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Segurança do Trabalho

Riscos Ocupacionais: Tipos, Classificação e Como Gerenciar

Natalia Souza

Natalia Souza

23 min de leitura
Amplo corredor de uma fábrica automotiva moderna e automatizada. À esquerda, braços robóticos vermelhos operam isolados por grades de segurança transparentes. O piso do corredor de circulação principal, delimitado por faixas de segurança amarelas, é pintado em um vibrante tom verdigris. A imagem ilustra o controle de perigos físicos e mecânicos em um ambiente industrial, demonstrando na prática a prevenção de acidentes e a aplicação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Resumo executivo: Riscos ocupacionais são agentes presentes no ambiente de trabalho capazes de causar danos à saúde do colaborador. A legislação brasileira, por meio da NR-1 e do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), exige que toda empresa identifique, avalie e controle esses riscos. Neste guia, você encontra os cinco tipos de riscos, a classificação por cores, o passo a passo para implantar o GRO e as boas práticas que reduzem acidentes e fortalecem a cultura de segurança.

SULTS
724 mil
acidentes de trabalho registrados no Brasil em 2024
8,8 mi
notificações de acidentes entre 2012 e 2024
4%
do PIB é a perda estimada com acidentes laborais ao ano
+470 mil
afastamentos por saúde mental em 2024

O que são riscos ocupacionais

Riscos ocupacionais são condições, agentes ou fatores presentes no ambiente de trabalho que podem provocar lesões, doenças ou comprometimento da integridade física e mental dos colaboradores. Eles existem em qualquer atividade econômica: da linha de produção industrial ao escritório administrativo, da obra civil ao laboratório farmacêutico.

A identificação desses riscos é o ponto de partida do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), programa obrigatório introduzido pela atualização da NR-1 (Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais). O GRO substituiu o antigo PPRA e ampliou o escopo de proteção, exigindo que toda organização mantenha um inventário de riscos e um plano de ação documentado.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Brasil registrou 724.228 acidentes de trabalho em 2024, sendo 74,3% acidentes típicos (ocorridos no exercício da atividade), 24,6% acidentes de trajeto e apenas 1% classificados como doenças ocupacionais. Esse último percentual evidencia a subnotificação: muitas doenças relacionadas ao trabalho ainda não são reconhecidas ou registradas corretamente.

Os Cinco Grupos de Riscos Ocupacionais FÍSICOS Ruído Vibração Radiações Temperaturas extremas Pressões anormais QUÍMICOS Poeiras e fumos Névoas e neblinas Gases e vapores Produtos químicos Substâncias tóxicas BIOLÓGICOS Vírus e bactérias Fungos e parasitas Protozoários Material biológico Animais peçonhentos ERGONÔMICOS Postura inadequada Repetitividade Jornada excessiva Levantamento de peso Ritmo excessivo ACIDENTES Máquinas sem proteção Eletricidade Incêndio/explosão Queda de altura Armazenamento Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)

Figura 1: Os cinco grupos de riscos ocupacionais previstos na legislação brasileira, com exemplos de agentes em cada categoria.

Os 5 tipos de riscos ocupacionais

A legislação brasileira de segurança e saúde no trabalho classifica os riscos ocupacionais em cinco grandes grupos. Cada grupo possui características, fontes geradoras e medidas de controle específicas. Conhecer essa classificação é essencial para montar o inventário de riscos exigido pelo GRO e para elaborar o LTCAT com precisão.

1. Riscos físicos (grupo verde)

São formas de energia presentes no ambiente de trabalho em níveis acima dos limites de tolerância. Incluem ruído contínuo ou de impacto, vibrações de corpo inteiro e localizadas, radiações ionizantes (raios X, gama) e não ionizantes (ultravioleta, infravermelho, micro-ondas), temperaturas extremas (calor e frio), pressões anormais (hiperbáricas e hipobáricas) e umidade excessiva. O ruído é o agente físico mais frequente em ambientes industriais e principal causa de perda auditiva ocupacional.

