Não conformidade em rede de unidades: como classificar, registrar, tratar a causa e encerrar com eficácia
Guia para quem trata não conformidades em uma rede de unidades: o que é e o que não é, gravidade e prazo, de onde ela vem, o registro (RNC) com fato, evidência e requisito, correção, contenção e ação corretiva, causa raiz em rede, verificação de eficácia, encerramento e indicadores.
Por Rodrigo CaetanoCEO da SULTS
Atualizado em Leitura estimada: 16 min
Não conformidade, em uma rede de unidades, é o não atendimento de um requisito: o padrão da rede, uma lei, uma norma ou uma promessa feita ao cliente. Ela só existe quando há um requisito escrito para comparar.
O que muda em rede: a mesma não conformidade aparece em muitas unidades, e a primeira pergunta deixa de ser “por quê” e passa a ser “em quantas”. O item reprovado do checklist operacional em rede e o achado da auditoria operacional em rede são as portas de entrada; as ferramentas de causa estão nos posts do blog, e o produto está na página de gestão de não conformidades. Este guia cobre o que fica no meio: da classificação ao encerramento com eficácia comprovada.
Não conformidade em rede de unidades: como classificar, registrar, tratar a causa e encerrar com eficácia
Em resumo
Sem requisito escrito não há não conformidade, há opinião.
A gravidade define o prazo e a ação, e a reincidência sobe a classe.
O registro descreve o fato com evidência e requisito, não o culpado.
Toda não conformidade tem correção; só a que merece tem ação corretiva.
Em rede, a causa pode ser da unidade ou do processo, e a verificação de eficácia é o que separa encerrar de arquivar.
O que é não conformidade em uma rede, e o que não é
Não conformidade é a diferença entre o que o requisito pede e o que foi encontrado. Por isso ela depende de o padrão existir por escrito. A ISO 9000:2026, que reúne o vocabulário da gestão da qualidade, define não conformidade como o não atendimento de um requisito. Se a rede não escreveu o que é certo, o que o auditor aponta é opinião; a escrita do padrão começa no procedimento operacional padrão, e o conjunto fica no manual de operações da rede.
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O que é não conformidade em uma rede, e o que não é
Termo
O que é
Exemplo em uma unidade
O que gera
Não conformidade
Requisito descumprido
Produto vencido na exposição
Registro e tratamento
Observação
Ainda atende, mas tende a deixar de atender
Estoque de etiquetas no limite
Acompanhamento na próxima rotina
Oportunidade de melhoria
Atende, e dá para fazer melhor
Percurso de reposição mais curto
Ciclo de melhoria, como no kaizen, não o de não conformidade
Reclamação de cliente
A percepção do cliente
Pedido entregue incompleto
Não conformidade só se a análise mostrar requisito descumprido
Incidente ou acidente
Evento com dano ou quase dano
Queda no piso molhado
Tratamento de segurança, com a não conformidade que o causou registrada junto, como na checklist de segurança do trabalho
Produto ou serviço não conforme
O objeto fora do requisito
Lote recebido fora da temperatura
Segregação; a não conformidade é o desvio que o produziu
Vale para loja, restaurante, fábrica, clínica, escola e centro de distribuição: o que muda de um segmento para outro é o requisito, não o método.
A regra que a rede escreve: o que é não conformidade, o que é observação e o que é oportunidade de melhoria, com um exemplo de cada no formato da rede.
Classificação por gravidade: o que cada classe exige em prazo e ação
A rede classifica cada não conformidade em poucas classes, por critério explícito. A classe decide três coisas: em quanto tempo corrige, se a ação corretiva é obrigatória e quem verifica.
Os critérios. Risco a pessoa, descumprimento de lei ou norma, risco sanitário, dinheiro, impacto no cliente e reincidência.
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Classificação por gravidade: o que cada classe exige em prazo e ação
Classe
O que exige
Correção em
Ação corretiva
Quem verifica
Crítica
Ação imediata e contenção no mesmo turno
Campo da rede
Obrigatória
Presencial
Maior
Correção em dias
Campo da rede
Obrigatória
Quem abriu
Menor
Correção até a próxima rotina
Campo da rede
Só se repetir
Na próxima rotina
Observação
Acompanhamento
Não se aplica
Não
Na próxima rotina
Quem classifica. Quem registra propõe; a qualidade confirma; a divergência se resolve reescrevendo o critério, não caso a caso.
