Gerente regional de lojas: o que faz, quantas lojas atende, a rotina de visitas e os indicadores
Gerente regional de lojas: o que faz e o que não faz, quantas lojas por regional, visita com roteiro e plano de ação, indicadores do cargo e a agenda mensal.
Por Rodrigo CaetanoCEO da SULTS
Atualizado em Leitura estimada: 15 min
O gerente regional é quem responde, por um grupo de lojas, pelo resultado, pelo padrão e pelas pessoas, e é o elo entre a matriz e os gerentes de loja. Em muitas redes o cargo se chama supervisor de lojas, gerente distrital, gerente de área ou coordenador regional.
É o cargo que decide se o padrão escrito na matriz acontece na loja, porque a matriz não está lá e ele está. O gerente de loja gere pessoas que vê todo dia; o regional gere gerentes que vê na loja uma ou duas vezes por mês, no máximo, e por isso a rotina dele é feita de visita, acompanhamento remoto e número.
Guia para quem monta a supervisão de uma rede de lojas e para quem ocupa o cargo: o que o gerente regional faz e o que não faz, quantas lojas por regional, a visita com roteiro e plano de ação, o acompanhamento entre visitas, os indicadores do cargo, como formar regionais e a agenda mensal pronta.
Se você chegou procurando vaga, o aviso é curto: este guia trata do cargo e da estrutura, e quanto um regional ganha depende da convenção coletiva, do porte da rede e da região. O par de baixo do cargo está no guia de gerente de loja em uma rede, e a operação inteira, no de gestão de filiais e lojas próprias.
Gerente regional de lojas: o que faz, quantas lojas atende, a rotina de visitas e os indicadores
Em resumo
O regional responde por resultado, padrão e pessoas de um grupo de lojas.
Quantas lojas depende de formato, distância e maturidade, e se calcula com dias de campo e frequência de visita.
A visita tem roteiro, devolutiva e plano de ação, e o intervalo entre visitas vale tanto quanto a visita.
Ele responde por poucos indicadores, lidos como média e dispersão das lojas dele.
A rede forma regionais de dentro, a partir de gerentes de loja, com trilha e período de sombra.
O que faz um gerente regional de lojas, e o que não faz
São quatro responsabilidades: o resultado das lojas contra meta e cluster, o padrão, as pessoas e a ligação com a matriz nos dois sentidos. Ele leva o padrão para a loja e traz a realidade da loja para a matriz, que é a parte que quase toda rede esquece de cobrar.
Resultado. Responde pelas lojas da carteira, lidas contra a meta e contra o cluster delas, e não contra a média da rede.
Padrão. Visita, audita, abre plano de ação e verifica na visita seguinte se a correção pegou. O lugar da camada regional dentro do ciclo está no guia de gestão operacional.
Pessoas. Participa da seleção, forma, acompanha e decide com a matriz sobre promoção e desligamento de gerentes.
O que fica fora. Preço, mix, campanha, sistema e política são da matriz. E operar a loja no lugar do gerente, que é o erro mais comum do cargo: o regional que assume o balcão resolve o dia e atrasa o gerente em meses.
Os nomes e os vizinhos. Supervisor de lojas, gerente distrital, gerente de área e coordenador regional são o mesmo cargo, e as redes globais costumam usar district manager. O supervisor de vendas é outro cargo: cuida de equipe comercial externa, não de lojas. E o consultor de campo de uma franqueadora tem rotina parecida em unidade de outro dono, assunto da solução de performance de franqueados.
A CLT em uma frase. O regional costuma se enquadrar no art. 62 da CLT, por atividade externa incompatível com a fixação de horário (inciso I) ou por cargo de gestão (inciso II), e o enquadramento é decisão do jurídico da rede, caso a caso.
O teste do cargo bem desenhado. Pergunte ao regional o que ele fez na última semana. Se a resposta for uma lista de problemas que ele resolveu pessoalmente, o cargo virou apoio operacional; se for uma lista de gerentes que ele desenvolveu e de padrões que ele verificou, está no lugar certo.
Quantas lojas um gerente regional atende, e como calcular
Não existe número certo: existe um cálculo que cada rede faz por formato e por região. Quem copia o número de outra rede erra pelos dois lados, porque as variáveis que mandam são locais.