2. Riscos químicos (grupo vermelho)

Englobam substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo por via respiratória (gases, vapores, poeiras, fumos, névoas, neblinas) ou por contato com a pele e mucosas. Exemplos incluem solventes orgânicos, metais pesados, agrotóxicos, ácidos, álcalis e produtos inflamáveis. Operações com líquidos inflamáveis e combustíveis, por exemplo, são regulamentadas pela NR-20.

3. Riscos biológicos (grupo marrom)

Referem-se a microrganismos e materiais biológicos capazes de causar infecções, alergias ou intoxicações: vírus, bactérias, fungos, parasitas, protozoários, bacilos e materiais contaminados. Profissionais de saúde, laboratórios, saneamento, agropecuária e serviços funerários são os mais expostos. O controle envolve EPIs específicos (luvas, máscaras, aventais), vacinação, descarte correto de perfurocortantes e protocolos de higiene rigorosos.

4. Riscos ergonômicos (grupo amarelo)

Relacionam-se à organização do trabalho e à relação entre o colaborador e suas ferramentas, mobiliário e processos. Incluem postura inadequada, movimentos repetitivos, levantamento e transporte manual de cargas, jornadas prolongadas, ritmo excessivo, monotonia e pressão por produtividade. Os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) são a consequência mais comum, afetando desde operadores de linha de montagem até profissionais que trabalham exclusivamente com computador.

5. Riscos de acidentes ou mecânicos (grupo azul)

Decorrem de condições inseguras do ambiente, de equipamentos ou de procedimentos que possam provocar lesões imediatas. Exemplos: máquinas sem proteção, ferramentas defeituosas, instalações elétricas precárias, arranjo físico inadequado, armazenamento irregular, trabalho em altura sem proteção coletiva e risco de incêndio ou explosão. De acordo com o MTE, a construção civil e o transporte rodoviário estão entre os setores com maior número de acidentes fatais no Brasil.

Grupo Cor Exemplos de agentes Principais consequências
Físicos Verde Ruído, vibração, radiação, calor, frio, pressão Perda auditiva, insolação, queimaduras, lesões por vibração
Químicos Vermelho Poeiras, gases, vapores, fumos, solventes, ácidos Intoxicação, dermatite, doenças respiratórias, câncer
Biológicos Marrom Vírus, bactérias, fungos, parasitas, material biológico Infecções, alergias, hepatites, tuberculose
Ergonômicos Amarelo Postura, repetitividade, sobrecarga, jornada, ritmo DORT, lombalgia, fadiga crônica, estresse
Acidentes Azul Máquinas, eletricidade, queda, incêndio, ferramentas Fraturas, amputações, queimaduras, óbito
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Classificação dos riscos ocupacionais por cores

O mapa de riscos é uma representação gráfica dos riscos presentes em cada setor da empresa. Ele utiliza círculos coloridos de diferentes tamanhos para indicar o tipo e a intensidade de cada risco, conforme a classificação padronizada por cores. A elaboração do mapa de riscos é uma das atribuições da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio), regulamentada pela NR-5.

Cada cor corresponde a um grupo de riscos: verde para físicos, vermelho para químicos, marrom para biológicos, amarelo para ergonômicos e azul para acidentes. O tamanho do círculo representa a magnitude do risco: pequeno (risco baixo), médio (risco moderado) e grande (risco elevado). Essa padronização permite que qualquer colaborador identifique rapidamente os perigos do seu local de trabalho, fortalecendo a cultura preventiva.

Mapa de Riscos: Cores e Intensidades FÍSICOS Grupo 1 Verde QUÍMICOS Grupo 2 Vermelho BIOLÓGICOS Grupo 3 Marrom ERGONÔMICOS Grupo 4 Amarelo ACIDENTES Grupo 5 Azul Tamanho do círculo = intensidade do risco Pequeno (baixo) Médio (moderado) Grande (elevado)

Figura 2: Representação visual do mapa de riscos ocupacionais. Cada cor identifica um grupo de risco e o tamanho do círculo indica a intensidade.

Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e a NR-1

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) é o programa central da NR-1 e representa a base sobre a qual todas as demais normas regulamentadoras se apoiam. Desde a atualização de 2020, o GRO substituiu o antigo PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e ampliou significativamente o escopo de proteção: enquanto o PPRA se limitava a riscos ambientais (físicos, químicos e biológicos), o GRO abrange todos os cinco grupos, incluindo ergonômicos e de acidentes.

O GRO exige que a empresa mantenha dois documentos fundamentais: o Inventário de Riscos e o Plano de Ação. O inventário cataloga todos os perigos identificados, as fontes geradoras, os trabalhadores expostos e a avaliação de probabilidade e severidade. O plano de ação define as medidas de prevenção, os responsáveis, os prazos e os critérios de monitoramento. Juntos, esses documentos formam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Uma mudança relevante na NR-1 é a inclusão dos riscos psicossociais no escopo do GRO. Com essa atualização, fatores como assédio, sobrecarga cognitiva, falta de autonomia e conflitos interpessoais passam a ser objeto de identificação e controle obrigatórios. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, +470 mil pessoas se afastaram do trabalho por saúde mental em 2024, sobretudo por transtornos de ansiedade e depressivos.

Para empresas com múltiplas unidades, filiais ou franquias, o desafio se multiplica: cada localidade pode apresentar riscos específicos em função do clima, da infraestrutura e das atividades desempenhadas. Padronizar o processo de identificação e controle de riscos em escala exige checklists estruturados e fluxos de trabalho replicáveis em toda a rede.

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Como identificar e avaliar riscos ocupacionais

A identificação e a avaliação de riscos ocupacionais seguem um processo estruturado, previsto na NR-1 e alinhado às diretrizes da ISO 45001 (Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional). Veja as etapas recomendadas:

Etapa 1: Levantamento preliminar de perigos

Percorra cada setor, posto de trabalho e atividade da empresa. Observe as condições físicas do ambiente, os equipamentos utilizados, os produtos manipulados e a forma como as tarefas são executadas. Entreviste colaboradores e líderes: quem opera diariamente é a melhor fonte para identificar situações de risco que passam despercebidas em análises superficiais.

Etapa 2: Classificação dos perigos

Enquadre cada perigo identificado em um dos cinco grupos (físico, químico, biológico, ergonômico ou de acidente). Registre a fonte geradora, a forma de exposição (inalação, contato, absorção) e os trabalhadores ou funções expostos. Esse registro compõe o inventário de riscos do PGR.

Etapa 3: Avaliação de probabilidade e severidade

Para cada risco catalogado, avalie dois fatores: a probabilidade de o evento ocorrer e a severidade potencial das consequências. A combinação desses dois eixos gera a Matriz de Riscos (também chamada de Matriz de Probabilidade x Impacto), que classifica cada risco em níveis como baixo, moderado, alto ou crítico. Essa priorização orienta a alocação de recursos.

Etapa 4: Definição de medidas de controle

Aplique a hierarquia de controles, na seguinte ordem de prioridade: (1) eliminação do perigo; (2) substituição por alternativa menos perigosa; (3) controles de engenharia (ventilação, enclausuramento, barreiras); (4) controles administrativos (procedimentos, rodízio, sinalização, DDS); (5) equipamentos de proteção individual (EPIs). A medida mais eficaz é sempre a que elimina o risco na origem.

Etapa 5: Implementação e monitoramento

Documente cada medida no plano de ação com responsável, prazo e indicador de acompanhamento. Monitore a execução por meio de inspeções periódicas e auditorias internas. A metodologia 5W2H é uma ferramenta eficaz para estruturar cada ação com clareza. O GRO não é um projeto com data de encerramento: é um ciclo contínuo de melhoria.

