Gestão de franquias: o que é, os 7 pilares e como a franqueadora opera
Gestão de franquias explicada para a franqueadora: o que é, os 7 pilares, papéis, indicadores, o que é um sistema de gestão de franquias e por onde começar.
Gestão de franquias explicada para a franqueadora: o que é, os 7 pilares, papéis, indicadores, o que é um sistema de gestão de franquias e por onde começar.
Gestão de franquias é o conjunto de processos com que a franqueadora faz dezenas ou centenas de unidades operadas por terceiros entregarem o mesmo padrão e o mesmo resultado. A frase que resume o ofício: a franqueadora não gere lojas, ela gere um sistema que outros operam.
Guia para franqueadoras: o que é gestão de franquias e o que ela não é, os 7 pilares da operação de uma rede, quem faz o quê na franqueadora e na unidade, os indicadores que a diretoria acompanha, o que é um sistema de gestão de franquias, e um diagnóstico de maturidade em uma página.
Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o franchising brasileiro fechou 2025 com 3.297 redes e 202.444 operações, com taxa de encerramento de 6,4%. Esse número é o resumo da disciplina: a diferença entre a rede que cresce e a que troca de franqueado todo ano está na gestão, não no ponto nem no produto. Este guia é o índice do que a franqueadora faz, com o caminho para cada tema em detalhe.
| Em resumo |
|---|
| Gestão de franquias é fazer unidades de donos diferentes operarem com o mesmo padrão. |
| Não é gerir a loja do franqueado, nem se resume a vender franquias. |
| São 7 pilares: expansão, implantação, padronização, treinamento, suporte, comunicação e desempenho. |
| A franqueadora entrega método, marca e suporte; o franqueado entrega execução, capital e equipe. |
| A diretoria acompanha 8 indicadores, do checklist ao funil de expansão. |
| Um sistema de gestão de franquias precisa cobrir comunicação, padrão, chamados, treinamento, documentos, expansão e indicadores no mesmo lugar. |
Gerir uma rede franqueada é diferente de gerir uma rede própria em um ponto que muda tudo: o operador é dono. Na rede própria, o padrão se impõe por hierarquia; na franqueada, ele se sustenta por método, contrato e convencimento.
A base está na Lei de Franquias: o franqueador autoriza o uso da marca e dos métodos e sistemas do negócio, mediante remuneração, sem vínculo empregatício e sem relação de consumo entre as partes (art. 1º). Isso significa que a franqueadora não manda no funcionário da unidade, não define a agenda do franqueado e não responde pela operação diária dele. O que ela faz é entregar o modelo, treinar, verificar e apoiar.
O que gestão de franquias não é. Não é gerir a loja do franqueado, porque isso descaracteriza a relação e ainda assim não funciona à distância. Não é apenas vender franquias: rede que só expande e não sustenta abre e fecha no mesmo ano. E não é fiscalização: auditoria sem plano de ação e sem apoio produz relatório, não resultado. Redes de unidades próprias operam com outra lógica, descrita no guia de gestão de filiais e lojas próprias.
O que a franqueadora vende todo mês. O franqueado paga royalty por três coisas concretas: um modelo que continua evoluindo, um suporte que responde quando ele precisa e uma marca que traz cliente à porta. Quando uma das três some, a cobrança do royalty vira discussão, e a discussão aparece primeiro na pesquisa de satisfação e depois no pedido de repasse. Gestão de franquias é, no fim, manter as três entregas visíveis e comprováveis para quem paga por elas.
Quem ainda não é franqueadora e está estudando o caminho encontra o processo de formatação no guia de como franquear um negócio, e quem ainda decide entre os modelos, no guia de franquia ou filial. Este guia trata do que vem depois: a rotina de operar a rede.
A operação de uma franqueadora cabe em sete pilares, e cada um tem entrega, medida e dono. Rede que vai bem em seis e mal em um sente o efeito no pilar fraco.

Planejar onde abrir, captar candidatos, selecionar, entregar a COF e assinar. A franqueadora entrega plano de praças, funil, critérios de seleção e conformidade legal; mede custo por franquia vendida, tempo de ciclo e qualidade do candidato aprovado. O processo inteiro está no guia de expansão de franquias.
