Análise preliminar de risco (APR) em rede de unidades: o que é, quando fazer, como fazer, a matriz de risco e o modelo
Guia para quem responde pela segurança em uma rede de unidades: o que é a APR e como cada norma a chama, quando é obrigatória e quando é boa prática, quem participa, o passo a passo por etapa da tarefa, a matriz de risco, APR genérica e APR da tarefa, registro, o programa em rede e o modelo.
Por Rodrigo CaetanoCEO da SULTS
Atualizado em Leitura estimada: 16 min
Análise preliminar de risco (APR), em uma rede de unidades, é a análise feita antes de uma tarefa, com quem vai executá-la, que divide a tarefa em etapas, identifica os perigos de cada uma, avalia o risco e define as medidas de controle, o responsável e o que impede a tarefa de começar.
Nenhuma norma regulamentadora usa a sigla APR: a NR-35 diz Análise de Risco, a NR-1 diz levantamento preliminar de perigos e riscos e avaliação de riscos, a NR-12 diz apreciação de riscos e a NR-20 diz análise de risco. APR é o nome da prática, e este guia o usa assim. A APR analisa; a permissão de trabalho autoriza. Em rede, a mesma tarefa acontece em 40 unidades, e a rede precisa de uma biblioteca de análises genéricas por tipo de tarefa e da análise da tarefa no local, em todas. Vale para loja, restaurante, fábrica, hospital, escola e centro de distribuição. Este guia informa; a decisão em cada caso é do SESMT e do jurídico da rede.
Análise preliminar de risco (APR) em rede de unidades: o que é, quando fazer, como fazer, a matriz de risco e o modelo
Em resumo
APR é análise por etapa da tarefa, feita no local com quem executa, antes de começar.
Cada perigo tem um risco avaliado por probabilidade e severidade, e a matriz decide se a tarefa sai, sai com aprovação ou não sai.
Toda medida segue a hierarquia (eliminar, proteger coletivamente, organizar, EPI) e tem um responsável.
A APR genérica da rede não dispensa a APR da tarefa no dia.
O que a APR encontra alimenta a PT, o DDS, o inventário de riscos e o treinamento.
O que é a análise preliminar de risco (APR) e como cada norma a chama
A APR é a análise de uma tarefa antes de ela começar. Na NR-35 (Portaria MTE 1.259/2026), a Análise de Risco é, pelo glossário, a “avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle”, e cada norma dá um nome diferente à mesma prática.
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O que é a análise preliminar de risco (APR) e como cada norma a chama
A base da permissão de trabalho em instalações com inflamáveis
NR-33
Medidas de controle da PET
Veja o guia de PT
As medidas antes da entrada em espaço confinado
O nome na documentação. Use o termo da norma que se aplica e “APR” como nome do programa da rede.
As fronteiras. A permissão de trabalho autoriza a tarefa; a APR a analisa. O inventário de riscos e o PGR são do estabelecimento e permanentes; a APR é da tarefa e do momento, e o gerenciamento de riscos está no post de riscos ocupacionais. AST e ART são a mesma prática com outro nome, e a rede escolhe um. HAZOP e FMEA analisam processo e projeto, não tarefa, como mostra o post de FMEA.
Perigo e risco. Perigo é a fonte do dano; risco é a combinação da probabilidade e da severidade do dano.
A regra que a rede escreve: o nome de cada documento conforme a norma e o nome que o programa usa.
Quando a APR é obrigatória e quando é boa prática
As normas exigem análise de risco antes de todo trabalho em altura, como base da permissão de trabalho em instalações com inflamáveis e como parte do gerenciamento de riscos de qualquer estabelecimento. Fora disso, a rede decide por risco onde exige APR da tarefa, e a decisão é escrita.
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Quando a APR é obrigatória e quando é boa prática
Situação
Base
O que a rede faz
Trabalho em altura
35.5.5 (NR-35 (Portaria MTE 1.259/2026))
Rotineiro: AR no procedimento (35.5.6). Não rotineiro: AR e PT (35.5.7)
Manutenção de câmara fria, limpeza de coifa, bloqueio de máquina, descarga com empilhadeira, obra em loja aberta, montagem de evento
Rotineira ou não. O glossário da NR-35 define atividades rotineiras como “atividades habituais, independente da frequência, que fazem parte do processo de trabalho da empresa”. A regra prática: a rotineira tem APR genérica no procedimento, como no manual de operações, revista quando algo muda; a não rotineira tem APR da tarefa no dia; a rotineira de alto risco tem as duas na primeira execução e a cada mudança de local, equipe ou equipamento.
