Como vender franquias: do primeiro contato ao franqueado aprovado
Como vender franquias com método: funil de expansão, qualificação de candidatos, scorecard de seleção, comitê, COF no prazo e a taxa de conversão por etapa.
Como vender franquias com método: funil de expansão, qualificação de candidatos, scorecard de seleção, comitê, COF no prazo e a taxa de conversão por etapa.
Vender franquia é vender um modelo de negócio para quem vai operá-lo por anos, sob a marca da rede. Por isso a venda certa termina em aprovação, e não em assinatura a qualquer custo: o franqueado errado custa mais do que a praça vazia, porque consome suporte, derruba o padrão e sai deixando um ponto queimado.
Guia para franqueadoras: como vender franquias com método, do primeiro contato ao contrato: etapas do funil de expansão, canais de captação, qualificação em 5 filtros, scorecard de seleção, comitê, COF no prazo, objeções mais comuns e as taxas de conversão que mostram se o processo está saudável.
Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o franchising brasileiro fechou 2025 com taxa de encerramento de 6,4% e de repasse de 4,0%. São os dois números que a seleção influencia diretamente. Se você é franqueado e quer repassar a sua unidade, o caminho é outro e está no guia de repasse de franquia. Este guia fala com a franqueadora que vende franquias novas.
| Em resumo |
|---|
| A venda de franquia tem 7 etapas, do lead ao contrato assinado. |
| A captação define a qualidade do funil mais do que a seleção consegue corrigir. |
| Qualificar em 5 filtros antes de gastar tempo de consultor. |
| O scorecard de seleção tira a decisão da impressão pessoal. |
| A COF é entregue no mínimo 10 dias antes de qualquer assinatura ou pagamento (art. 2º, §1º). |
| Taxa de aprovação no comitê entre 30% e 70% costuma indicar processo saudável. |
Na venda de franquia existem dois clientes: o candidato, que investe, e a rede, que vai conviver com ele por anos. Agradar o primeiro e prejudicar o segundo é o erro que a maior parte das redes só percebe dois anos depois.
Três características mudam o jogo. O ciclo é longo, porque a decisão envolve poupança, família e mudança de vida. A decisão é de investimento, não de compra: o candidato compara franquia com negócio próprio, com imóvel e com renda fixa. E existe assimetria de informação, que a lei corrige obrigando a franqueadora a entregar a COF com 23 informações antes de qualquer assinatura ou pagamento (art. 2º e §1º). O guia da Lei de Franquias detalha cada uma dessas obrigações.
A consequência prática: vender franquia exige método, registro e critério. Método para que dois consultores conduzam o mesmo processo; registro para provar o que foi informado e quando; critério para que a aprovação não dependa de quem simpatizou com quem. Quem ainda não formatou a rede começa pelo guia de como franquear um negócio, porque não existe venda boa de um modelo que ainda não está pronto.
O funil de venda de franquia tem sete etapas, e cada uma tem um entregável que autoriza a seguinte. As taxas abaixo são faixas de referência para a rede calibrar as suas, não são dado de mercado: meça as próprias por seis meses e substitua.