Na prática, o pilar se sustenta com uma decisão simples: a praça entra na fila pelo plano de expansão, não pela ordem de chegada do candidato, e o comitê de aprovação registra o motivo de cada recusa. Quando o território fica com um parceiro, o arranjo está no guia de master franquia. A venda em si, do lead ao contrato, está no guia de como vender franquias.
Do contrato assinado à unidade operando no padrão, com licenças, obra, equipamentos, treinamento e inauguração. Entrega: cronograma por formato, responsáveis e vistoria. Mede: prazo planejado contra realizado e taxa de atraso por etapa. Detalhe no guia de implantação de franquias.
O sinal de que o pilar está maduro: a segunda unidade do mesmo formato abre mais rápido que a primeira, porque o cronograma nasce de um modelo e não de uma lista nova.
Manuais, processos, checklists e auditoria de campo. Entrega: o padrão escrito e verificável. Mede: conformidade média da rede e reincidência de não conformidade. O guia do manual de franquia trata do documento e o Checklist é como a verificação acontece em campo. O programa de checklists da rede, com rotinas, pesos e índice de conformidade, está no guia de checklist operacional em rede, e a auditoria de campo, com classes de unidade e calibração de auditores, no guia de auditoria operacional.
A regra que evita manual morto: cada item que a rede cobra na visita precisa existir no manual, e cada mudança de manual precisa aparecer no checklist da visita seguinte. Como organizar esse manual por processo está no guia de manual de operações da rede.
Onboarding do franqueado e da equipe, formação contínua e certificação. Entrega: trilhas com carga horária e avaliação, que é o que a COF declara (art. 2º, XIII). Mede: adesão, conclusão e nota. Como montar o programa está no guia de treinamento de franqueados, e os recursos em plataforma de treinamento para redes de franquias, apoiada pela Universidade Corporativa.
Treinar uma vez não resolve: a unidade troca de equipe ao longo do ano, e a rede que não mantém a trilha disponível o tempo todo perde o padrão pela porta dos fundos.
Visitas com roteiro, planos de ação e atendimento do dia a dia. Entrega: consultor com método e canal único de dúvidas. Mede: tempo de resposta, tempo de resolução e planos de ação concluídos. O canal costuma ser o módulo de Chamados, e o comparativo de sistemas de chamados mostra o que avaliar.
Visita sem plano de ação registrado é visita social. O que torna a consultoria de campo valiosa é a lista curta de ações combinadas, com responsável e prazo, conferida na visita seguinte. Quando a liderança da franqueadora vai à unidade para entender o processo, e não para auditar, o método é o gemba walk, feito com o franqueado.
Comunicados oficiais com confirmação de leitura, conselho de franqueados, convenção e pesquisa de satisfação da rede. Entrega: informação que chega e canal de escuta. Mede: leitura dos comunicados e NPS do franqueado. Ferramentas: Comunicados e NPS. O fórum de representação da rede está no guia do conselho de franqueados.
Comunicação boa é a que o franqueado consegue encontrar depois. Mensagem em grupo resolve o minuto e cria o problema do mês seguinte, quando ninguém acha a regra que foi combinada.
Royalties, fundo de propaganda, indicadores por unidade, ranking, repasse e renovação. Entrega: transparência e comparação justa entre unidades. Mede: inadimplência, faturamento por unidade contra a média e taxa de repasse. Três temas têm guia próprio: o fundo de propaganda, o repasse de franquia e o guia de multifranqueados.
Os pilares se sustentam em cadeia. Expansão mal calibrada sobrecarrega a implantação; implantação atrasada empurra o treinamento para depois da abertura; treinamento fraco derruba a conformidade; conformidade baixa gera chamado e visita corretiva; suporte afogado piora a satisfação; e satisfação baixa aparece como repasse e encerramento no pilar de desempenho. Por isso o diagnóstico da seção seguinte olha os sete juntos: corrigir o pilar errado não muda o resultado.