Ciclo do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) 1 Levantamento de perigos 2 Classificação dos perigos 3 Avaliação de riscos 4 Medidas de controle 5 Monitoramento contínuo Ciclo contínuo de melhoria: reavaliação periódica após cada ciclo

Figura 3: Ciclo de cinco etapas do GRO. O processo é contínuo: ao concluir o monitoramento, a empresa reinicia o levantamento para capturar novos riscos.

Riscos psicossociais: a nova fronteira da NR-1

Os riscos psicossociais ganharam destaque na atualização da NR-1 e representam uma mudança de paradigma na gestão de segurança do trabalho. Diferentemente dos agentes físicos ou químicos, que são mensuráveis por instrumentos, os fatores psicossociais envolvem aspectos organizacionais, relacionais e subjetivos: pressão por metas, falta de autonomia, assédio moral, jornadas extenuantes, conflitos interpessoais e ausência de reconhecimento.

Os números sustentam a urgência. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab/MPT-OIT), +470 mil pessoas se afastaram do trabalho por transtornos mentais em 2024, com destaque para ansiedade e depressão. No plano global, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta os riscos psicossociais como uma das principais causas emergentes de absenteísmo e perda de produtividade nas economias desenvolvidas e em desenvolvimento.

Para identificar riscos psicossociais, a empresa pode aplicar questionários validados (como o COPSOQ, Copenhagen Psychosocial Questionnaire), realizar rodas de conversa, analisar indicadores de rotatividade, absenteísmo e afastamentos e incluir perguntas específicas nos diálogos diários de segurança (DDS). As medidas de controle passam por redesenho de processos, capacitação de lideranças, canais de denúncia, programas de apoio psicológico e monitoramento contínuo dos indicadores.

Boas práticas para gestão de riscos ocupacionais

Mantenha o inventário de riscos sempre atualizado

Revise o inventário a cada mudança de processo, introdução de novos equipamentos ou alteração no layout. Utilize checklists digitais para garantir que nenhum setor fique sem avaliação.

Capacite líderes e colaboradores continuamente

Treinamentos de integração (onboarding), DDS e reciclagens periódicas transformam conhecimento em comportamento seguro. Uma universidade corporativa centraliza o conteúdo e garante rastreabilidade.

Priorize a hierarquia de controles

Antes de distribuir EPIs, esgote as possibilidades de eliminação, substituição e controles de engenharia. O EPI deve ser a última barreira, nunca a primeira.

Documente tudo com evidências

Fotografias, registros de inspeção e atas de treinamento são a base para auditorias, defesa em processos trabalhistas e melhoria contínua. Plataformas digitais eliminam planilhas manuais e centralizam os dados.

Monitore indicadores de SST

Acompanhe taxa de frequência de acidentes, taxa de gravidade, dias perdidos, absenteísmo e custo previdenciário (FAP/RAT). Indicadores transformam percepção em dado acionável e orientam investimentos preventivos.

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Perguntas frequentes

Os cinco tipos são: riscos físicos (ruído, vibração, radiação, temperaturas extremas), riscos químicos (poeiras, gases, vapores, substâncias tóxicas), riscos biológicos (vírus, bactérias, fungos), riscos ergonômicos (postura inadequada, movimentos repetitivos, jornada excessiva) e riscos de acidentes ou mecânicos (máquinas sem proteção, eletricidade, queda de altura).

O GRO é o programa obrigatório previsto na NR-1 que exige a identificação, avaliação e controle de todos os riscos presentes no ambiente de trabalho. Ele substituiu o antigo PPRA e é composto por dois documentos principais: o Inventário de Riscos e o Plano de Ação, que juntos formam o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

O GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) é o conceito global de gestão de riscos introduzido pela NR-1 atualizada. O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é o documento que materializa o GRO, contendo o inventário de riscos e o plano de ação. O PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) era o programa anterior, limitado a riscos físicos, químicos e biológicos, e foi substituído pelo PGR.