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| Etapa | Objetivo | Entregável | Quem faz | Faixa de conversão |
|---|---|---|---|---|
| 1. Lead | Registrar o interesse com origem identificada | Cadastro completo no funil | Marketing e expansão | Base do funil |
| 2. Qualificação | Separar quem tem capital, praça e perfil | Os 5 filtros respondidos | Pré-vendas ou consultor | Costuma ficar entre 20% e 40% dos leads |
| 3. Apresentação da rede | Mostrar modelo, investimento e suporte | Reunião realizada com material padrão | Consultor de expansão | Entre 50% e 70% dos qualificados |
| 4. Visita e conversa com franqueados | Confrontar expectativa com a operação real | Visita registrada e contatos feitos | Consultor e franqueado anfitrião | Entre 50% e 70% de quem foi apresentado |
| 5. Entrega da COF | Cumprir a lei e abrir a análise do candidato | Protocolo com versão e data | Expansão e jurídico | Alta: quem chega aqui quase sempre segue |
| 6. Comitê e aprovação | Decidir com scorecard e evidências | Ata da decisão e retorno ao candidato | Comitê | Entre 30% e 70% dos avaliados |
| 7. Contrato e passagem | Assinar e abrir a implantação | Contrato assinado e projeto criado | Jurídico e implantação | Perdas aqui são sinal de expectativa mal alinhada |
Duas regras sustentam o funil. A primeira: a etapa 5 não começa antes da etapa 4, porque entregar a COF para quem ainda não viu uma unidade encurta o prazo legal sem encurtar a decisão. A segunda: nenhum candidato pula etapa, nem o indicado pelo dono da rede, porque a exceção vira o precedente que derruba o processo.
O funil que sustenta esse fluxo precisa guardar origem, histórico, documentos e datas em um lugar só. É o que a rede resolve com um CRM feito para franquia, com as etapas do franchising em vez das etapas genéricas de venda.
Onde o funil costuma vazar. Entre a qualificação e a apresentação, quando o consultor demora dias para retornar e o candidato já falou com outras três marcas. Entre a apresentação e a visita, quando a rede não tem uma unidade anfitriã organizada para receber candidatos. E entre a COF e o contrato, quando o candidato lê no documento algo que ninguém tinha dito antes. As três perdas se resolvem com prazo de retorno combinado, unidade anfitriã escolhida e discurso igual ao que está escrito.
Nenhum canal resolve sozinho, e o canal define o filtro que vem depois. A regra que vale para todos: a origem precisa estar gravada no candidato desde o primeiro contato, senão a rede nunca descobre qual canal traz franqueado que dá certo.
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| Canal | Volume | Qualidade típica | O que registrar |
|---|---|---|---|
| Site e busca | Alto | Varia muito, depende da página de franquia | Página de entrada, termo e formulário preenchido |
| Feiras e eventos | Alto em picos | Média, com muita curiosidade | Evento, data e quem atendeu no estande |
| Indicação de franqueados | Baixo | A mais alta da rede | Quem indicou e a relação com o indicado |
| Base de clientes da marca | Médio | Alta em afinidade, variável em capital | Histórico como cliente e unidade de origem |
| Prospecção ativa em praças-alvo | Baixo | Alta quando a praça é prioridade | Praça, origem da lista e abordagem |
| Portais de franquia | Alto | Baixa a média, com comparação entre marcas | Portal e formato do anúncio |
| LinkedIn e redes sociais | Médio | Média, boa para perfil investidor | Campanha, público e peça |
A captação só funciona se apontar para as praças que a rede quer ocupar. O plano de praças, com os critérios de priorização e a ordem de abertura por trimestre, está na seção de planejamento territorial do guia de expansão de franquias: candidato bom em praça fora do plano entra na fila da praça dele, não antecipa a abertura.
Sobre custo: compare canais entre si, trimestre a trimestre, com os seus próprios números. Custo por lead e custo por franquia vendida variam demais entre segmentos e formatos, e número de mercado nessa conta atrapalha mais do que ajuda.
O canal que a rede esquece. O franqueado atual é o melhor vendedor da marca, e não só por indicação: ele é o candidato mais provável para a segunda unidade. Uma rotina simples resolve, a cada semestre perguntar aos franqueados satisfeitos quem eles indicariam e se pensam em abrir outra unidade. Custa uma conversa e costuma render mais do que uma feira inteira. Os critérios para liberar essa segunda unidade estão no guia de multifranqueados.
Qualificar é decidir com quem o consultor vai gastar duas horas. Cinco perguntas, feitas por telefone ou em formulário, resolvem a maior parte.

1. Capital disponível. Pergunta: quanto você tem disponível hoje, sem contar financiamento? Reprova quando o valor não cobre o investimento mais o capital de giro do formato, porque unidade que abre sem caixa fecha no primeiro trimestre fraco.