Quase todo conflito de rede nasce de uma fronteira mal escrita. A tabela abaixo mostra a divisão usual e, principalmente, a evidência que encerra a discussão quando ela aparece.
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| Função | Franqueadora | Franqueado | Evidência |
|---|---|---|---|
| Marca e modelo | Define, protege e evolui o modelo | Aplica sem alterar | Manual vigente e checklist de padrão |
| Ponto e obra | Aprova o ponto e o projeto | Contrata, executa e paga | Aprovação registrada e vistoria de entrega |
| Equipe | Define o perfil e treina | Contrata, gerencia e remunera | Trilhas concluídas e certificados |
| Compras | Homologa fornecedores e negocia condições | Compra e mantém estoque | Lista de homologados e pedidos |
| Marketing nacional | Planeja e executa com o fundo | Contribui e adere às campanhas | Prestação de contas do fundo |
| Marketing local | Aprova peças e uso da marca | Investe na praça dele | Aprovação e material publicado |
| Atendimento ao cliente | Define padrão e monitora | Atende e resolve na unidade | Pesquisa de satisfação e reclamações |
| Qualidade | Audita e cobra plano de ação | Corrige e comprova | Checklist com foto e plano de ação |
| Finanças da unidade | Acompanha indicadores e cobra royalties | Gere o caixa e paga em dia | Faturamento informado e extrato |
Essa divisão não é só boa prática: a COF precisa declarar o suporte, a supervisão de rede, os serviços de orientação e o treinamento que a franqueadora oferece (art. 2º, XIII). O que está declarado vira obrigação, e o que não está vira expectativa. As duas cobram preço, e a segunda cobra mais caro.
Como resolver a fronteira quando ela aparece. Três perguntas em ordem: o que o contrato diz, o que a COF declarou e o que a rede fez nos casos anteriores. Se as três respostas não baterem, o problema não é do caso, é do documento, e a correção precisa valer para todos. Decisão tomada por exceção vira precedente que o próximo franqueado vai cobrar, e a rede perde a régua que sustenta o padrão.
A estrutura muda de forma previsível conforme a rede cresce. As faixas abaixo são referência de mercado para orientar a conversa de orçamento, e não regra: redes com formatos simples suportam mais unidades por consultor, e redes com operação complexa, menos.

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| Porte | Papéis que existem | Consultoria de campo | Organização |
|---|---|---|---|
| Até 20 unidades | Sócios acumulam expansão, implantação e suporte; uma pessoa de operações | O próprio time de operações visita | Tudo centralizado |
| 20 a 100 | Expansão, implantação, treinamento e consultoria com donos separados; marketing compartilhado | Consultor dedicado, com carteira por região | Centralizado, com rotina de visita estruturada |
| 100 a 500 | Áreas formadas, coordenação por pilar, jurídico interno ou dedicado | Vários consultores, com supervisão regional | Núcleo central com regionais |
| Acima de 500 | Diretorias por pilar, inteligência de dados, gestão de portfólio de formatos | Estrutura regional com gestores de consultores | Regional forte, com padrão definido no centro |
O que faz um gestor de franquias. Em rede pequena, é quem cuida de tudo o que não é venda: implantação, padrão, treinamento e suporte. A partir de 100 unidades, o cargo vira coordenação de pilares, com foco em três coisas: fazer o consultor de campo produzir plano de ação, manter os indicadores comparáveis entre unidades e antecipar problema de franqueado antes de ele virar pedido de saída.
A regra prática que evita a dor mais comum: a velocidade da expansão não pode passar da capacidade de suporte. Toda rede que abre mais unidades do que consegue visitar, treinar e atender paga a conta com conformidade baixa e encerramento alto, dois ou três anos conformidade baixa e encerramento alto, dois ou três anos depois.
Quando regionalizar. O sinal costuma ser logístico antes de ser numérico: quando o consultor passa mais tempo em deslocamento do que dentro das unidades, ou quando duas regiões com realidades diferentes recebem a mesma campanha e uma delas não reage, a rede já pede estrutura regional. O que fica no centro em qualquer arranjo: definição do padrão, conteúdo do treinamento, marca e critérios de expansão. O que vai para a região: agenda de visita, apoio do dia a dia e leitura das particularidades de praça.