As variáveis. Distância entre as lojas, medida em minutos e não em quilômetros; formato e tamanho, porque uma loja de 40 pessoas pede mais tempo do que um quiosque; maturidade da loja e do gerente, já que loja nova e gerente novo pedem visita quinzenal; padronização, porque quanto mais o padrão está escrito e no sistema, menos tempo cada visita consome; e o escopo do cargo, se é só supervisão ou também vendas, recrutamento e acompanhamento de obras.
A referência clássica. Em 1956, na Harvard Business Review, Lyndall Urwick defendeu que nenhum superior supervisiona bem mais do que cinco ou seis subordinados cujo trabalho se entrelaça, apoiado na fórmula de Graicunas, de 1933, segundo a qual as interações crescem mais rápido do que o número de subordinados. A leitura posterior matizou a regra: a amplitude de controle cresce quando as tarefas são parecidas, padronizadas e a informação chega por sistema. É exatamente o caso de uma rede de lojas, e é por isso que um regional atende mais unidades do que a regra clássica sugere.
O cálculo em quatro linhas. Primeiro, os dias de campo do mês: dias úteis menos escritório, reunião de resultados, treinamento e deslocamentos longos. Segundo, as visitas necessárias por mês, somando a frequência de cada classe de loja. Terceiro, o tempo por visita, em diária ou meia diária, conforme o formato. Quarto, o resultado: quantas lojas cabem, com folga para imprevisto.
Faixas de referência, nunca norma. Rede urbana de lojas pequenas e padronizadas comporta carteira maior; rede de lojas grandes, com equipe numerosa, comporta menos; rede de interior, com deslocamento longo, comporta menos ainda. Cada rede escreve a própria faixa a partir do cálculo acima e do cluster das lojas, tema do guia de indicadores de rede de lojas.
O que acontece acima do teto. A visita vira passagem, a loja fraca some do radar porque consome mais tempo, e o regional vira bombeiro. Por isso o regional com folga de carteira é pré-requisito de qualquer onda de aberturas, como trata o guia de expansão de lojas próprias.
A visita: antes, durante e depois
A visita começa antes de o regional sair do carro e termina depois de o plano de ação estar publicado. O que acontece no meio é a menor parte do trabalho, e é a única que a maioria das redes organiza.
Antes. Ele lê os números da loja (venda, conformidade, planos abertos, chamados e turnover), revisa os planos deixados na visita anterior e confere o que a matriz publicou desde então. Com isso, escolhe dois ou três focos para a visita. Chegar sem foco produz uma lista de dez observações que ninguém executa. Observar o processo e perguntar antes do roteiro é o método do gemba walk, que o regional usa como uma parte da visita.
Durante. Chega como cliente, olhando fachada, vitrine e abordagem antes de se apresentar. Depois percorre a loja com o gerente pelo roteiro, que cobre padrão, estoque, equipe, sistema e resultado; conversa com dois ou três colaboradores; registra evidência do que viu; verifica item a item os planos anteriores; e fecha sentado com o gerente, na devolutiva: o que foi bem, o que muda, quem faz e até quando.
Depois. O plano de ação sai com responsável e prazo no mesmo dia, o relatório vai íntegro para o gerente, e a matriz lê o conjunto por região: cobertura das visitas, pontuação média e planos resolvidos no prazo.
Visita, auditoria e cliente oculto. A visita de rotina desenvolve o gerente; a auditoria de lojas mede conformidade com critério fixo e nota; o cliente oculto observa a experiência sem que a equipe saiba. As três se completam e nenhuma substitui a outra.
O roteiro item a item, com check-in, foto e assinatura, mora no checklist de visita a loja; este guia trata do método. A regra que muda o clima da visita é simples: ela existe para o gerente ficar melhor, não para o regional mostrar que esteve lá, e a devolutiva começa sempre pelo que foi bem.
Entre uma visita e outra: o acompanhamento que faz a diferença
A visita é o momento; a gestão é o intervalo. Rede que só organiza a visita tem um regional presente duas vezes por mês e ausente no resto do mês.
A rotina remota. Leitura diária dos números das lojas da carteira; uma conversa curta por semana com cada gerente, de dez minutos e três perguntas (número, pessoas, pendência); acompanhamento dos planos de ação abertos até o prazo, em Tarefas; resposta ao que a loja escalou em Chamados; e confirmação de que os Comunicados foram lidos e de que a campanha foi montada, como descreve o guia de visual merchandising. Entre as visitas, o regional verifica a correção dos achados; a auditoria da loja fica com quem não opera a região, como mostra o guia de auditoria operacional.