2. Praça de interesse. Pergunta: em qual cidade ou região você quer operar? Reprova quando a praça está fora do plano de expansão e o candidato não aceita alternativa.
3. Perfil operador ou investidor. Pergunta: você pretende estar na operação ou contratar um gerente? Reprova quando a resposta não bate com o que o modelo exige, e essa exigência está declarada na COF (art. 2º, VII).
4. Disponibilidade e prazo. Pergunta: quando você pretende abrir? Reprova, ou melhor, adia, quando o horizonte é maior do que o ciclo de implantação somado ao prazo do plano de praças.
5. Motivação. Pergunta: por que uma franquia, e por que esta marca? Reprova quando a resposta é só renda passiva em um modelo que exige presença, ou insatisfação com o emprego atual sem nenhuma afinidade com o negócio.
O objetivo é declarado e sem meias palavras: tempo de consultor só para quem passou nos cinco. Quem não passou recebe retorno claro e fica registrado no funil, porque candidato reprovado hoje por prazo pode ser candidato certo no ano que vem.
Este é o modelo para copiar: sete critérios com peso, nota de 1 a 5 e evidência exigida. A nota final é a soma das notas multiplicadas pelos pesos, o que dá um máximo de 100 pontos. Dois avaliadores preenchem em separado e depois comparam, porque divergência grande em um critério costuma ser informação faltando, não opinião.

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| Critério | Peso | O que observar | Evidência |
|---|---|---|---|
| Capacidade financeira | 5 | Capital próprio, reserva de operação e endividamento | Comprovação financeira e análise de crédito |
| Perfil para o modelo | 4 | Operador presente ou investidor com gestor contratado, conforme o formato exige | Entrevista e teste de perfil |
| Experiência em gestão | 3 | Já liderou equipe e administrou caixa | Histórico profissional e referências |
| Aderência ao sistema | 4 | Segue processo ou tende a reinventar o modelo | Entrevista estruturada e conversa com franqueados |
| Praça e disponibilidade | 2 | Praça no plano e tempo dedicado ao projeto | Plano de praças e agenda do candidato |
| Referências e histórico | 1 | Reputação comercial e antecedentes empresariais | Referências checadas e consultas cadastrais |
| Alinhamento cultural | 1 | Como trata cliente, equipe e regra | Visita à unidade e conversa aberta |
As faixas de decisão. Acima de 75 pontos, aprovado; entre 60 e 75, aprovado com condição escrita, como aporte maior de capital de giro ou contratação de gestor antes da abertura; abaixo de 60, reprovado, com retorno claro ao candidato. Nenhum candidato passa com nota 1 ou 2 em capacidade financeira, seja qual for a soma.
Exemplo preenchido. Candidato com capital comprovado (5), perfil operador para um modelo que exige presença (5), sem experiência em gestão de equipe (2), boa aderência ao sistema (4), praça prioritária e disponível (5), referências limpas (4) e alinhamento observado na visita (4). Nota 85, aprovado, com a recomendação registrada de reforçar o treinamento de gestão de pessoas antes da inauguração.
Duas regras de uso. O scorecard é preenchido depois da visita à unidade, nunca antes, porque metade dos critérios só aparece quando o candidato vê a operação real. E ele fica registrado no funil, com as evidências anexadas, porque em dois anos ninguém lembra por que aquele franqueado foi aprovado.
A entrevista estruturada em três blocos rende mais do que uma conversa livre de uma hora. Bloco 1, história e motivação: trajetória, por que empreender agora, por que esta marca. Bloco 2, capacidade: capital, reserva, experiência em gestão de pessoas e de caixa. Bloco 3, expectativas: quanto espera ganhar, em quanto tempo, quanto vai se dedicar e o que faria se o primeiro ano viesse abaixo do previsto.