Oito números dão a leitura da rede inteira, e todos precisam ser comparáveis entre unidades.

1. Conformidade média das unidades. Nota média dos checklists no período, com a distribuição por faixa. Alerta: média estável com cauda de unidades abaixo de 70%, que é onde o problema mora.
2. NPS do franqueado. Satisfação de quem opera, medida pelo menos duas vezes por ano. Alerta: queda em duas medições seguidas, que costuma anteceder pedidos de repasse.
3. Tempo de resposta e de resolução de chamados. O primeiro mede educação; o segundo mede capacidade. Alerta: resposta rápida com resolução longa, sinal de atendimento que só acusa recebimento.
4. Adesão ao treinamento. Percentual de pessoas da rede com as trilhas obrigatórias concluídas. Alerta: unidades novas com adesão alta e unidades antigas com adesão baixa.
5. Faturamento e ticket por unidade contra a média da rede. Comparação por formato e por tempo de operação, não em lista única. Alerta: unidade no terço inferior por dois trimestres.
6. Taxa de encerramento e de repasse. Comparadas com a referência setorial da ABF. Alerta: repasse concentrado em uma região ou em um formato.
7. Tempo de implantação. Do contrato à inauguração, por formato. Alerta: aumento do prazo médio enquanto o número de aberturas simultâneas cresce, sinal de estrutura no limite.
8. Saúde do funil de expansão. Candidatos por etapa, conversão e tempo de ciclo. Alerta: volume alto na entrada com conversão caindo, sinal de captação sem perfil.
Os oito juntos respondem a pergunta que a diretoria faz toda semana: a rede está crescendo com saúde ou só crescendo?
A cadência que funciona. Conformidade, chamados e treinamento se olham por mês, porque dão tempo de corrigir dentro do trimestre; NPS, faturamento comparado, encerramento e repasse se olham por trimestre, porque variam devagar; e o funil de expansão se olha por semana, porque é o único que responde a ação imediata. Vale ainda a regra da comparação justa: unidade nova não entra no mesmo ranking da unidade madura, e formatos diferentes não se comparam entre si. Ranking mal montado faz a rede discutir o método em vez de discutir o resultado.
Um sistema de gestão de franquias é a plataforma em que a franqueadora opera os sete pilares e a unidade franqueada trabalha todo dia. Não é um ERP de loja nem um CRM de vendas: é o lugar onde padrão, comunicação, suporte e indicadores da rede se encontram.

Os requisitos que a rede deve exigir:
Cadastro de unidades e pessoas com permissão por papel, para que franqueado, gerente, consultor e diretoria vejam o que lhes cabe. Comunicação com confirmação de leitura, que substitui o grupo de mensagens e deixa prova do que foi informado. Checklist com pontuação, foto e plano de ação, que transforma auditoria em correção. Chamados com prazo acordado, para o franqueado saber quando terá resposta. Treinamento com trilha, avaliação e certificado, porque a COF declara carga horária e conteúdo. Documentos com versão e data, para que ninguém opere por um manual antigo. Funil de expansão e cronograma de implantação, ligando a venda da franquia à abertura sem recadastro. Indicadores por unidade e por rede, comparáveis entre si. Aplicativo, porque quem opera está no balcão e não na mesa. E integração com os sistemas que a unidade já usa.
Este guia explica o que é preciso fazer; a página de software para franquias mostra como a SULTS cobre cada um desses requisitos, módulo por módulo.
O que costuma dar errado na escolha. Três armadilhas se repetem. Montar a gestão em planilhas somadas a um grupo de mensagens, o que funciona até a vigésima unidade e depois cobra a conta de uma vez. Adotar um ERP de loja imaginando que ele resolve a rede, quando ele cuida do caixa da unidade e não do padrão entre unidades. E comprar módulos de fornecedores diferentes sem integração, o que obriga o franqueado a entrar em quatro sistemas e faz a adesão despencar. O teste prático é simples: se o franqueado precisa de mais de um login para cumprir a rotina que a rede cobra dele, a escolha vai custar adesão.