O que tentar primeiro. A NR-35 dá a ordem no item 35.5.2: evitar o trabalho em altura, eliminar o risco de queda, minimizar as consequências da queda. O detalhe da NR-35 está no checklist NR-35, e os riscos por NR, no checklist de segurança do trabalho.
A regra que a rede escreve: a lista de tarefas que exigem APR da tarefa, separando o que é norma do que é política da rede.
Quem participa e onde se faz
A APR é feita no local da tarefa, com quem vai executá-la, conduzida pelo encarregado ou pelo responsável pela área e validada por quem responde pela segurança. APR feita no escritório, sem a equipe, é papel.
Quem participa. Os executantes, o encarregado ou emitente, o técnico de segurança quando houver, o dono da área e, em serviço terceirizado, a contratada junto com a rede.
A competência. Quem conduz é treinado na metodologia da rede: sabe perguntar e sabe registrar.
A supervisão. Pelo item 35.5.3 da NR-35, todo trabalho em altura é supervisionado na forma definida na análise de risco.
A unidade sem técnico de segurança. A matriz prepara a APR genérica; o gerente ou o encarregado conduz a da tarefa; o SESMT central valida com fotos e a análise antes da PT. O limite: a NR-33 exige supervisor de entrada e vigia presentes.
Os papéis de gestão. O gerente da unidade garante que a análise aconteça antes do serviço, como descreve o guia do gerente de loja, e o regional confere nas visitas, como no guia do gerente regional de lojas.
Quem participa assina ou registra ciência, e é por isso que a APR também é treinamento.
A regra que a rede escreve: quem conduz, quem participa e quem valida a APR em cada unidade.
O passo a passo: etapas, perigos, riscos, medidas, responsáveis e validação
A APR tem seis passos, sempre na mesma ordem. O primeiro é o mais esquecido: dividir a tarefa em etapas, porque o perigo mora na etapa, não na tarefa.
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O passo a passo: etapas, perigos, riscos, medidas, responsáveis e validação: tabela 1
Passo
O que se faz
1. Dividir em etapas
Na ordem em que acontecem: deslocamento, montagem, execução, desmontagem, limpeza
2. Identificar os perigos
Queda de pessoa e de material, energia elétrica, calor e chama, químico, atmosfera, movimentação de carga, máquina em movimento, veículo, terceiros e clientes no entorno, ergonomia, condição do tempo
3. Avaliar o risco
Probabilidade e severidade de cada perigo (seção 5)
4. Definir medidas
Na ordem da hierarquia: eliminar, proteção coletiva, medida administrativa, EPI (1.5.5.1.1 e 1.5.5.1.2 da NR-1). “Ter cuidado” não é medida
5. Responsáveis e condições impeditivas
Um responsável por medida; o que impede de começar ou manda parar: vento, chuva, iluminação, equipamento sem inspeção, pessoa sem autorização
6. Validar com a equipe
Leitura no local, perguntas, ajuste, assinatura ou ciência; decisão: executa, executa com PT, não executa
Em altura. A lista do item 35.5.5.1 da NR-35 serve de checklist de completude: local e entorno; isolamento e sinalização; sistemas e pontos de ancoragem; condições meteorológicas adversas; seleção, inspeção e uso dos sistemas de proteção; queda de materiais e ferramentas; trabalhos simultâneos; atendimento às outras normas; riscos adicionais; condições impeditivas; emergência e resgate; sistema de comunicação; forma de supervisão.
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O passo a passo: etapas, perigos, riscos, medidas, responsáveis e validação: tabela 2
Etapa
Perigo
Medida
Condição impeditiva
Isolamento da área
Pedestre e veículo no entorno
Isolar e sinalizar; responsável pelo isolamento
Área sem isolamento
Subida e trabalho em altura
Queda de pessoa e de material
Plataforma com proteção; ferramenta amarrada; EPI
Vento, chuva, plataforma sem inspeção
Desmontagem e limpeza
Material no chão, energia religada
Recolher antes de liberar; conferir a religação
Área não conferida
Quando a decisão é “executa com PT”, o que acontece em seguida está no guia de permissão de trabalho, e a conversa com a equipe no início do dia, no post de DDS.