A visita à unidade é o teste real. Meio período dentro de uma loja em operação, em horário de movimento, desfaz mais ilusão do que qualquer apresentação. O que observar: se o candidato pergunta sobre operação ou só sobre faturamento, se conversa com a equipe, se enxerga o trabalho que existe por trás do balcão.
A conversa com franqueados precisa ser aberta. A rede indica nomes, mas o candidato pode falar com quem quiser, inclusive com quem saiu nos últimos 24 meses, cuja lista consta da própria COF (art. 2º, X). Franqueadora que tenta controlar essa conversa está dizendo ao candidato que tem algo a esconder, e ele ouve exatamente isso.
Tudo isso vira registro: roteiro respondido, data da visita, com quem o candidato conversou e as observações dos avaliadores, anexados ao candidato no funil. É esse conjunto que chega ao comitê.
A COF é entregue no mínimo 10 dias antes da assinatura do contrato ou do pré-contrato e antes de qualquer pagamento à franqueadora ou a empresa ligada a ela (art. 2º, §1º). O prazo conta do que vier primeiro, assinatura ou dinheiro.

O que não pode acontecer antes. Taxa de reserva de praça, sinal, adiantamento de taxa de franquia e pré-contrato assinado. Qualquer um desses antecipa o marco e aciona a sanção do art. 2º, §2º: anulabilidade ou nulidade e devolução corrigida de tudo o que foi pago.
Como comprovar a entrega. Versão da COF, data, destinatário, meio e confirmação de recebimento, tudo registrado na negociação. Redes que guardam isso em e-mail descobrem o problema anos depois, quando o ex-franqueado pede a devolução. O guia da Lei de Franquias destrincha os 23 incisos e o Circular de Oferta de Franquia trata da elaboração e atualização do documento.
Uma boa prática que encurta ciclo sem quebrar a lei: entregar a COF logo depois da visita à unidade, para que os 10 dias corram enquanto o candidato conversa com franqueados e reúne a documentação financeira. O prazo deixa de ser espera e vira tempo útil.
O comitê existe para que a aprovação não dependa de quem conduziu a negociação. Participam expansão, operações e financeiro, mais o jurídico quando a rede tem estrutura para isso. Quem defende o candidato é o consultor; quem decide é o grupo.

O que chega à mesa. Scorecard preenchido pelos dois avaliadores, resumo das entrevistas, registro da visita, análise financeira e a praça pretendida com a posição dela no plano de expansão. Material incompleto adia a decisão em vez de forçar um sim apressado.
A regra de decisão precisa estar escrita. O arranjo mais comum é maioria com veto de operações, já que é a área que vai conviver com a unidade. Seja qual for, escreva antes e registre a ata com o motivo, porque o candidato reprovado merece um retorno objetivo e a rede precisa do histórico.
A taxa de aprovação é indicador. Aprovação quase total significa comitê que não filtra ou qualificação frouxa; aprovação muito baixa significa captação trazendo o perfil errado. A faixa entre 30% e 70% costuma indicar processo saudável, e o número certo é o que a rede consegue sustentar em qualidade de unidade aberta. O comitê e as evidências ficam registrados no CRM para franquias, com data e responsável.
Toda objeção legítima tem resposta na COF e no contrato. A lei proíbe omissão e informação falsa, com anulação e devolução corrigida (art. 4º), então a única resposta segura é a verdadeira.
Preço e retorno. Mostre a composição do investimento e os prazos que a rede observa, sem prometer faturamento. Se a rede divulga resultados, eles precisam ser reais e estar na COF.
Exclusividade territorial. Responda com a política declarada (art. 2º, XI): há exclusividade ou preferência, em que condições, o que acontece com unidades próprias e com canais digitais na praça.
Suporte real. Descreva a frequência de visita, o canal de atendimento e o prazo de resposta, que é o que a COF declara sobre supervisão e orientação (art. 2º, XIII). Convide o candidato a perguntar isso aos franqueados atuais.