A reincidência. O mesmo desvio na mesma unidade sobe uma classe. O mesmo desvio em muitas unidades vira não conformidade sistêmica, assunto da seção 8.
O item crítico. O que o checklist operacional e a auditoria operacional marcam como crítico já nasce classificado. Na SULTS, a rede traduz as classes em pesos e em questão crítica, e o painel mostra as críticas separadas das demais.
Os prazos ficam em branco de propósito: são da rede, pelo risco do formato dela, e não existe prazo de mercado que sirva de referência.
A regra que a rede escreve: os critérios de cada classe, o prazo de correção, quando a ação corretiva é obrigatória e quem confirma a classificação.
De onde a não conformidade vem em uma rede, e o que muda em cada fonte
Em rede, a não conformidade tem sete portas de entrada, e todas levam ao mesmo fluxo, com a mesma classificação e o mesmo registro. O que muda é quem abre e qual evidência já vem pronta.
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De onde a não conformidade vem em uma rede, e o que muda em cada fonte
Uma porta só por desvio. O mesmo problema visto no checklist e na auditoria é um registro, com as duas origens anotadas. Dois registros para o mesmo desvio dividem o dono e o prazo.
Fora de qualquer rotina. O desvio percebido no dia a dia entra pela mesma porta da unidade; na SULTS, ele pode ser registrado como tarefa com responsável, prazo, prioridade e evidência.
A regra que a rede escreve: as fontes aceitas, quem abre em cada uma e como o registro anota a origem quando o mesmo desvio chega por duas portas.
O registro de não conformidade (RNC): o que escrever para alguém tratar
Um registro bom permite que alguém que não estava lá entenda o desvio, encontre o requisito e comece a tratar sem ligar para quem registrou. Ele tem o fato, a evidência, o requisito, a classificação e a correção imediata.
Os campos. O fato observável: o que, onde, quando e quem viu, sem adjetivo e sem culpado. A evidência: foto com data, hora e local, documento ou leitura de instrumento. O requisito descumprido, com o documento e o item: “POP de recebimento, item 4”, não “procedimento”. A classificação proposta. A correção imediata já feita, e a contenção, se houve. Quem recebe.
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O registro de não conformidade (RNC): o que escrever para alguém tratar
Antes
Depois
O que faltava
Loja suja
Piso do salão com resíduo antes da abertura; foto anexada
O fato
Funcionário não fez
Etiqueta de validade ausente em itens do balcão refrigerado, contra o item de validade do POP de rotulagem
O requisito
Problema no freezer
Freezer da cozinha com leitura fora da faixa definida para o produto; foto do termômetro com data e hora
A evidência
Um desvio por registro. O registro com cinco desvios não tem dono nem prazo. RNC, ficha e relatório de não conformidade são nomes do mesmo documento em empresas diferentes; o relatório consolidado do período é outra coisa, tratada na seção 9.
Rastreabilidade. Cada registro tem número, unidade e origem.
Imagem e privacidade. Foto de ambiente, produto e documento é evidência de rotina; foto de pessoa e dado de colaborador no registro dependem de política interna e do jurídico da rede.
A regra que a rede escreve: os campos obrigatórios do registro e o exemplo de cada um escrito do jeito certo.
Correção, contenção e quando a ação corretiva é devida
Toda não conformidade tem correção, que resolve o que foi encontrado. A contenção protege o cliente e a operação enquanto a causa não é tratada. A ação corretiva, que elimina a causa, é devida nas críticas, nas maiores e em qualquer uma que reincida. A ISO 9000:2026 distingue as duas: a correção elimina a não conformidade detectada; a ação corretiva elimina a causa, para que ela não se repita.
A contenção. Segregar o lote, interditar o equipamento, retirar o produto da exposição, afastar a atividade. O registro diz quem autorizou e por quanto tempo. Na SULTS, o item crítico reprovado pode abrir um chamado com SLA no módulo de Chamados, vinculado à inspeção com as evidências.
A proporcionalidade. A ação corretiva custa análise. A rede que abre análise de causa para toda não conformidade menor para de analisar as que importam; a menor pontual se corrige e se acompanha.
A ação preventiva. A ISO 9001 deixou de tratá-la como requisito separado em 2015, substituída pelo pensamento baseado em risco. Em rede, prevenir é olhar a distribuição das não conformidades e agir no processo antes de o desvio chegar às outras unidades.