A regra que a rede escreve: os seis passos, a lista de perigos de referência e quem valida a decisão.
A matriz de risco: probabilidade, severidade e a decisão
A matriz cruza a probabilidade de o dano acontecer com a severidade do dano e devolve um nível. O nível não é um número para arquivar: é uma decisão escrita antes, entre executar com os controles, executar só com aprovação e PT, ou não executar até reduzir.
A base. A NR-1 (capítulo 1.5, Portaria MTE 1.419/2024) pede, no item 1.5.4.4.2, o nível de risco pela combinação da severidade das possíveis lesões ou agravos com a probabilidade de ocorrência. A definição da matriz está no post de riscos ocupacionais.
A escala. 3x3 ou 5x5 é decisão da rede. O que não pode é cada unidade usar uma, porque a comparação morre.
A regra de decisão. Escrita no programa, por nível, com quem aprova cada nível.
O risco residual. É o nível depois das medidas, e é ele que decide.
A armadilha. Baixar a probabilidade no papel para a tarefa sair. A matriz serve para decidir, não para justificar.
A calibração. Duas equipes avaliando a mesma etapa devem chegar ao mesmo nível; por isso a matriz da rede vem com exemplos por nível, escritos pela rede.
A matriz GUT. Prioriza problemas e não substitui a matriz de risco; está no post de ferramentas da qualidade.
A regra que a rede escreve: a escala da matriz, a decisão por nível e quem aprova cada nível.
APR genérica e APR da tarefa: como uma rede padroniza sem engessar
A rede mantém uma biblioteca de APRs genéricas por tipo de tarefa, feitas pela matriz com as unidades, e exige a APR da tarefa no dia, que confirma a genérica e acrescenta o que só o local mostra. Genérica sem a da tarefa não vale; a da tarefa sem a genérica recomeça do zero a cada vez.
A biblioteca. As tarefas de risco por formato de unidade; uma genérica por tarefa, com dono, versão e data; revista por período, depois de incidente e quando a norma ou o equipamento muda. É documento da hierarquia do manual de operações da rede.
A APR da tarefa. O que muda hoje: local, pessoas, equipamento, tempo, trabalhos simultâneos, clientes. O que se acrescenta e o que se risca.
A regra. A genérica é ponto de partida, não autorização.
A regra que a rede escreve: a lista de APRs genéricas, o dono de cada uma e quando são revistas.
Registro, guarda e o que a APR alimenta
A APR é registrada antes da tarefa, fica no local durante a tarefa e é arquivada por unidade de forma rastreável. Ela alimenta a permissão de trabalho, o DDS, o inventário de riscos e o treinamento.
O registro. Os campos da seção 10.
A guarda. O prazo é da rede, com o jurídico. A PET tem cinco anos na NR-33, e a rede pode adotar a mesma referência para a família de documentos.
O que a APR alimenta. A permissão de trabalho carrega as disposições e medidas da análise (35.5.8.1, alínea b, da NR-35). O DDS do dia conversa a APR com a equipe. O perigo novo entra no inventário de riscos do PGR (1.5.7.1 da NR-1). A medida que exige treinamento vira trilha. O perigo sem controle possível vira não conformidade, e a tarefa não sai.
Dados pessoais. A APR registra nome e função dos participantes; é documento de segurança do trabalho e segue a política de dados de colaboradores e de terceiros da rede, conforme a LGPD.
O registro que não é concluído incompleto aparece no checklist NR-35.
A regra que a rede escreve: onde a APR fica durante a tarefa, por quanto tempo é guardada e para onde vai o que ela encontra.
APR em rede: a mesma tarefa em 40 unidades
Em rede, APR é programa: inventário de tarefas de risco por formato de unidade, biblioteca de genéricas, matriz de quem conduz e quem valida por unidade, contratadas dentro, auditoria checando e indicadores.
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APR em rede: a mesma tarefa em 40 unidades
Componente
O que é
Inventário de tarefas
As tarefas de risco de cada formato de unidade
Biblioteca
Uma APR genérica por tarefa, com dono e versão
Matriz de papéis
Quem conduz e quem valida, por unidade
Treinamento
De quem conduz a APR
Contratadas
A APR delas é revisada pela rede ou substituída pela da rede, e o executante terceiro participa
Os indicadores. APRs da tarefa realizadas sobre tarefas de risco executadas. Perigos novos identificados e levados ao inventário. Tarefas suspensas por condição impeditiva. Tarefas com nível intolerável não executadas. Incidentes em tarefas com e sem APR. Genéricas revisadas no prazo. Tempo entre APR e validação.