Concorrência. Explique como a rede acompanha o mercado e o que muda no modelo, sem desqualificar concorrente pelo nome.
Prazo e renovação. Prazo, condições de renovação e penalidades estão na COF (art. 2º, XVIII e XXII) e devem ser lidos junto com o candidato.
Fundo de propaganda. O candidato pergunta o que a contribuição paga e como a rede presta contas. A resposta está na COF (art. 2º, IX e XX) e detalhada no guia do fundo de propaganda.
E se não der certo. É a pergunta mais honesta que o candidato faz. Responda com as regras de transferência e sucessão (art. 2º, XVII) e com o processo do guia de repasse de franquia, que existe justamente para essa hipótese.
A venda não termina na assinatura: ela entrega um projeto para a implantação. O que passa adiante: dados do franqueado e da pessoa jurídica, praça e formato aprovados, cronograma previsto, condições especiais combinadas no comitê, situação do ponto e a trilha de treinamento a iniciar.
Duas coisas não podem acontecer nessa passagem. Recadastrar o franqueado em outro sistema, porque perde histórico e atrasa o início; e mandar por e-mail o que foi combinado no comitê, porque a condição registrada em mensagem some quando o responsável muda.
O consultor de expansão acompanha até a inauguração, mesmo sem responder pelo cronograma: é ele quem conhece as expectativas que o franqueado trouxe. O processo de abertura está no guia de implantação de franquias e os recursos para conduzi-lo em sistema de implantação de franquias.
O que a implantação precisa receber por escrito. Além dos dados cadastrais, três coisas: as condições aprovadas pelo comitê, como aporte extra de capital de giro ou contratação de gestor; o que foi prometido ao candidato sobre prazo, suporte e treinamento; e as pendências deixadas em aberto, como a escolha do ponto. Passagem malfeita aparece na primeira reunião de kick-off, quando o franqueado cobra algo que a equipe de implantação nunca soube que fora combinado.
Oito números dizem se o processo está saudável, e o oitavo é o que fecha o ciclo.
1. Leads por canal. Volume por origem no período. Alerta: dependência de um único canal.
2. Taxa de qualificação. Leads qualificados sobre leads totais. Alerta: taxa muito baixa indica captação no público errado.
3. Conversão por etapa. Percentual que avança de cada etapa para a seguinte. Alerta: queda concentrada em uma etapa específica, que é onde o processo trava.
4. Tempo médio de lead a contrato. Dias do primeiro contato à assinatura. Alerta: aumento sem mudança de modelo, sinal de etapa acumulando fila.
5. Custo por lead e por franquia vendida. Investimento do canal dividido pelos leads e pelas vendas dele. Alerta: canal com custo por venda maior que a taxa de franquia.
6. Taxa de aprovação no comitê. Aprovados sobre avaliados. Alerta: fora da faixa de 30% a 70% por dois trimestres.
7. Desistência entre COF e contrato. Candidatos que recuam depois de receber a COF. Alerta: alta desistência sugere expectativa criada acima do que o documento mostra.
8. Desempenho da unidade nos primeiros 12 meses por canal de origem. É a métrica que fecha o ciclo: mostra qual canal traz franqueado que dá certo, e não apenas franqueado que assina. Alerta: o canal com maior volume sendo o de pior desempenho na operação.
Essas métricas conversam com os indicadores da rede inteira, descritos no guia de gestão de franquias.
Todos os erros abaixo aparecem depois, na operação, e sempre custam mais do que a venda rendeu.
