens de compra por impulso, altura e reposição ao longo do dia
Refrigerado
Geladeiras, freezers e balcões de bebidas, laticínios e congelados
Ordem por tipo, marca e tamanho, porta a porta, com rotação por validade
Parede, mesa e arara
Moda, calçados, acessórios e ótica
Coleção, cor, grade de tamanhos, look montado e quantidade por peça
Por grupo de lojas
Redes com formatos diferentes
O mesmo equipamento em versões por tamanho e perfil de loja
Os formatos. O planograma pode ser uma lista numerada por prateleira, um desenho em escala ou uma foto de referência da gôndola montada. Lista é rápida de fazer e difícil de seguir; desenho em escala é preciso e exige ferramenta; foto de referência é a mais fácil para a loja entender. Muitas redes usam o desenho para planejar e a foto para executar.
A regra que a empresa escreve: os tipos de planograma que a rede usa, o formato de cada um e qual equipamento fica livre para a loja decidir.
Os elementos de um planograma
Todo planograma responde às mesmas perguntas: em qual equipamento, em qual prateleira, em qual posição, com quantas frentes, com quanta reserva e com qual etiqueta. Se uma delas fica sem resposta, cada loja responde de um jeito.
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Os elementos de um planograma
Elemento
O que é
Exemplo
Equipamento e módulo
A gôndola, a geladeira ou a parede, dividida em módulos de largura conhecida
Gôndola de 4 módulos, corredor 7
Prateleira
O nível do equipamento, contado de cima para baixo ou de baixo para cima, sempre do mesmo jeito
Prateleira 3, contada a partir do topo
Frente
Quantas unidades do mesmo item ficam lado a lado, visíveis para o cliente
Café 500 g da marca líder com 6 frentes
Profundidade e pilha
Quantas unidades cabem atrás de cada frente e uma sobre a outra
6 frentes com 8 de profundidade dão 48 unidades expostas
Sequência
A ordem dos itens na prateleira, no sentido de circulação do corredor
Do menor para o maior tamanho, da esquerda para a direita
Bloco
O agrupamento dos itens por marca, tipo, uso ou faixa de preço
Bloco vertical da marca própria em todas as prateleiras
Etiqueta de preço
O preço junto de cada item, na posição do produto
Etiqueta na borda da prateleira, embaixo das frentes
Ponto de reposição
A quantidade mínima exposta que dispara a reposição
Repor quando restarem 2 unidades por frente
Versão e vigência
O número da versão e as datas de início e de fim
Versão 4, de 1º de outubro até a próxima revisão
A conta que importa. Frente, profundidade e ponto de reposição juntos dizem se a gôndola aguenta o intervalo entre duas reposições. Um item que vende muito e recebe poucas frentes vive em ruptura; um item que vende pouco e recebe muitas frentes ocupa espaço que outro venderia.
A regra que a empresa escreve: como contar prateleiras e frentes, onde vai a etiqueta e como a loja identifica a versão em vigor.
Como fazer um planograma: o passo a passo em 8 etapas
Fazer um planograma é partir dos dados da categoria, decidir o sortimento, medir o espaço real, distribuir o espaço entre os itens, desenhar, testar em uma loja e só então publicar para todas. Cada etapa tem um responsável.
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Como fazer um planograma: o passo a passo em 8 etapas
Etapa
O que sai dela
Quem responde
1. Papel da categoria
A definição do que a categoria faz na loja: atrair o cliente, garantir a compra do dia a dia, dar margem ou atender uma ocasião sazonal
Gerente de categoria ou comprador
2. Dados
Venda, margem, giro e ruptura por item em um período que cubra a sazonalidade da categoria
Comercial e inteligência de dados
3. Sortimento
A lista dos itens que entram, dos que saem e dos que ficam só em alguns formatos de loja
Comprador
4. Espaço real
As medidas dos equipamentos em cada formato de loja: módulos, prateleiras, altura e profundidade
Operações e expansão
5. Espaço por item
As frentes de cada item, começando pela participação na venda e ajustando por margem, giro e capacidade até a próxima reposição
Gerente de categoria
6. Desenho
Blocos, alturas, sequência, etiquetas e pontos de destaque, no formato que a loja vai usar
Trade marketing ou visual merchandising
7. Loja piloto
A montagem em uma ou duas lojas, a foto do resultado e os ajustes de espaço e de reposição
Operações com a categoria
8. Publicação e conferência
A versão final com data de montagem, o kit para a loja e a conferência com foto de cada unidade
Visual merchandising e regionais
O cálculo das frentes. Um ponto de partida comum é dar a cada item uma fatia do espaço parecida com a fatia que ele tem na venda da categoria. Depois ajuste: item de margem alta ganha destaque, item de giro alto ganha frentes para não faltar, e item que não se paga no espaço sai ou vai para outro formato.