Este é o modelo para copiar: para cada pilar, três níveis com sinal observável. Marque onde a rede está hoje e a ordem do que atacar aparece sozinha, começando pelo pilar mais atrasado que sustenta os outros.

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| Pilar | Informal | Estruturado | Medido |
|---|---|---|---|
| Expansão | Vende para quem aparece | Funil com etapas e COF registrada | Custo por franquia vendida e conversão por origem |
| Implantação | Cada abertura é um caso | Cronograma modelo por formato | Prazo planejado contra realizado por etapa |
| Padronização | Manual desatualizado e visita sem roteiro | Manual versionado e checklist aplicado | Conformidade média e reincidência acompanhadas |
| Treinamento | Treina na inauguração e para | Trilhas por papel com certificado | Adesão e nota por unidade |
| Suporte | Atende por mensagem pessoal | Canal único com prazo acordado | Tempo de resposta e resolução por tipo |
| Comunicação | Informa por grupo de mensagens | Comunicado oficial com confirmação | Leitura e NPS do franqueado medidos |
| Desempenho | Sabe o faturamento de quem informa | Indicadores por unidade no mesmo lugar | Comparação com a média da rede e ação sobre a cauda |
Exemplo preenchido. Uma rede de 80 unidades marcou: expansão estruturada, implantação estruturada, padronização informal, treinamento estruturado, suporte informal, comunicação informal e desempenho informal. Leitura: a rede sabe vender e abrir, e não sabe sustentar. A ordem de ataque começa por comunicação e suporte, que são os dois que o franqueado sente todo dia e os mais rápidos de sair do informal, segue por padronização, que depende do manual atualizado, e termina em desempenho, que exige dado confiável das unidades.
Uma observação sobre o uso: o diagnóstico vale mais se for preenchido por duas pessoas, uma da franqueadora e uma franqueada. A diferença entre as duas leituras costuma ser o relatório mais útil do ano.
Como usar ao longo do ano. Refaça o diagnóstico a cada seis meses, com as mesmas perguntas, e trate cada subida de nível como projeto com dono e prazo, não como intenção de planejamento. Duas regras ajudam: atacar no máximo dois pilares por semestre, porque a rede absorve mudança em ritmo limitado, e sempre sair do informal antes de tentar chegar ao medido, já que medir processo que não existe só produz número sem significado.
Do diagnóstico ao plano. Cada pilar que sobe de nível vira uma lista curta de entregas datadas: para sair do informal em comunicação, por exemplo, basta definir o canal oficial, a periodicidade e quem publica, e desligar o grupo de mensagens como canal de decisão. Escrever a entrega no nível de detalhe em que ela pode ser conferida é o que separa o diagnóstico útil do diagnóstico que vira apresentação.
Os erros abaixo aparecem em redes de qualquer porte e todos custam conformidade.
1. Gerir a rede por grupo de mensagens. Sem registro, sem confirmação de leitura e sem histórico, a informação some no dia seguinte.
2. Padronizar sem medir. Manual sem checklist é intenção. O sistema de qualidade da rede, com papéis e indicadores, está no guia de gestão da qualidade em rede. Nas unidades que manipulam alimento, o manual inclui as boas práticas de fabricação.
3. Treinar só na inauguração. A rotatividade da unidade cuida de apagar o treinamento em um ano.
4. Consultor de campo sem roteiro e sem plano de ação. A visita vira visita social e o relatório, um arquivo.
5. Conselho de franqueados que não delibera nada. Escuta sem resposta escrita desgasta mais do que não ouvir.
6. Indicador por unidade sem comparação com a rede. Número isolado não diz se a unidade vai bem ou mal.
7. Expansão descolada da capacidade de suporte. Abrir mais do que se consegue atender é dívida com juros.
8. Manuais sem versão. Duas unidades seguindo textos diferentes acham que ambas estão certas.
9. Royalty sem contrapartida visível. O franqueado precisa ver o que recebe, e isso se mostra com visita, treinamento e suporte registrados.
10. Franqueadora que compete com o franqueado sem regra escrita. Unidade própria ou canal digital na praça dele exige a política territorial declarada (art. 2º, XI).