A leitura. APR da tarefa sempre igual à genérica é sinal de cópia, não de segurança. O perigo sem controle que reaparece em várias unidades é tratado como no guia de não conformidade, e o padrão das unidades próprias está no pilar de gestão de filiais.
A regra que a rede escreve: o inventário de tarefas de risco, a matriz de papéis e o que a auditoria confere.
APR, PT, DDS e o PGR: a sequência do dia e a camada permanente
No dia de uma tarefa de risco, a sequência é APR, permissão de trabalho quando a tarefa é não rotineira ou a norma exige, DDS com a equipe, checagens de início, execução e encerramento. Por baixo, o PGR com o inventário de riscos é a camada permanente; a APR é a camada da tarefa.
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APR, PT, DDS e o PGR: a sequência do dia e a camada permanente
Momento
O que acontece
Onde está
Antes
APR da tarefa, no local, com a equipe
Este guia
Autorização
PT quando a tarefa é não rotineira ou a norma exige
A relação com o PGR. O inventário diz os perigos do estabelecimento; a APR diz os desta tarefa hoje; o que uma descobre a outra recebe. O PGR contém, no mínimo, inventário de riscos e plano de ação (1.5.7.1), como explica o post de riscos ocupacionais.
A regra que a rede escreve: a sequência do dia para cada tarefa de risco e quem garante cada passo.
Modelo em uma página: a APR da rede
Este é o modelo da APR da rede. O exemplo é de referência, para uma rede de lojas de conveniência com 60 lojas de rua, na troca das luminárias do letreiro de fachada com plataforma elevatória, sem nome de rede e sem valores. As escalas da matriz são as da rede, e a APR genérica desta tarefa é o ponto de partida, não a autorização.
Cabeçalho. Rede, unidade, tarefa, local exato, data e turno, rotineira ou não, normas aplicáveis com o item, APR genérica de referência e versão, participantes com função, elaborador, validador.
Tabela 1, a análise por etapa. Etapa, perigo, risco, probabilidade, severidade, nível, medidas na ordem da hierarquia, responsável, condição impeditiva. No exemplo, probabilidade, severidade e nível ficam para a escala da rede.
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Modelo em uma página: a APR da rede
Etapa
Perigo
Medidas na hierarquia
Condição impeditiva
1. Isolamento da calçada e do estacionamento
Pedestre, cliente e veículo no entorno
Isolar e sinalizar a área; orientar clientes
Área sem isolamento
2. Posicionamento da plataforma
Veículo no estacionamento; terreno
Posicionar com a área isolada; conferir a inspeção do dia
Plataforma sem inspeção do dia
3. Subida e trabalho em altura
Queda de pessoa e de luminária; energia da fachada; vento
Desligar a energia do letreiro; proteção da plataforma; ferramenta presa; EPI
Vento, chuva, executante sem autorização
4. Desmontagem
Queda de material
Descer o material com a plataforma; área ainda isolada
Área sem isolamento
5. Limpeza e liberação
Material no chão; energia religada
Recolher e conferir antes de liberar a área
Área não conferida
Bloco 2, emergência, comunicação e supervisão. Emergência e resgate, sistema de comunicação e forma de supervisão, como pede o 35.5.5.1, alíneas k, l e m, quando em altura.
Bloco 3, validação. Leitura com a equipe; assinaturas ou ciência; risco residual; decisão. No exemplo: executa com PT.
Bloco 4, fechamento. Perigo novo para o inventário; ajuste na genérica; incidente ou quase acidente registrado.
Os 10 erros mais comuns em APR
Todos aparecem no primeiro ano de um programa de APR, e todos se resolvem com uma regra escrita.
1. APR feita no escritório, sem a equipe e sem o local. Não vê o que o dia mostra.
2. Genérica usada como se fosse a da tarefa. O que mudou hoje fica de fora.
3. APR copiada de outra tarefa com o nome trocado. Os perigos não são os desta tarefa.
4. Perigo sem medida, ou medida “ter atenção”. Não há controle.
5. Matriz usada para justificar a tarefa que já ia sair. O nível perde o sentido.
6. Sem condição impeditiva escrita. Ninguém sabe quando parar.
7. Sem responsável por medida. A medida fica para ninguém.
8. Assinada depois da tarefa. Não analisou nada. Na SULTS, a análise de risco é roteiro com campos obrigatórios, registrado com data, hora e responsável.