1. Vender para bater meta. Meta de unidades vendidas sem meta de unidades saudáveis produz encerramento.
2. Pular a qualificação. Consultor gastando tempo com quem não tem capital nem praça.
3. Entrevistar sem roteiro e sem segundo avaliador. A decisão vira impressão pessoal.
4. Não levar o candidato a uma unidade. Ele compra uma ideia e recebe uma operação.
5. Controlar a conversa com franqueados. Parece cuidado e soa como ocultação.
6. Cobrar qualquer valor antes dos 10 dias. Aciona a sanção do art. 2º, §2º.
7. Prometer faturamento. Além de gerar frustração, é risco de anulação por informação falsa (art. 4º).
8. Aprovar sem comitê. Quem negociou não deveria ser quem decide sozinho.
9. Perder o histórico em planilha e mensagem. Sem registro não há prova de entrega da COF nem memória do que foi combinado.
10. Entregar a implantação por e-mail. A unidade começa com recadastro e com as condições do comitê esquecidas.
Há um padrão nos dez: quase todos economizam tempo na venda e gastam o dobro depois, em suporte, em conflito ou em unidade que fecha. O jeito mais simples de evitá-los é combinar que nenhuma etapa do funil avança sem o entregável dela, e deixar o sistema cobrar isso em vez de depender da disciplina de quem está com meta para bater.
A venda de franquia precisa de um funil com as etapas do franchising, e não com as etapas genéricas de uma venda qualquer. No CRM de Expansão da SULTS, cada candidato entra com a origem registrada, avança por etapas configuradas pela rede, com checkpoints e avaliações por etapa, e só passa adiante quando cumpre o que a etapa exige. A entrega da COF fica registrada com versão, data e destinatário, o que dá a evidência do prazo legal. A decisão do comitê fica anexada ao candidato, com o scorecard e as observações dos avaliadores. Quando a negociação é ganha, os dados seguem para a Implantação de Unidades sem recadastro, e os relatórios mostram conversão por etapa, por consultor e por canal de origem. Os recursos completos estão em CRM para franquias.
Um funil com as etapas do franchising, não as de uma venda qualquer
Origem do lead, qualificação, scorecard, COF registrada com data e passagem direta para a implantação, na mesma plataforma.
Com método: captar candidatos nas praças do plano, qualificar em cinco filtros, apresentar o modelo, levar o candidato a uma unidade, entregar a COF com 10 dias de antecedência (art. 2º, §1º), decidir em comitê com scorecard e assinar. Na SULTS, essas etapas ficam configuradas no funil de expansão, com evidência em cada uma.
São sete: lead, qualificação, apresentação da rede, visita e conversa com franqueados, entrega da COF com o prazo legal, comitê de aprovação e contrato com passagem para a implantação. Cada uma tem um entregável que autoriza a seguinte. O funil da SULTS bloqueia o avanço quando o checkpoint da etapa não foi cumprido.
Em geral, da indicação de franqueados atuais e da base de clientes da marca, que chegam com afinidade e expectativa mais realista. Portais e feiras trazem volume e exigem filtro mais duro. O que resolve a dúvida é medir o desempenho da unidade por canal de origem, cruzamento que a SULTS permite entre expansão e operação.
Com cinco perguntas: capital disponível, praça de interesse, perfil operador ou investidor, prazo para abrir e motivação. Quem não passa recebe retorno e fica registrado para o futuro. Na SULTS, os filtros viram campos e critérios da etapa de qualificação, com o histórico guardado mesmo quando o candidato é reprovado.
Não existe perfil universal: existe o perfil que o modelo exige, e a COF precisa declarar se há exigência de envolvimento direto na operação (art. 2º, VII). Em geral, capacidade financeira, disposição de seguir o sistema e experiência em gestão de pessoas pesam mais que experiência no segmento. O scorecard da SULTS registra cada critério com evidência.
Com critérios escritos, dois avaliadores independentes, entrevista estruturada, visita à unidade e decisão em comitê. Impressão pessoal não é critério, e simpatia não prevê desempenho. O scorecard preenchido e as evidências ficam anexados ao candidato no CRM de Expansão da SULTS, disponíveis quando a rede precisar revisitar a decisão.