A ferramenta. Planograma se faz em planilha, em programa de desenho ou em software de gerenciamento de espaço, que calcula frentes e capacidade a partir das medidas das embalagens. A ferramenta muda a velocidade, não o método.
A regra que a empresa escreve: as oito etapas, o responsável por cada uma, quanto tempo a loja piloto roda e quem assina a versão final.
Regras de exposição que o planograma aplica
As regras de exposição mais usadas no varejo não estão em lei nenhuma: são práticas de mercado, testadas por anos, que o planograma transforma em posição. Teste cada uma na sua categoria antes de virar padrão.
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Regras de exposição por altura da prateleira
Nível
Onde fica
O que costuma ir
Topo
Acima da linha dos olhos
Itens de menor giro, embalagens leves, complementos e variações da linha
Altura dos olhos
Onde o olhar do cliente para primeiro
Os itens que a rede quer destacar: maior margem, lançamento, marca própria
Altura das mãos
Logo abaixo da linha dos olhos
Os itens de maior giro, que o cliente já procura e pega sem esforço
Base
Perto do chão
Embalagens grandes e pesadas, fardos e tamanhos econômicos
Bloco vertical ou horizontal. No bloco vertical, a marca ou o tipo ocupa uma coluna em todas as prateleiras, e o cliente lê a gôndola por marca. No bloco horizontal, cada prateleira reúne um tipo, e o cliente lê por uso. Categoria em que o cliente escolhe primeiro a marca pede bloco vertical; categoria em que ele escolhe primeiro o tipo pede o horizontal.
O sentido de leitura. O cliente percorre o corredor no sentido da circulação da loja. Por isso a sequência da prateleira costuma seguir esse sentido, do menor para o maior tamanho ou do mais barato para o mais caro, sempre do mesmo jeito em todas as gôndolas da categoria.
Os vizinhos. Produto que se usa junto fica perto, como massa e molho ou café e filtro. É o cross merchandising, que o planograma pode prever com um ponto de destaque na própria gôndola ou na ponta dela.
Segurança. Peso embaixo, vidro longe da borda, produto de limpeza separado de alimento e nenhuma embalagem apoiada em cima da etiqueta. Uma regra de exposição nunca passa por cima de uma regra de segurança.
A regra que a empresa escreve: as regras de altura, de bloco e de sequência de cada categoria e as exceções que a loja pode fazer.
Planograma de supermercado
No supermercado, o planograma organiza milhares de itens por corredor e por categoria, e é o documento que mais conversa com a venda do dia: cada frente errada vira ruptura, excesso ou preço trocado.
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Planograma de supermercado por setor
Setor
O que o planograma define
Ponto de atenção
Mercearia
Blocos por categoria e marca, frentes e sequência por tamanho
Ruptura dos itens de maior giro
Bebidas
Gôndola e geladeira por tipo, marca e embalagem
Espaço refrigerado para o que vende gelado
Laticínios e frios
Ordem nas prateleiras refrigeradas e rotação por validade
O que vence primeiro sai primeiro
Hortifrúti
Bancas por volume, cor e perecibilidade
Reposição várias vezes ao dia
Limpeza e higiene
Blocos por uso e por marca
Separado dos alimentos
Check-out
Itens de impulso por caixa
Altura das crianças e reposição ao longo do dia
Pontas de gôndola
Produto, quantidade e cartaz da oferta, com período
Montar e desmontar na data da campanha
O que a lei exige. O preço faz parte da exposição. A Lei 10.962/2004 admite, no autosserviço e no supermercado, o preço impresso na embalagem, o código referencial ou o código de barras, e nesses casos exige que a informação do preço à vista fique de forma clara e legível junto aos itens expostos (art. 2º, inciso II e parágrafo único). O Decreto 5.903/2006 pede que os preços fiquem visíveis enquanto o estabelecimento estiver aberto (art. 4º). E, se dois sistemas de preço da loja divergirem para o mesmo produto, o consumidor paga o menor (art. 5º da lei).