A regra que a rede escreve: quais classes exigem ação corretiva, quem autoriza a contenção e por quanto tempo ela vale.
Análise de causa raiz em uma rede: a pergunta é “unidade ou processo?”
Em uma rede, antes de perguntar “por quê” cinco vezes, a análise pergunta em quantas unidades, em quais, desde quando e depois de qual mudança. A resposta decide se a causa é local ou de processo, e quem trata.
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Análise de causa raiz em uma rede: a pergunta é “unidade ou processo?”
Família de causa
Sinal
Quem trata
Ação típica
Padrão inexistente, ambíguo ou desatualizado
Muitas unidades, desde sempre ou desde uma mudança
Quem analisa. A unidade, quando a causa é local; a qualidade, quando é sistêmica.
A causa acionável. “Falta de atenção”, “erro humano” e “falta de comprometimento” não são causa: são o ponto em que a análise parou. A causa raiz é algo que a rede pode mudar. Na SULTS, o campo “por quê” do plano de ação registra a causa apurada, com o método que a empresa adota, e o relatório de resultado por questão mostra em quantas unidades o mesmo item reprova.
A regra que a rede escreve: quem analisa a causa em cada caso e o que não é aceito como causa.
Verificação de eficácia, encerramento e escalonamento
Verificar a correção é confirmar que o desvio foi resolvido. Verificar a eficácia é confirmar, depois de uma janela, que a causa foi eliminada e o desvio não voltou. Quem encerra é quem abriu ou a qualidade, nunca quem executou.
A correção. A evidência do depois, validada por quem abriu, na visita do regional ou na próxima auditoria. Na SULTS, a unidade envia a evidência e quem abriu aprova ou devolve com justificativa, pela gestão de não conformidades.
A janela de eficácia. Definida pela rede por classe: as duas ou três aplicações seguintes da rotina, a próxima auditoria ou um número de dias. O post de metodologia 8D usa de 30 a 90 dias como referência. Na SULTS, o comparativo de progressão mostra se a correção aprovada se manteve na inspeção seguinte.
O encerramento e a reabertura. Encerra com justificativa escrita. O mesmo desvio dentro da janela reabre o registro original, não abre outro, e sobe a classe.
O escalonamento. Prazo vencido sobe para o regional; vencido de novo, para a qualidade e a diretoria. A crítica sem correção no prazo pode parar a atividade ou a unidade, e a rede escreve quem decide isso e quem pode estender prazo, com registro. O plano atrasado aparece no painel da unidade, do regional e da matriz.
A regra que a rede escreve: a janela de eficácia de cada classe, quem encerra, quando reabre e a escada de escalonamento.
A não conformidade sistêmica: quando o problema é da rede, não da unidade
Quando o mesmo desvio aparece em muitas unidades no mesmo ciclo, tratar unidade por unidade é tratar sintoma. A não conformidade passa a ser da matriz, com um dono, uma causa e uma ação para a rede inteira.
O limiar. A rede define, em proporção das unidades ou em número absoluto por ciclo, e escreve antes.
O dono e as ações. Qualidade ou operações da matriz, com a ação da família de causa da seção 6: padrão, treinamento, fornecedor ou equipamento. A mudança é comunicada à rede pelos Comunicados, com o que mudou e desde quando, e o treinamento vira trilha na Universidade Corporativa.
Os registros. Um registro sistêmico com os individuais vinculados, fechados juntos quando a eficácia é comprovada na rede. O acompanhamento é a queda do desvio por ciclo, unidade a unidade.
Por que importa. A sistêmica é a informação mais valiosa que o programa de checklists e de auditoria produz, porque é a que muda o padrão. O item que reprova em muitas unidades aparece no checklist operacional e no painel descrito no guia de indicadores de rede de lojas. Nos pilares de gestão de filiais e de gestão de franquias, é o que alimenta a revisão do padrão.
A regra que a rede escreve: o limiar que transforma desvios individuais em sistêmica, o dono e como os registros individuais são fechados.
Indicadores do tratamento de não conformidades
O número de não conformidades abertas, sozinho, não diz nada. A rede lê o tratamento por seis indicadores, e o primeiro cuidado é normalizar por itens verificados, para não punir a unidade que registra.