Riscos psicossociais são fatores relacionados à organização do trabalho e às relações interpessoais que podem afetar a saúde mental dos colaboradores. Incluem pressão por metas, assédio moral, falta de autonomia, jornadas extenuantes e ausência de reconhecimento. A atualização da NR-1 tornou obrigatória a inclusão desses riscos no GRO.

O mapa de riscos é uma representação gráfica dos perigos presentes em cada setor da empresa. Utiliza círculos coloridos (verde, vermelho, marrom, amarelo e azul) de diferentes tamanhos para indicar o tipo e a intensidade de cada risco. Sua elaboração é atribuição da CIPA e visa facilitar a identificação visual dos perigos por todos os colaboradores.

A hierarquia de controles segue esta ordem de prioridade: (1) eliminação do perigo, (2) substituição por alternativa menos perigosa, (3) controles de engenharia (ventilação, barreiras), (4) controles administrativos (procedimentos, treinamentos, sinalização) e (5) EPIs (equipamentos de proteção individual). A medida mais eficaz é sempre a que elimina o risco na fonte.

A Matriz de Riscos é uma ferramenta que cruza dois eixos: a probabilidade de um evento ocorrer e a severidade potencial das consequências. O cruzamento gera uma classificação (baixo, moderado, alto, crítico) que orienta a priorização das ações de controle e a alocação de recursos no plano de ação.

Sim. O PGR é obrigatório para todas as empresas que possuam empregados regidos pela CLT. A ausência ou inadequação do programa pode resultar em autuações pela inspeção do trabalho, com multas que variam conforme a gravidade da infração e o porte da empresa. Além disso, a empresa fica mais exposta em ações trabalhistas e previdenciárias.

A NR-1 não define uma periodicidade fixa, mas exige que o inventário seja atualizado sempre que houver mudanças nas condições de trabalho: novos processos, equipamentos, produtos químicos, alterações de layout ou após a ocorrência de acidentes. A boa prática recomenda revisão mínima anual, mesmo sem mudanças aparentes.

Plataformas digitais permitem criar checklists de inspeção padronizados, registrar não conformidades com evidências fotográficas, disparar planos de ação com responsáveis e prazos, acompanhar indicadores de SST em dashboards e garantir rastreabilidade para auditorias. Em operações com múltiplas unidades, a tecnologia é essencial para padronizar e escalar a gestão de riscos.

Gestão de riscos ocupacionais é investimento, não custo

Cada acidente evitado significa menos afastamentos, menos passivos trabalhistas e previdenciários, menos interrupções operacionais e, acima de tudo, mais vidas preservadas. O GRO não é apenas uma exigência regulatória: é uma disciplina de gestão que protege pessoas, fortalece a cultura organizacional e gera retorno financeiro mensurável.

As empresas que tratam a segurança do trabalho como prioridade estratégica conseguem reduzir o FAP (Fator Acidentário de Prevenção), melhorar indicadores de produtividade e construir reputação junto a colaboradores, clientes e investidores. O caminho começa pela identificação rigorosa dos riscos, passa pela implantação disciplinada das medidas de controle e se sustenta pelo monitoramento contínuo com dados e evidências.

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Natalia Souza Coordenadora de Recursos Humanos da SULTS. Psicóloga graduada pela UFTM e com MBA Executivo em Gestão com Ênfase em Liderança e Inovação pela FGV , ela atua na construção de uma gestão de pessoas altamente estratégica e conectada aos resultados do negócio. Com uma sólida trajetória em consultoria de RH , onde atendeu mais de 40 empresas de diversos segmentos , Natália possui profunda expertise na estruturação de processos, cultura organizacional, performance e People Analytics. Unindo seu olhar atento ao comportamento humano a decisões orientadas por dados, ela lidera o desenvolvimento de ambientes corporativos estruturados, posicionando o RH como um pilar ativo no crescimento da organização.

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