Os dez têm um padrão em comum: são falhas de registro e de rotina, não de intenção. Nenhuma rede decide gerir por mensagem ou deixar o manual desatualizado; isso acontece quando o meio mais fácil de fazer a coisa certa não existe. Por isso a correção quase sempre começa pelo mesmo lugar: dar à franqueadora e ao franqueado um caminho único e mais fácil do que o improviso, com registro automático do que foi combinado.
A SULTS reúne os sete pilares em uma plataforma, com +25 módulos integrados, do funil de expansão à operação diária da unidade. É usada por +1.750 marcas em +92 mil unidades, com 600 mil usuários. O padrão vive no Checklist e no manual versionado, a comunicação sai por Comunicados com confirmação de leitura, o suporte acontece em Chamados com prazo, o treinamento é trilha com certificado, a expansão e a implantação conversam sem recadastro e os indicadores ficam comparáveis entre unidades. Os detalhes de cada módulo estão em software para franquias, e duas redes mostram o funcionamento na prática: a Casa do Construtor, com mais de 780 lojas em 4 países, e a Bibi, com mais de 150 operações no Brasil e na América Latina.
Os sete pilares da rede na mesma plataforma
Padrão, comunicação, suporte, treinamento, expansão e indicadores em um lugar só, com aplicativo para quem está na unidade.
É o conjunto de processos com que a franqueadora faz unidades operadas por donos diferentes entregarem o mesmo padrão e o mesmo resultado, com base no uso da marca e dos métodos do negócio (art. 1º da Lei 13.966/2019). Na prática, são sete pilares, da expansão ao desempenho, que a SULTS reúne em uma plataforma.
Na rede própria o padrão se impõe por hierarquia; na franqueada ele se sustenta por método, contrato e convencimento, porque o operador é dono e não há vínculo empregatício (art. 1º). Isso muda as ferramentas: comunicação com confirmação, checklist com plano de ação e indicadores comparáveis, que é como a SULTS organiza a rede.
Expansão, implantação, padronização, treinamento, suporte e consultoria de campo, comunicação e relacionamento, e desempenho e finanças da rede. Cada pilar tem entrega, medida e dono, e todos aparecem detalhados nesta página. Na SULTS, cada um corresponde a um conjunto de módulos da mesma plataforma.
Em rede pequena, cuida de tudo o que não é venda: implantação, padrão, treinamento e suporte. Em rede grande, coordena pilares e garante que consultor de campo produza plano de ação e que os indicadores sejam comparáveis. O painel por unidade da SULTS é a ferramenta que sustenta essa rotina.
É quem visita a unidade, aplica o roteiro de verificação, abre plano de ação e apoia o franqueado na correção. A carteira varia com a complexidade da operação e com a distância entre unidades, e cada rede calibra a sua. Com checklist e plano de ação registrados na SULTS, o consultor cobre mais unidades sem perder profundidade.
A franqueadora define modelo, marca, padrão, treinamento e suporte; o franqueado executa, contrata e gerencia a equipe e responde pelo caixa da unidade. A COF precisa declarar o suporte, a supervisão e o treinamento oferecidos (art. 2º, XIII). A tabela desta página traz a divisão com a evidência de cada item, que a SULTS registra.
Com manual versionado, checklist aplicado em campo com foto e nota, plano de ação para cada não conformidade e acompanhamento da reincidência. Fiscalizar sem apoiar produz relatório, não resultado. No Checklist da SULTS, cada item verificado vira evidência e cada desvio vira tarefa com responsável e prazo.
Começa antes da inauguração, com trilhas para o franqueado e para a equipe, e continua com formação contínua e reciclagem, porque a unidade troca de gente. A COF declara duração, conteúdo e custo do treinamento (art. 2º, XIII). Na Universidade Corporativa da SULTS, as trilhas têm avaliação e certificado por pessoa.
Por um canal único, com prazo de resposta acordado e histórico por unidade, somado à visita do consultor de campo com roteiro. O que não pode é o suporte acontecer em mensagens pessoais, sem registro. Nos Chamados da SULTS, cada solicitação tem categoria, prazo e histórico ligado à unidade.