9. Guardada e nunca revista depois de incidente. O mesmo perigo volta.
10. Sigla trocada na documentação. APR onde a norma diz AR ou apreciação de riscos; PT sem a análise anexada.
Como uma plataforma única sustenta o programa em 40 unidades
A plataforma não analisa o risco, não calcula a matriz nem decide pela equipe; ela faz a análise acontecer, com evidência, em todas as unidades. Na SULTS, como descreve o checklist NR-35, a Análise de Risco vira roteiro com campos obrigatórios, e o registro não é concluído incompleto; AR e permissão de trabalho são roteiros distintos, com data, hora, responsável e evidência. A foto sai com GPS. No checklist de segurança do trabalho, a assinatura de todos os envolvidos fica no roteiro, e o trabalho só é autorizado após a aprovação de todos os itens críticos. O roteiro é editável quando a norma muda, sem perder o histórico, o item reprovado gera plano de ação e o relatório sai em PDF para fiscalizações. A matriz de risco, a biblioteca de genéricas e a decisão por nível são método da rede, aplicado no roteiro. Outras soluções estão no hub de gestão.
A análise de risco de cada tarefa, em todas as unidades
Roteiro com campos obrigatórios, foto com GPS, assinatura dos envolvidos e a PT como roteiro separado.
APR é a análise preliminar de risco: a análise feita antes de uma tarefa, com quem vai executá-la, que divide a tarefa em etapas, identifica os perigos, avalia o risco e define medidas, responsáveis e condições impeditivas. É o nome da prática, não de uma norma. Na SULTS, a análise vira roteiro com campos obrigatórios.
A APR é obrigatória? Em quais normas ela aparece e com que nome?
A análise é obrigatória em várias situações, com nomes diferentes: Análise de Risco na NR-35 (35.5.5), levantamento preliminar de perigos e riscos na NR-1 (1.5.4.2.1), apreciação de riscos na NR-12 e análise de risco na NR-20 (20.10.7). Nenhuma usa a sigla APR. Na SULTS, o roteiro usa o vocabulário da norma que se aplica.
Qual a diferença entre APR e AST (análise de segurança da tarefa)?
Na prática, são a mesma análise com nomes diferentes, e nenhuma das duas siglas está nas normas. O que importa é o método: etapas, perigos, risco, medidas, responsáveis e condições impeditivas. A rede escolhe um nome e usa em todas as unidades. Na SULTS, o nome do roteiro é o que a rede definir.
Qual a diferença entre a APR e o inventário de riscos do PGR?
O inventário é do estabelecimento e permanente, parte do PGR (1.5.7.1 da NR-1); a APR é da tarefa e do momento. O perigo novo que a APR encontra entra no inventário. O gerenciamento de riscos está no post de riscos ocupacionais. Na SULTS, a análise da tarefa fica registrada com data, hora e responsável.
Quem deve elaborar a APR e quem precisa participar?
Conduz o encarregado ou o responsável pela área, treinado na metodologia da rede; participam os executantes, o dono da área, o técnico de segurança quando houver e a contratada em serviço terceirizado; valida quem responde pela segurança. Todos assinam ou registram ciência. Na SULTS, a assinatura de todos os envolvidos fica no roteiro.
A APR pode ser feita no escritório ou tem de ser no local?
No local, com quem vai executar. A APR genérica pode ser preparada na matriz, mas a da tarefa confirma no local o que mudou: entorno, pessoas, equipamento, tempo, clientes. APR feita no escritório, sem a equipe, não vê o que o dia mostra. Na SULTS, a análise é aplicada pelo aplicativo, com foto e GPS.
Como dividir a tarefa em etapas para a APR?
Na ordem em que acontecem, do começo ao fim: deslocamento, montagem, execução, desmontagem e limpeza, por exemplo. O perigo mora na etapa, e uma etapa grande demais esconde perigos. Cada etapa ganha perigos, medidas, responsável e condição impeditiva. Na SULTS, cada etapa pode ser um bloco do roteiro.
Como identificar perigos que a equipe já não enxerga?
Com uma lista de perigos de referência lida no local, etapa por etapa, e perguntando a quem executa o que já deu errado ou quase deu. Olhar o entorno, os trabalhos simultâneos e os clientes ajuda. Os incidentes anteriores também. Na SULTS, a foto de cada etapa fica registrada com data e localização.