Os seis. Não conformidades por 100 itens verificados, por unidade e por classe. Percentual tratado no prazo, por classe. Tempo médio de correção, por classe. Reincidência por item e por unidade. Eficácia: encerradas que não voltaram na janela. Sistêmicas abertas e o tempo até a ação na rede.
A leitura. Registro subindo com reincidência caindo é o programa funcionando. Registro caindo com auditoria reprovando é subnotificação.
O relatório consolidado. O que a diretoria vê no período: as sistêmicas, as críticas abertas e as unidades fora do prazo. O painel completo da rede está no guia de indicadores de rede de lojas. Na gestão de não conformidades da SULTS, o painel mostra a taxa de resolução por unidade e por regional e os itens com maior índice de reprovação.
A regra que a rede escreve: os indicadores do tratamento, a base de normalização e quem lê cada um.
Modelo em uma página: o RNC da rede e a tabela de classes
Este é o documento do processo de não conformidade da rede: o registro com seus campos e a tabela de classes. O exemplo é de referência, para uma rede de clínicas odontológicas com 60 unidades, sem nome de rede e sem valores; cada rede ajusta classes, prazos e campos ao próprio risco.
Cabeçalho. Rede, formato de unidade, dono do processo, versão e data.
Bloco 1, o registro. Número, unidade, data e hora, origem, descrição do fato, evidência, requisito descumprido com documento e item, classificação proposta e confirmada, correção imediata e contenção, quem registrou e quem recebe.
Bloco 2, o tratamento. Análise de causa (unidades afetadas, método, causa, família), ação corretiva com responsável, prazo e custo estimado, e a decisão entre unidade e processo.
Bloco 3, a verificação e o encerramento. Correção (evidência, data, quem validou), eficácia (janela, resultado, data) e encerramento (quem, data, justificativa, reabertura).
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Modelo em uma página: o RNC da rede e a tabela de classes: tabela 1
Classe
Critério
Correção em
Ação corretiva
Janela de eficácia
Quem verifica
Quem encerra
Crítica
Risco ao paciente, à equipe ou sanitário
Campo da rede
Obrigatória
Campo da rede
Qualidade, presencial
Qualidade
Maior
Requisito descumprido com impacto no atendimento
Campo da rede
Obrigatória
Campo da rede
Quem abriu
Quem abriu
Menor
Desvio pontual sem risco
Campo da rede
Só se repetir
Próxima rotina
Gerente da unidade
Quem abriu
Observação
Tende a virar desvio
Não se aplica
Não
Não se aplica
Próxima rotina
Não se aplica
Exemplo de registro crítico. Autoclave sem registro do ciclo do dia, encontrada em auditoria, contra o procedimento de esterilização. Os campos, preenchidos:
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Modelo em uma página: o RNC da rede e a tabela de classes: tabela 2
Campo
Preenchido
Origem
Auditoria operacional
Fato
Autoclave sem registro do ciclo do dia
Requisito
Procedimento de esterilização da rede
Classificação
Crítica, proposta pelo auditor e confirmada pela qualidade
Contenção
Interdição do equipamento até o ciclo validado
Unidades afetadas
Nove, todas depois da troca do modelo de impressora do indicador
Família de causa
Equipamento e treinamento
Unidade ou processo
Processo: a ação é na rede
Eficácia
Verificada nas três auditorias seguintes
Encerramento
Qualidade, com justificativa escrita
Exemplo de registro menor. Cartaz de preços desatualizado. Correção no dia, sem ação corretiva, verificação na próxima rotina.
Os 10 erros mais comuns no tratamento de não conformidades
Todos aparecem no primeiro ano de um processo de não conformidade, e todos têm a mesma saída: uma regra escrita.
1. Registrar julgamento em vez de fato. “Loja desorganizada” não diz o que corrigir.
2. Registro sem requisito. Sem requisito, a unidade discute o padrão em vez de corrigir.
3. Tudo menor, ou tudo crítico. A classe deixa de separar o que é urgente.
4. Correção sem ação corretiva nas reincidentes. O desvio volta no ciclo seguinte.
5. “Falta de atenção” como causa raiz. A análise parou antes da causa.