A reunião mensal da região. É a versão regional da reunião de resultados: os números das lojas, as exceções, as decisões com dono e prazo. O formato está no guia de indicadores de rede de lojas.
O que não é acompanhamento. Um grupo de mensagens com duzentas mensagens por dia e nenhuma decisão registrada. Ele dá sensação de proximidade e não produz histórico: no mês seguinte, ninguém sabe o que foi combinado com qual loja.
Como o regional descobre o problema antes da visita. Pelos sinais que aparecem no intervalo: plano de ação que atrasa, checklist diário que deixa de ser preenchido no mesmo horário, chamado aberto e reaberto, comunicado sem confirmação de leitura e pedido de material fora do calendário. Nenhum deles é grave sozinho; três juntos na mesma loja antecipam a visita. O desvio que volta deixa de ser plano de ação e vira não conformidade, com classe, causa e verificação de eficácia.
O limite do remoto. Acompanhamento à distância mantém o combinado vivo, mas não substitui estar na loja: clima de equipe, postura no atendimento e o que a loja parece para quem entra não cabem em relatório.
O regional e as pessoas: gerentes, sucessão e desligamento
O regional é o RH de primeira linha dos gerentes de loja. É dele a responsabilidade de ter gente pronta antes de precisar.
Seleção e integração. Participa da seleção dentro do perfil da rede e acompanha de perto as duas primeiras semanas do gerente novo, que é quando se define se ele vai executar o padrão ou improvisar.
Feedback. Estruturado e frequente, com método, como descreve o post de feedback estruturado. Feedback só na avaliação anual é registro, não desenvolvimento.
Sucessão. Cada loja precisa de um subgerente formado, e o regional precisa de um banco de gerentes prontos para a próxima loja, o que liga o cargo diretamente ao plano de expansão de lojas próprias.
Desligamento e transição. A decisão é tomada com a matriz, e a transição precisa de plano: duas semanas de sobreposição custam menos do que dois meses de queda, como trata o guia de gerente de loja em uma rede.
O número que ele mais influencia. O turnover de gerentes. Região com troca constante de gerente não estabiliza padrão nem resultado, e o motivo costuma estar na carteira grande demais ou na meta impossível, não na pessoa.
O banco de gerentes na prática. É uma lista curta, revisada todo mês, com quem já concluiu a trilha, quem está em formação e quanto tempo falta para cada um. Sem essa lista, a rede descobre que não tem sucessor no dia em que precisa dele, e aceita a primeira opção disponível.
O que o regional não deve fazer sozinho. Definir política de remuneração, mudar perfil de cargo ou criar exceção de processo para uma loja. Essas decisões são da matriz, e o regional que as toma por conta cria precedente que a rede inteira vai cobrar depois.
Por quais indicadores o regional responde
Oito indicadores, lidos como média e dispersão das lojas da carteira contra o cluster. O regional é avaliado pela evolução das lojas dele, não pela foto do mês.
1. Venda das lojas contra meta e same store sales da região. O resultado do conjunto, com as fórmulas do guia de indicadores de rede de lojas.
2. Conformidade média e a pior loja. A média esconde; a pior loja é o que o regional precisa explicar.
3. Planos de ação concluídos no prazo. A taxa de resolução da carteira, que mede o acompanhamento e não a visita.
4. Execução de campanha no prazo. Quantas lojas montaram dentro da data, com evidência.
5. Turnover de gerentes e de equipe. Lido por loja, porque uma unidade pode estar puxando o número da região inteira.
6. Tempo de resolução dos chamados das lojas dele. Mede a matriz tanto quanto a região.
7. Satisfação. A nota do cliente final por loja, que vem da ferramenta de pesquisa da rede, e a satisfação interna das unidades, que na SULTS é o que o NPS mede.
8. Cobertura das visitas. Visitas feitas sobre visitas previstas no ciclo, que é o indicador do próprio trabalho dele e aparece no eixo por supervisor do checklist de visita a loja.
Média e dispersão, sempre juntas. Uma região com média boa e uma loja muito abaixo precisa de mais atenção do que uma região com média mediana e lojas parecidas entre si, porque a primeira tem um problema concentrado e identificável.