Como usar a matriz de risco na APR sem que ela vire justificativa?
Escrevendo antes o que cada nível decide: executa com os controles, executa com aprovação e PT, ou não executa até reduzir. A escala é da rede e igual em todas as unidades, com exemplos por nível para calibrar. Baixar a probabilidade no papel é o erro. Na SULTS, a decisão fica registrada no roteiro.
O que é risco residual e quando a tarefa não deve ser executada?
Risco residual é o nível que sobra depois das medidas de controle, e é ele que decide. Se, mesmo com as medidas, o nível continua no patamar que a rede definiu como intolerável, a tarefa não sai até que o risco seja reduzido. Na SULTS, o trabalho só é autorizado após a aprovação de todos os itens críticos.
O que é condição impeditiva?
É o que impede a tarefa de começar ou manda parar: vento, chuva, iluminação ruim, equipamento sem inspeção, pessoa sem autorização. A NR-35 pede que a análise de risco considere as condições impeditivas (35.5.5.1, alínea j). Cada uma fica escrita na APR. Na SULTS, a condição impeditiva pode ser um item crítico do roteiro.
O que é APR genérica e quando ela basta?
É a análise preparada pela matriz para um tipo de tarefa, com dono e versão. Ela basta como análise da atividade rotineira contemplada no procedimento (35.5.6 da NR-35); na não rotineira, é ponto de partida para a APR da tarefa no dia. Na SULTS, a genérica pode ser o modelo do roteiro aplicado no local.
Com que frequência revisar as APRs genéricas da rede?
Com a periodicidade que a rede escrever, e sempre depois de incidente ou quase acidente, de mudança de norma, de equipamento ou de local, e quando a APR da tarefa encontra um perigo que a genérica não tinha. Cada genérica tem dono. Na SULTS, o roteiro é editável sem perder o histórico.
A APR precisa ser assinada por todos os executantes?
Todos os que participam assinam ou registram ciência, porque a validação é a leitura da análise com a equipe no local, antes de começar. É também o momento em que a APR vira treinamento. APR assinada depois da tarefa não analisou nada. Na SULTS, a assinatura de todos os envolvidos fica no roteiro.
Onde a APR fica durante a tarefa e por quanto tempo é guardada?
No local, acessível à equipe, e depois arquivada por unidade de forma rastreável. O prazo de guarda é da rede, com o jurídico; a PET tem cinco anos na NR-33, e a rede pode adotar a mesma referência para a família de documentos. Na SULTS, o relatório sai em PDF para fiscalizações.
Como a contratada e a rede tratam a APR de um serviço terceirizado?
A APR da contratada é revisada pela rede ou substituída pela da rede, e o executante terceiro participa da análise no local. Quem controla o local é a rede, e a PT, quando exigida, é do programa da rede. Na SULTS, a análise fica registrada com data, hora, responsável e evidência.
Como padronizar a APR em muitas unidades sem perder a análise do local?
Com uma biblioteca de APRs genéricas por tipo de tarefa, feitas pela matriz com as unidades, e a APR da tarefa no dia, que confirma a genérica e acrescenta o que só o local mostra. APR da tarefa sempre igual à genérica é sinal de cópia. Na SULTS, o mesmo roteiro chega a todas as unidades.
Quais indicadores mostram se o programa de APR funciona?
APRs da tarefa sobre tarefas de risco executadas, perigos novos levados ao inventário, tarefas suspensas por condição impeditiva, tarefas com nível intolerável não executadas, incidentes em tarefas com e sem APR e genéricas revistas no prazo. Na SULTS, o item reprovado gera plano de ação acompanhado.
Em que ordem entram APR, PT e DDS no dia do serviço?
Primeiro a APR da tarefa, no local; depois a permissão de trabalho, quando a tarefa é não rotineira ou a norma exige; então o DDS com a equipe e as checagens de início. Os temas de DDS estão no post de DDS. Na SULTS, AR e PT são roteiros distintos.
Como uma rede registra APRs na SULTS?
A análise de risco vira roteiro com campos obrigatórios, e o registro não é concluído incompleto; AR e PT são roteiros distintos, com data, hora, responsável e evidência. A matriz e a decisão por nível são regras da rede. O checklist NR-35 da SULTS mostra o fluxo.
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