A consequência prática. Por isso, todo planograma que muda a posição de um item muda a etiqueta junto. Mudança de gôndola sem troca de etiqueta é a origem mais comum de preço divergente.
A rotina do setor. A rotina de abertura, reposição, validade e precificação, setor por setor, está no checklist para supermercado.
A regra que a empresa escreve: quem monta cada setor, em que horário a reposição acontece e quem confere a etiqueta depois de cada mudança.
Planograma de loja: moda, calçados, farmácia, ótica e conveniência
Fora do supermercado, o planograma de loja muda de forma, mas faz o mesmo trabalho: diz onde cada produto fica, com quanta quantidade e com qual destaque, para a loja da capital e a do interior mostrarem a mesma coisa.
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Planograma de loja por tipo de varejo
Tipo de loja
O que o planograma define
Observação
Moda
Parede por coleção, cor e tamanho; mesas e araras com looks montados
Troca a cada coleção e a cada virada de campanha
Calçados
Parede por público, tipo e ocasião, com um pé exposto por modelo
A numeração fica no estoque, organizada pela mesma lógica
Farmácia e drogaria
Medicamentos isentos de prescrição no autosserviço, dermocosméticos, higiene e conveniência
Os demais medicamentos ficam em área restrita aos funcionários
Ótica
Armações por marca, formato e público; óculos de sol em expositor próprio
Expositor com trava para as peças de maior valor
Conveniência e alimentação
Geladeiras, check-out e balcão, com os itens de maior giro à mão
Reposição curta, várias vezes por turno
O que a norma define na farmácia. Na farmácia e na drogaria, a RDC 44/2009 da Anvisa manda organizar os produtos em área de circulação comum ou em área restrita aos funcionários, conforme o tipo e a categoria (art. 40). Medicamentos ficam na área restrita, e a redação dada pela RDC 41/2012 permite que os medicamentos isentos de prescrição fiquem ao alcance dos usuários, para obtenção por autosserviço (art. 40, § 2º). O planograma de farmácia parte dessa divisão. A rotina da loja está no checklist para farmácia e drogaria, e a das boas práticas, no checklist de boas práticas farmacêuticas.
A rotina da loja. A rotina diária da loja, da abertura ao fechamento, está no checklist para loja.
A regra que a empresa escreve: os equipamentos com planograma em cada tipo de loja, o que muda por coleção ou campanha e o que a loja adapta ao próprio espaço.
Exemplo de planograma: um módulo de gôndola de café
Um exemplo de planograma para um módulo de gôndola com 5 prateleiras, na categoria de café de uma rede de supermercados. Use como modelo de planograma e adapte: os números são ilustrativos, e o espaço de cada item sai dos dados da sua categoria.
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Exemplo de planograma: um módulo de gôndola de café com 5 prateleiras
Prateleira
Itens, da esquerda para a direita
Frentes
Por quê
1 (topo)
Café em cápsula, marca A e marca B
4 e 4
Menor giro na loja e embalagem leve
2 (olhos)
Café especial em grãos e moído premium
3, 3 e 2
Maior margem, no ponto em que o olhar para
3 (olhos e mãos)
Café tradicional 500 g, marca líder e marca própria
6 e 4
Maior venda da categoria, à mão, com a marca própria ao lado da líder
4 (mãos)
Café tradicional 250 g e extraforte 500 g
5 e 3
Alto giro, logo abaixo do tradicional
5 (base)
Café 1 kg e embalagens econômicas
4
Peso e volume, perto do chão
Exemplo de planograma de supermercado: o mesmo módulo de café da tabela, desenhado como a loja recebe.
O que completa o desenho. Filtro de papel e açúcar na ponta de gôndola do mesmo corredor, como compra complementar. Etiqueta de cada item na borda da prateleira, embaixo das frentes dele. Reposição quando restarem 2 unidades por frente no tradicional 500 g.
A foto de referência. A foto da gôndola montada, de frente e inteira, vira a foto de referência que acompanha o planograma nas lojas.
A regra que a empresa escreve: o formato do exemplo que acompanha cada planograma e quem tira a foto de referência na loja piloto.
Como implantar o planograma e conferir a execução nas lojas
Planograma publicado ainda não é planograma montado. A implantação tem kit, data, montagem, foto e validação, e a conferência continua depois, porque a gôndola se desmonta todos os dias com a venda e a reposição.