É o grupo de franqueados que representa a rede junto à franqueadora, com atribuições e poderes que a COF precisa declarar, inclusive sobre os fundos (art. 2º, XX). Ele recomenda, fiscaliza e, em alguns temas, delibera. Convocação, ata e resposta da franqueadora ficam registradas na SULTS, com confirmação de leitura.
Conformidade média, NPS do franqueado, tempo de resposta e de resolução de chamados, adesão ao treinamento, faturamento e ticket por unidade contra a média, taxa de encerramento e de repasse, tempo de implantação e saúde do funil de expansão. Os oito ficam no mesmo painel quando a rede opera na SULTS.
Com pesquisa periódica, pelo menos duas vezes por ano, com a mesma pergunta ao longo do tempo para permitir comparação, e com devolutiva do que será feito. Queda em duas medições seguidas costuma anteceder pedidos de repasse. O módulo de NPS da SULTS mede e acompanha a evolução por unidade e por região.
É a plataforma em que a franqueadora opera os sete pilares e a unidade trabalha todo dia: cadastro com permissões, comunicação com confirmação, checklist com plano de ação, chamados com prazo, treinamento certificado, documentos versionados, expansão e implantação ligadas e indicadores comparáveis. A SULTS reúne esses requisitos em +25 módulos integrados.
Precisa, e quanto antes melhor: implantar com 10 unidades custa menos do que migrar com 60, porque a rede em operação já criou hábitos e cópias divergentes de manual. O ganho aparece cedo, na comunicação e no padrão. A SULTS atende desde redes pequenas até redes com milhares de unidades, na mesma plataforma.
Gerir por grupo de mensagens, padronizar sem medir, treinar só na inauguração, consultor sem roteiro, conselho que não delibera, indicador sem comparação, expandir além da capacidade de suporte, manual sem versão, royalty sem contrapartida visível e competir com o franqueado sem regra escrita. Os dez estão detalhados nesta página, e a SULTS ataca a maior parte deles com registro e evidência.
As áreas se separam por pilar, aparece supervisão regional sobre os consultores de campo e a comparação entre unidades passa a exigir dado padronizado, não planilha enviada por e-mail. A comunicação precisa de segmentação por região e formato. É a fase em que a plataforma única da SULTS deixa de ser conveniência e vira condição.
Existem formações e cursos voltados ao setor, e a ABF é a referência neutra para consultar o que está disponível no Brasil. Este guia não recomenda instituição. Para a parte prática do dia a dia, o que resolve é método escrito e ferramenta, que é o papel da SULTS na rede.
Ela define o que a COF precisa declarar sobre suporte, supervisão, treinamento, território, taxas, conselho e transferência (art. 2º), e o que foi declarado vira obrigação da franqueadora. O guia da Lei de Franquias detalha cada item, e a SULTS mantém a evidência de cada entrega prometida.
Entre os cases publicados estão a Casa do Construtor, com mais de 780 lojas em 4 países, e a Bibi, com mais de 150 operações no Brasil e na América Latina. Ao todo, são +1.750 marcas e +92 mil unidades usando a SULTS. Os relatos completos estão nas páginas de cases do site.
Pela demonstração guiada, em que a equipe mostra os módulos com o cenário da sua rede: checklist, chamados, comunicados, treinamento, expansão e implantação. A página de software para franquias traz a visão por módulo antes da conversa. É o caminho mais rápido para comparar o que a rede faz hoje com o que a SULTS entrega.
Cases de sucesso
Veja como empresas de diferentes segmentos transformaram sua operação

Adriano Bicalho
co-CEO da Casa do Construtor"O SULTS criou uma centralização que mostra, de forma clara, objetiva e detalhada, como funcionamos."

Andrea Kohlrausch
Presidente da Bibi Calçados"A SULTS unificou diversas ferramentas em uma única plataforma, centralizando toda a operação."

Renan Reis
Fundador e CEO da Farmelhor"Para as empresas que ainda não usam o SULTS, saibam que ela é fundamental para o crescimento e desenvolvimento."












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