Regionais só se comparam entre si dentro do mesmo tipo de região. Comparar quem atende capital com quem atende interior produz ranking e nenhuma informação.
Como a rede forma e retém gerentes regionais
O melhor gerente de loja nem sempre é o melhor regional. O cargo exige gerir por meio de outros, e não fazer melhor do que os outros, que é justamente o que costuma destacar um bom gerente.
O perfil. Leitura de número, trato com pessoas, disciplina de rotina e capacidade de dizer o que viu, sem suavizar e sem transformar a visita em tribunal.
A trilha. Padrão da rede em profundidade, leitura de indicadores, condução de visita e de devolutiva, gestão de gerentes e uso do sistema, registrada na Universidade Corporativa.
O período de sombra. Uma onda completa de visitas ao lado de um regional experiente, com certificação antes de assumir a região. Ninguém aprende a conduzir devolutiva lendo material.
O que retém. Região de tamanho possível, autonomia escrita, meta de evolução em vez de meta de foto e um caminho visível para gerência de operações, inclusive nos grupos que operam várias marcas, tratados no guia de gestão de várias unidades. A rotina com equipes espalhadas está no post de gestão de equipes, e o programa da rede está no guia de treinamento de equipe de loja.
O primeiro trimestre do regional novo. Vale mais visitar menos lojas com profundidade do que passar por todas: nas primeiras semanas, ele precisa entender o padrão de cada unidade, conhecer os gerentes e ganhar o direito de cobrar. Rede que entrega a carteira cheia no primeiro dia costuma perder o regional no primeiro ano.
Um exemplo global de como esse papel é levado a sério está no case do consultor de campo descrito no post de padronização visual de unidades.
Agenda mensal do regional e span de controle em uma página
Este é o modelo que a rede preenche para descobrir quantas lojas cabem em cada regional. Frequências e tempos são de referência: cada rede define os seus por formato.
Cabeçalho. Regional, região, número de lojas por formato, distância máxima em minutos e dias úteis do mês.
Classificação das lojas. Classe A: loja nova, gerente novo ou plano crítico aberto, com visita quinzenal. Classe B: loja estável, com visita mensal. Classe C: loja madura acima do padrão, com visita a cada dois meses e acompanhamento remoto. A loja muda de classe quando o motivo que a colocou ali deixa de existir, e a mudança é registrada.
Exemplo preenchido. Um regional de uma rede de farmácias com 12 lojas de rua em três cidades vizinhas: duas lojas de classe A, seis de classe B e quatro de classe C.
Deslize a tabela para consultar todas as colunas ↔
Agenda mensal do regional e span de controle em uma página
Classe
Lojas
Visitas por mês
Visitas necessárias
Tempo por visita
Diárias no mês
A
2
2
4
Uma diária
4
B
6
1
6
Meia diária
3
C
4
0,5
2
Meia diária
1
Total
12
12
8
Os dias do mês. Com 21 dias úteis, este regional reserva 2 dias para escritório e relatórios, 1 para a reunião de resultados da região, 1 para reunião com a matriz e 1 para treinamento, o que deixa 16 dias de campo. As visitas consomem 8 diárias, e o deslocamento entre as três cidades consome outras 2. Sobram 6 dias de folga para imprevisto, visita extra em loja com problema e acompanhamento de abertura.
A 16ª loja. Quatro lojas a mais, se entrarem como classe B, somam 4 visitas e 2 diárias, além de mais deslocamento. A carteira passa a consumir 10 diárias de visita e 3 de deslocamento, e a folga cai de 6 para 3 dias. Dá para fazer, desde que a rede saiba que gastou metade da reserva; a partir daí, qualquer loja em crise tira o regional do plano de visitas.
A grade das quatro semanas. Visitas distribuídas por dia, com duas rotinas remotas fixas: segunda de manhã para os números da semana e sexta à tarde para planos de ação e relatório.
Os 10 erros mais comuns na gestão do cargo
Os dez aparecem em rede de qualquer porte e quase sempre juntos.