O kit da loja. O planograma da versão nova, a lista do que entra e do que sai, as etiquetas, o material de ponto de venda e a data limite de montagem. A loja recebe tudo antes do dia.
Montagem e validação. A loja monta, fotografa a gôndola inteira de frente e envia. O visual merchandising ou o regional compara com a foto de referência e devolve o que saiu do padrão com prazo e com a foto do depois.
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Indicadores para conferir a execução do planograma
Indicador
Como medir
Para que serve
Aderência ao planograma
Percentual de itens na posição e com as frentes definidas, conferidos item a item
Saber se a loja executa o que foi planejado
Ruptura na gôndola
Itens do planograma sem produto na hora da conferência
Medir a venda perdida e ajustar frentes e reposição
Share de gôndola
Espaço de uma marca dividido pelo espaço total da categoria
Conferir acordos com a indústria e o espaço da marca própria
Montagem no prazo
Lojas que montaram até a data limite
Medir a disciplina da implantação
Preço conforme
Itens com a etiqueta certa junto ao produto
Cumprir a lei e evitar preço divergente no caixa
Venda da categoria
Venda e margem por metro de gôndola, antes e depois da nova versão
Saber se o planograma novo vende mais
A conferência de rotina. Na visita do regional, o planograma é um dos pontos do roteiro, ao lado de atendimento, limpeza e estoque, como mostra o checklist de visita a loja. Na auditoria formal, ele entra com peso definido, como na auditoria de lojas.
A regra que a empresa escreve: o prazo de montagem, quem valida a foto, com que frequência a gôndola é conferida e o que acontece quando a loja não monta.
Planograma em rede com muitas lojas
Em uma rede com 200 lojas, o planograma deixa de ser um desenho e vira um sistema: versões por grupo de lojas, calendário de mudanças, kit de implantação e conferência de todas as unidades na mesma régua.
Versões por grupo de lojas. Loja grande, loja compacta, loja de rua e loja de shopping não têm os mesmos equipamentos. A rede agrupa as lojas por tamanho e perfil de cliente e faz uma versão do planograma por grupo. Três a cinco grupos costumam cobrir a maior parte das redes sem multiplicar o trabalho. Com isso, o mesmo equipamento passa a ter vários planogramas, e o controle de versão vira parte da rotina.
Calendário. Mudança de planograma em toda a rede ao mesmo tempo sobrecarrega a operação. O calendário distribui as categorias ao longo do ano e evita mudar a gôndola na semana de maior venda.
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O que fica com a matriz e o que fica com a loja
Assunto
Matriz
Loja
Sortimento e espaço
Decide por grupo de lojas
Avisa o que não cabe no equipamento real
Versão do planograma
Publica uma única versão válida, com data
Monta a versão do seu grupo, sem cópia antiga
Kit de implantação
Envia antes da data
Confere o recebimento
Montagem
Define o prazo
Monta, fotografa e envia
Validação
Compara com a referência e aprova ou devolve
Corrige no prazo e envia a foto do depois
Resultado
Compara lojas, grupos e versões
Acompanha a própria nota
Loja nova e regional. A loja nova já abre com o planograma do seu grupo, montado e validado antes da inauguração, como parte do processo de expansão de lojas. O gerente regional de lojas acompanha a execução da sua carteira de lojas na mesma régua que a matriz.
A regra que a empresa escreve: os grupos de lojas, o calendário de mudanças por categoria e quem responde pela execução em cada região.
Os 10 erros mais comuns no planograma
Os erros de planograma quase nunca estão no desenho: estão no que acontece entre a matriz e a gôndola.
1. Planograma desenhado sem medir as lojas reais. A versão foi feita para a loja modelo e não cabe no equipamento das outras.
2. Frentes distribuídas por hábito, e não por venda e giro. O espaço fica com quem sempre teve espaço.
3. Capacidade menor que a venda entre duas reposições. O item acaba antes da próxima reposição e a gôndola passa a tarde vazia.