6. Prazo igual para todas as classes. A crítica espera o mesmo que a menor.
7. Quem executou encerrando. Ninguém de fora confere.
8. Encerrar com a foto do antes. A evidência não prova a correção.
9. Sistêmica tratada unidade por unidade. Cada gerente corrige o sintoma, e a causa continua na matriz.
10. Indicador só de quantidade. A unidade que registra mais parece a pior, e a rede ensina a esconder.
Como uma plataforma única sustenta o tratamento em 200 unidades
A plataforma não classifica, não define a janela de eficácia nem escolhe a ferramenta de causa; ela faz o fluxo acontecer igual nas 200 unidades. Na gestão de não conformidades do sistema de checklist da SULTS, o registro nasce no item do roteiro, com foto, data, localização e observação, ligado à unidade. O plano de ação corretiva 5W2H é gerado automaticamente, com responsável, prazo e custo estimado, e o campo “por quê” guarda a causa apurada. A unidade executa e envia a evidência; quem abriu aprova ou devolve com justificativa, e o responsável da unidade é notificado. O item crítico pode abrir chamado com SLA, e o desvio visto fora de uma inspeção entra como tarefa. O painel mostra a taxa de resolução por unidade e por regional, os itens com maior índice de reprovação e o comparativo de progressão, e o relatório sai em PDF. Outras soluções para a operação estão no hub de gestão.
Cada não conformidade da rede no mesmo fluxo
Registro com foto no item, plano de ação corretiva com responsável e prazo, evidência com aprovação e a taxa de resolução por unidade e por regional.
Toda falha encontrada em uma unidade é uma não conformidade?
Não. Só é não conformidade o que descumpre um requisito escrito: o padrão da rede, uma lei, uma norma ou uma promessa ao cliente. Sem requisito, a falha vira discussão de opinião, e o primeiro passo é escrever o padrão, como no checklist operacional. Na SULTS, cada item do roteiro traz o critério de conformidade.
Qual a diferença entre não conformidade, observação e oportunidade de melhoria?
Não conformidade é o requisito descumprido e gera registro e tratamento. Observação ainda atende, mas tende a deixar de atender, e gera acompanhamento. Oportunidade de melhoria atende e pode ficar melhor, e vai para o ciclo de melhoria. Na SULTS, a rede traduz essas classes em pesos e em questão crítica.
O que é uma não conformidade crítica e o que ela exige na hora?
É a que envolve risco a pessoa, lei, risco sanitário ou dinheiro. Exige contenção no mesmo turno, ação corretiva obrigatória e verificação presencial, com o prazo que a rede escreveu. Na SULTS, o item crítico reprovado ganha visibilidade separada no painel e pode abrir chamado com SLA. Serviço de risco feito sem a permissão de trabalho exigida é exemplo de crítica, assim como o perigo que a análise preliminar de risco encontra sem controle possível.
Como definir o prazo de tratamento por gravidade?
Pelo risco de cada classe no formato da rede: a crítica tem contenção no mesmo turno, a maior tem dias, a menor vai até a próxima rotina. Os números são da rede, escritos antes, e não há prazo de mercado que sirva de referência. Na SULTS, o prazo vai no plano de ação, e o atrasado aparece no painel.
Quem classifica a gravidade: a unidade ou a matriz?
Quem registra propõe, e a qualidade confirma. Quando as duas divergem com frequência, o problema está no critério da classe, que é reescrito, e não na discussão de cada caso. Na SULTS, a gravidade aparece nas questões críticas que a rede marcou no roteiro.
Uma reclamação de cliente é uma não conformidade?
Só depois da análise. A reclamação é a percepção do cliente; ela vira não conformidade quando a análise mostra que um requisito foi descumprido, e então entra no mesmo fluxo, com a reclamação anotada como origem. Na SULTS, o desvio identificado fora de uma inspeção pode ser registrado como tarefa com responsável e prazo.
Um auto de infração da fiscalização entra no mesmo fluxo?
Entra, com duas diferenças: o prazo é o do órgão, não o da classe, e a correção costuma exigir documento para responder à fiscalização. O auto vira registro com o requisito citado. A auditoria operacional ajuda a encontrar antes do fiscal. Na SULTS, o histórico da unidade guarda cada registro com as evidências.
O que não pode faltar na descrição de uma não conformidade?
O fato observável, sem adjetivo; onde e quando; a evidência; e o requisito com documento e item. “Loja suja” não serve; “piso do salão com resíduo antes da abertura, com foto” serve. Na SULTS, a foto, a data e a localização já vêm do item em que o desvio foi apontado.
Posso registrar mais de um desvio no mesmo RNC?