1. Regional com lojas demais. A conta nunca foi feita, e a visita vira passagem.
2. Regional que opera a loja. Resolve o dia e atrasa o gerente em meses.
3. Visita sem roteiro e sem devolutiva escrita. Cada visita avalia uma coisa diferente.
4. Plano de ação sem acompanhamento até o prazo. A loja aprende que prazo não é prazo.
5. Regional que só aparece na crise. A visita vira sinal de problema.
6. Avaliar o regional pela foto. A região difícil perde sempre e a fácil ganha sem esforço.
7. Promover o melhor gerente sem formar. A rede perde um bom gerente e ganha um regional inseguro.
8. Regional sem banco de gerentes. Toda saída vira emergência.
9. Acompanhamento por grupo de mensagens. Muito ruído e nenhum histórico, que é o que a não conformidades resolve com plano e prazo.
10. Região desenhada pelo mapa. O que conta é o tempo de deslocamento, não a distância no papel.
Os dez têm a mesma origem: o cargo foi criado sem conta e sem método, e passou a ser medido pela presença em vez do efeito. Escrever a carteira, a frequência de visita e o que se espera de cada visita resolve a maior parte deles em um trimestre.
Como uma plataforma única organiza o trabalho do regional
O regional sai de casa com a carteira inteira no celular. Na SULTS, o roteiro de visita é aplicado com check-in e check-out, foto por item e plano de ação com prazo; o gerente responde ao plano pelo próprio aplicativo e envia a evidência; a matriz acompanha a cobertura das visitas, a pontuação média das lojas de cada regional e a taxa de resolução dos planos, em um eixo por supervisor; e os chamados, os comunicados e as tarefas das lojas dele ficam no mesmo lugar, com a trilha do cargo na Universidade Corporativa. A plataforma registra o ponto e o horário do check-in e do check-out de cada visita; roteirização, quilometragem, reembolso e controle de jornada ficam nas ferramentas de logística e de RH da rede. Os recursos estão em checklist de visita a loja, dentro de soluções para redes de filiais.
A carteira do regional no celular
Roteiro com check-in e foto, devolutiva na hora, plano de ação com prazo, cobertura das visitas e pontuação por loja e por regional, no mesmo painel da matriz.
Responde por um grupo de lojas em quatro frentes: resultado contra meta e cluster, padrão verificado em visita e auditoria, pessoas, com foco nos gerentes, e a ligação com a matriz nos dois sentidos. Na SULTS, a visita, o plano de ação e o acompanhamento da carteira ficam no mesmo histórico de cada unidade.
Qual a diferença entre gerente regional, supervisor de lojas, gerente distrital e gerente de área?
São nomes diferentes do mesmo cargo, e a escolha costuma vir do setor ou da origem da rede; em redes globais aparece como district manager. O conteúdo do trabalho não muda: carteira de lojas, visita, plano de ação e desenvolvimento de gerentes. Na SULTS, todos aparecem como responsáveis por um conjunto de unidades.
Qual a diferença entre gerente regional e supervisor de vendas?
O supervisor de vendas acompanha uma equipe comercial externa, com carteira de clientes e metas individuais. O gerente regional acompanha lojas: padrão, equipe, resultado e experiência do cliente na unidade. Na SULTS, o segundo trabalha com roteiro de visita por unidade, e não com funil de vendedores.
Quantas lojas um gerente regional deve atender?
Depende de distância em minutos, formato, maturidade das lojas e dos gerentes, padronização e escopo do cargo. O número sai de um cálculo: dias de campo do mês, visitas necessárias por classe de loja e tempo por visita. Na SULTS, a agenda de visitas mostra se a carteira cabe no ciclo ou não.
O que é amplitude de controle e como se aplica a uma rede de lojas?
É quantos subordinados um gestor consegue supervisionar bem. Urwick defendeu, em 1956, o limite de cinco ou seis quando o trabalho se entrelaça; em rede de lojas a amplitude é maior, porque as unidades são parecidas, o padrão é escrito e a informação chega por sistema, como acontece quando a rotina está registrada na SULTS.
Com que frequência o regional deve visitar cada loja?
Pela classe da loja: unidade nova, gerente novo ou plano crítico aberto pedem visita quinzenal; loja estável, mensal; loja madura acima do padrão, a cada dois meses com acompanhamento remoto. Na SULTS, a agenda mostra quais lojas já foram visitadas no ciclo e quais ficaram para trás.
O que o gerente regional faz em uma visita à loja?
Chega como cliente, percorre a loja com o gerente pelo roteiro, conversa com a equipe, registra evidência, confere os planos da visita anterior e fecha com a devolutiva sentado com o gerente. Na SULTS, tudo isso acontece dentro do mesmo roteiro, com check-in, foto e plano de ação com prazo.