4. Mudança de posição sem troca de etiqueta. A posição muda e a etiqueta fica, e o preço diverge no caixa.
5. Duas versões circulando ao mesmo tempo. A loja monta a versão do mês passado.
6. Kit que chega depois da data de montagem. A loja descobre a mudança no dia e monta como dá.
7. Implantação sem foto. Ninguém sabe se a loja montou, e quem sabe não tem como provar.
8. Conferência sem correção. A foto chega, mas o que saiu do padrão não volta com prazo.
9. Planograma que nunca é revisto. O planograma fica igual por anos enquanto o sortimento e a venda mudam.
10. Um planograma só para todas as lojas da rede. A mesma versão vai para a loja compacta e para a loja grande.
Como uma plataforma única confere o planograma em todas as lojas
A plataforma não desenha o planograma nem escolhe o sortimento; ela faz a versão certa chegar a todas as lojas e volta com a prova de que cada uma montou igual.
Na SULTS, a conferência do planograma vira um roteiro de checklist. A tela abaixo mostra uma avaliação real: cada questão tem pontuação e resposta Conforme ou Não conforme, com abas de check-in, check-out e planos de ação e a nota da unidade ao lado. O roteiro do planograma segue o mesmo formato, com as questões de posição, frentes, ruptura, etiqueta e foto da gôndola. Como descreve o checklist de visual merchandising, cada item do roteiro leva a foto de referência ao lado, a conferência começa com check-in geolocalizado e a loja responde com foto obrigatória pelo aplicativo.
O VM ou o regional compara a foto da loja com a referência, e o item fora do padrão vira plano de ação 5W2H com responsável, prazo e a foto do antes, e a loja responde com a foto do depois. A comparação da foto com o padrão é feita por quem valida, não pelo sistema. O ranking de execução mostra quais lojas já montaram e quais faltam, por loja e por regional, com os pesos que a equipe definiu no roteiro. As artes de ponta de gôndola e de campanha ficam no módulo de Marketing, os avisos de mudança de planograma saem pelos comunicados com confirmação de leitura, e o treinamento de exposição da equipe de loja fica na Universidade Corporativa. Os recursos para redes estão em soluções para redes de filiais, e o padrão visual completo, no guia de visual merchandising.
O planograma montado igual em todas as lojas
Roteiro com foto de referência, check-in na loja, foto obrigatória da gôndola, validação à distância e plano de ação com prazo para o que saiu do padrão.
Planograma é o desenho que mostra onde cada produto fica no equipamento de exposição: gôndola, prateleira, posição, número de frentes e vizinhos. Ele transforma a decisão sobre o espaço em uma instrução que a loja segue e que o supervisor confere. Na SULTS, a conferência do planograma vira um roteiro de checklist com foto.
O que significa planograma?
O nome vem do inglês planogram e significa um plano desenhado da exposição dos produtos. Em português, planograma e mapa de exposição são usados como sinônimos no varejo. Na SULTS, o planograma de cada campanha pode acompanhar o roteiro como foto de referência.
Para que serve o planograma?
Serve para vender melhor o espaço da loja, para o cliente encontrar o produto, para o repositor saber onde cada item volta, para reduzir ruptura e para manter o mesmo padrão em todas as unidades. Na SULTS, o ranking de execução mostra quais lojas seguem o padrão e quais faltam.
Qual a diferença entre planograma e layout de loja?
O layout de loja mostra a posição dos equipamentos, corredores e setores na planta. O planograma entra dentro de cada equipamento e mostra a posição de cada produto. Primeiro vem o layout, depois o planograma. Na SULTS, os dois podem virar itens do mesmo roteiro de conferência.
Quais são os tipos de planograma?
Planograma de gôndola, de ponta de gôndola e ilha, de check-out, de equipamento refrigerado, de parede, mesa e arara e as versões por grupo de lojas. O formato pode ser lista, desenho em escala ou foto de referência. Na SULTS, dá para ter um roteiro por formato de loja e por campanha.
Como fazer um planograma passo a passo?
Em oito etapas: definir o papel da categoria, levantar venda, margem e giro, fechar o sortimento, medir o espaço real, distribuir as frentes, desenhar, testar em uma loja piloto e publicar com conferência. Na SULTS, a última etapa acontece pelo checklist, com foto de cada loja.
Quantas frentes cada produto deve ter no planograma?
Um ponto de partida é dar a cada item uma fatia do espaço parecida com a fatia dele na venda da categoria e ajustar por margem, giro e capacidade até a próxima reposição. Item que falta antes da reposição precisa de mais frentes. Na SULTS, a ruptura conferida na loja ajuda a revisar as frentes.
O que colocar na altura dos olhos da gôndola?