Não é recomendável. Cada desvio tem requisito, responsável e prazo próprios, e o registro com cinco desvios acaba sem dono. A regra é um desvio por registro, com a mesma origem anotada em todos. Na SULTS, cada item reprovado gera o próprio plano de ação.
Toda não conformidade precisa de ação corretiva?
Não. Toda precisa de correção; a ação corretiva, que elimina a causa, é devida nas críticas, nas maiores e nas que reincidem. Abrir análise para toda menor pontual faz a rede parar de analisar as que importam. Na SULTS, a correção e a ação corretiva ficam no mesmo plano de ação.
O que é contenção e quando ela é obrigatória?
É a medida que protege o cliente e a operação enquanto a causa não é tratada: segregar lote, interditar equipamento, retirar produto da exposição. É obrigatória nas críticas, e o registro diz quem autorizou e por quanto tempo. Na SULTS, o item crítico pode abrir chamado com SLA para a manutenção.
Como saber se a causa é da unidade ou do processo da rede?
Perguntando em quantas unidades o desvio aparece, em quais, desde quando e depois de qual mudança. Muitas unidades apontam padrão, treinamento ou fornecedor; uma unidade com vários desvios aponta gestão local. As ferramentas estão nos posts de 5 porquês e de diagrama de Ishikawa. Na SULTS, o relatório por questão mostra em quantas unidades o item reprova.
Por que “falta de atenção” não serve como causa raiz?
Porque não é algo que a rede possa mudar; é o ponto em que a análise parou. A causa raiz está no que produziu a falta de atenção: padrão confuso, treinamento, equipamento ou carga de trabalho. A metodologia 8D mostra como seguir adiante. Na SULTS, a causa apurada fica no campo “por quê” do plano de ação.
Qual a diferença entre verificar a correção e verificar a eficácia?
A correção se verifica logo, com a evidência do depois. A eficácia se verifica depois de uma janela que a rede define por classe, confirmando que o desvio não voltou. Encerrar só com a correção é arquivar. Na SULTS, o comparativo de progressão mostra se a correção aprovada se manteve na inspeção seguinte.
Quem pode encerrar uma não conformidade?
Quem abriu ou a qualidade, nunca quem executou a correção. Nas críticas, a qualidade encerra depois da verificação presencial e da janela de eficácia. A regra fica escrita na tabela de classes. Na SULTS, quem abriu aprova ou devolve a evidência com justificativa, e o plano só fecha com aprovação.
Quando uma não conformidade encerrada deve ser reaberta?
Quando o mesmo desvio volta dentro da janela de eficácia. O registro original é reaberto, não se abre outro, e a classe sobe. Fora da janela, é um registro novo, com o anterior citado. Na SULTS, o histórico do item mostra em quais unidades ele voltou a reprovar.
O que é uma não conformidade sistêmica e quem trata?
É o mesmo desvio em muitas unidades no mesmo ciclo, acima do limiar que a rede escreveu. Quem trata é a qualidade ou operações da matriz, com uma causa e uma ação para a rede toda. Na SULTS, o painel mostra os itens com maior índice de reprovação na rede, que é onde a sistêmica aparece primeiro.
Como comparar unidades pelo número de não conformidades sem punir quem registra?
Normalizando por itens verificados, lendo a reincidência e a eficácia ao lado da quantidade e desconfiando de unidade que registra pouco e reprova em auditoria. O painel da rede está no guia de indicadores de rede de lojas. Na SULTS, a taxa de resolução sai por unidade, regional e período.
Uma rede que não é certificada precisa seguir a ISO 9001 para tratar não conformidades?
Não. A ISO 9001:2026 é referência, não obrigação: ela pede reagir, avaliar a necessidade de eliminar a causa, implementar, analisar a eficácia e manter registro. A rede certificada usa o mesmo fluxo deste guia. Na SULTS, cada registro fica rastreável, com ação corretiva e verificação, para a auditoria interna. A escolha da ferramenta está no comparativo de software de gestão da qualidade.
Como uma rede trata não conformidades na SULTS?
O registro nasce no item do roteiro, com foto, data e localização; o plano de ação corretiva é gerado com responsável, prazo e custo; a unidade envia a evidência e quem abriu aprova ou devolve. Classes, janela e causa são regras da rede. A gestão de não conformidades da SULTS mostra o fluxo.
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