O que deve ter no relatório de visita do regional?
As respostas do roteiro, as evidências, os planos de ação com responsável e prazo e a devolutiva combinada. A estrutura item a item está no checklist de visita a loja da SULTS, onde o relatório sai pronto no check-out, com as fotos e as assinaturas.
Como o regional dá a devolutiva ao gerente da loja?
Sentado com ele, no fim da visita, começando pelo que foi bem, tratando três ou quatro pontos e fechando com quem faz o quê e até quando. Devolutiva por mensagem, dias depois, não muda comportamento. Na SULTS, o combinado vira plano de ação com prazo antes de o regional sair da loja.
O que o regional faz entre uma visita e outra?
Lê os números das lojas todo dia, conversa uma vez por semana com cada gerente, acompanha os planos abertos até o prazo, responde ao que a loja escalou e confirma leitura de comunicado e execução de campanha. Na SULTS, essas quatro rotinas ficam registradas por unidade, sem depender de grupo de mensagens.
Por quais indicadores o gerente regional responde?
Venda e same store sales da região, conformidade média e a pior loja, planos concluídos no prazo, execução de campanha, turnover, tempo de resolução de chamados, satisfação e cobertura das visitas. Na SULTS, conformidade, planos, chamados e cobertura saem prontos por regional e por unidade.
Como a rede avalia o trabalho dos regionais?
Pela evolução das lojas da carteira entre ciclos, e não pela foto do mês, comparando regionais apenas dentro do mesmo tipo de região. Na SULTS, o painel tem um eixo por supervisor, com volume de visitas, pontuação média das lojas e taxa de resolução dos planos de ação.
O gerente regional contrata e demite gerentes de loja?
Participa da seleção dentro do perfil da rede e conduz a integração, mas contratação, promoção e desligamento costumam ser decididos com a matriz e formalizados pelo RH. Na SULTS, a trilha do gerente novo é atribuída no primeiro dia, e o histórico da unidade acompanha a transição.
Como formar um gerente regional a partir de um gerente de loja?
Com trilha de padrão, indicadores, condução de visita e gestão de gerentes, período de sombra ao lado de um regional experiente por uma onda completa de visitas e certificação antes de assumir a região. Na SULTS, a trilha fica na Universidade Corporativa, com conclusão registrada por pessoa.
Quanto ganha um gerente regional?
Depende da convenção coletiva da categoria, do porte da rede, do tamanho da carteira e da região, e costuma ter parte variável ligada ao resultado das lojas. Por isso esta página não traz faixa. A SULTS não trata de remuneração: organiza o cargo, a rotina de visitas e os indicadores.
O gerente regional tem controle de jornada?
Em geral não, porque costuma se enquadrar no art. 62 da CLT, por atividade externa incompatível com a fixação de horário (inciso I) ou por cargo de gestão (inciso II), e o enquadramento é decisão do jurídico da rede. A SULTS não faz controle de jornada: registra o check-in e o check-out de cada visita.
Qual a diferença entre a visita do regional e a auditoria de loja?
A visita desenvolve o gerente e trata do conjunto da operação; a auditoria mede conformidade com critério fixo, nota e evidência, e pode ser feita por outra área. As duas geram plano de ação. Na SULTS, a auditoria de lojas e a visita usam roteiros diferentes no mesmo histórico da unidade.
Qual a diferença entre o gerente regional de lojas próprias e o consultor de campo de franquias?
A rotina é parecida, mas a unidade tem dono diferente: o regional supervisiona empregados da rede e o consultor acompanha um franqueado, com contrato no meio e mais influência do que autoridade. O lado franqueado está na solução de performance de franqueados da SULTS.
Como montar a agenda mensal de um gerente regional?
Classifique as lojas por necessidade de visita, defina a frequência de cada classe, calcule as diárias necessárias, subtraia escritório, reuniões e deslocamento dos dias úteis e deixe folga para imprevisto. Na SULTS, a agenda de visitas por ciclo mostra o plano e o realizado de cada regional.
Que ferramentas o gerente regional usa no dia a dia?
Um roteiro de visita no celular, um canal de plano de ação com prazo, os indicadores das lojas e um caminho direto com a matriz. Na SULTS, isso é o checklist de visita a loja com check-in e check-out registrados; roteirização, quilometragem, reembolso e jornada ficam nas ferramentas de logística e de RH da rede.
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