Os itens que a rede quer destacar, como os de maior margem, os lançamentos e a marca própria. Os de maior giro costumam ir na altura das mãos, e os pesados, na base. São práticas de mercado, não regras fixas: teste na sua categoria. Na SULTS, a foto da gôndola mostra se a posição foi respeitada.
O que é um planograma de supermercado?
É o planograma que organiza as gôndolas, geladeiras, pontas e check-outs do supermercado por setor e por categoria, com frentes, sequência e etiqueta de preço junto a cada item. Na SULTS, o supermercado confere o planograma de cada setor com foto e prazo de correção.
O que é planograma de loja?
É o planograma aplicado ao varejo fora do supermercado: paredes, mesas e araras na moda, paredes de calçados, expositores de ótica e o autosserviço da farmácia. Muda o equipamento, mas o trabalho é o mesmo. Na SULTS, cada formato de loja pode ter o seu roteiro de conferência.
Como é o planograma de farmácia?
Ele parte da divisão da RDC 44/2009 da Anvisa: medicamentos em área restrita aos funcionários e, pela redação da RDC 41/2012, medicamentos isentos de prescrição ao alcance dos usuários no autosserviço. Dermocosméticos, higiene e conveniência completam o salão. Na SULTS, a conferência da farmácia usa o mesmo roteiro com foto.
Você pode me dar um exemplo de planograma?
Um módulo de café com 5 prateleiras: cápsulas no topo, especiais na altura dos olhos, tradicional 500 g da marca líder e da marca própria entre olhos e mãos, 250 g e extraforte nas mãos e embalagens de 1 kg na base. Na SULTS, a foto dessa gôndola montada vira a referência do roteiro.
Existe lei que obriga a ter planograma?
Não. Nenhuma lei obriga a ter planograma. A lei exige o preço visível junto ao produto exposto (Lei 10.962/2004 e Decreto 5.903/2006) e, em farmácia, a separação definida pela RDC 44/2009. O planograma é uma decisão de gestão. Na SULTS, a etiqueta de preço pode ser um item do roteiro de conferência.
Quem é responsável pelo planograma na empresa?
O gerente de categoria ou o comprador define espaço e sortimento, o trade marketing ou o visual merchandising desenha, operações monta nas lojas e o regional confere. Em empresa menor, uma pessoa acumula as funções. Na SULTS, cada etapa pode ter responsável e prazo.
De quanto em quanto tempo revisar o planograma?
Sempre que o sortimento muda, quando a categoria mostra ruptura ou excesso frequente e, no mínimo, uma vez por ano por categoria, dentro de um calendário que evite a semana de maior venda. Campanhas e coleções têm vigência própria. Na SULTS, a campanha tem data de início e de fim no roteiro.
O que é share de gôndola?
É o espaço que uma marca ocupa dividido pelo espaço total da categoria na gôndola. Serve para conferir acordos com a indústria e o espaço da marca própria. Mede-se contando as frentes ou os centímetros de cada marca. Na SULTS, a contagem pode entrar como resposta numérica no roteiro.
Como conferir se a loja seguiu o planograma?
Com a foto da gôndola inteira, de frente, comparada com a foto de referência da versão em vigor, item a item: posição, frentes, ruptura e etiqueta. O que saiu do padrão volta com prazo e foto do depois. Na SULTS, isso acontece com check-in geolocalizado, foto obrigatória e plano de ação 5W2H.
Qual software de planograma usar?
Há dois tipos de ferramenta. O software de gerenciamento de espaço desenha o planograma e calcula frentes a partir das medidas das embalagens. A plataforma de execução leva o planograma às lojas e confere a montagem com foto. A SULTS está no segundo grupo: ela não desenha o planograma, confere a execução em todas as lojas.
Como aplicar o planograma em uma rede com muitas lojas?
Com versões por grupo de lojas, uma única versão válida por vez, calendário de mudanças por categoria, kit enviado antes da data, montagem com foto e validação à distância pelo regional. Na SULTS, o ranking de execução compara todas as lojas e regionais na mesma régua.
Como a SULTS ajuda a executar o planograma?
A conferência do planograma vira um roteiro de checklist com foto de referência, a loja responde com check-in e foto obrigatória, o regional valida à distância e o que saiu do padrão vira plano de ação com prazo. O checklist de visual merchandising da SULTS mostra o roteiro completo.
Cases de sucesso
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