É a planilha de decisão: critérios com peso, nota de 1 a 5, evidência exigida e faixas de aprovação. O modelo desta página usa sete critérios e nota máxima de 100 pontos, com corte em 75 e faixa condicionada entre 60 e 75. Na SULTS, ele vira avaliação da etapa, preenchida no próprio funil.
Em três blocos: história e motivação, capacidade financeira e de gestão, expectativas de retorno e dedicação. Roteiro igual para todos os candidatos permite comparar. As respostas e as observações dos dois avaliadores ficam registradas na negociação, dentro da SULTS, e seguem para o comitê junto do scorecard.
Deve, e sem filtro: a COF traz a lista de franqueados e também dos que se desligaram nos últimos 24 meses, com contato (art. 2º, X). Tentar controlar essa conversa sinaliza que há algo a esconder. A rede que acompanha a satisfação da base com NPS na SULTS chega a essa etapa sem surpresas.
É o grupo que decide a aprovação com base no scorecard e nas evidências, normalmente com expansão, operações e financeiro, e jurídico quando existe. A regra de decisão precisa estar escrita antes. Ata, motivo e retorno ao candidato ficam registrados na SULTS, anexados à negociação.
No mínimo 10 dias antes da assinatura do contrato ou pré-contrato e antes de qualquer pagamento (art. 2º, §1º). Uma boa prática é entregar logo após a visita à unidade, para o prazo correr enquanto o candidato conversa com franqueados. A SULTS registra versão, data e destinatário da entrega.
Não. Qualquer pagamento à franqueadora ou a empresa ligada a ela antes do prazo de 10 dias aciona a sanção do art. 2º, §2º: anulabilidade ou nulidade e devolução corrigida. Taxa de reserva, sinal e adiantamento entram nessa conta. No funil da SULTS, a etapa financeira fica depois da entrega registrada da COF.
Depende do ticket e do modelo: quanto maior o investimento, mais longo o ciclo. O que a rede controla é o tempo de cada etapa, e é por isso que o tempo médio de lead a contrato entra nas métricas. Na SULTS, o relatório de ciclo mostra onde o candidato fica parado.
O número varia com canal, praça e ticket, e copiar a conta de outra rede engana. O caminho é medir a própria conversão por etapa durante alguns meses e trabalhar com ela. Os relatórios de funil da SULTS entregam essa taxa por canal de origem e por consultor.
A faixa entre 30% e 70% costuma indicar equilíbrio: acima disso, o comitê pode não estar filtrando; abaixo, a captação provavelmente traz o perfil errado. O número certo é o que sustenta unidades saudáveis. A SULTS acompanha essa taxa junto do desempenho das unidades abertas por canal.
Com o que está na COF e no contrato, sem promessa: composição do investimento, custos, referências reais quando a rede as divulga e o alerta de que resultado depende de praça e de operação. Informação falsa permite anulação (art. 4º). O histórico de indicadores por unidade na SULTS ajuda a rede a falar com números verdadeiros.
Cruzando o canal de origem do candidato com o desempenho da unidade nos primeiros 12 meses. É a métrica que fecha o ciclo entre venda e operação e costuma mudar a distribuição do investimento em captação. Esse cruzamento é direto na SULTS, porque expansão e operação vivem na mesma base.
As duas formas existem. O que não muda é a necessidade de processo escrito, scorecard, comitê e registro, porque é a franqueadora que responde pela COF e pelas informações prestadas (art. 4º). Com o funil da SULTS, equipe interna e parceiro externo trabalham na mesma esteira, com permissões diferentes.
Não. Vender franquia é a franqueadora colocando uma unidade nova na rede; repasse é a transferência de uma unidade em operação de um franqueado para outro, com aprovação da franqueadora e auditoria da unidade. O processo completo está no guia de repasse de franquia, e os dois usam o mesmo funil na SULTS.
Com um funil de expansão configurado com as etapas do franchising, origem do lead registrada, avaliações e checkpoints por etapa, controle da entrega da COF com data, decisão de comitê anexada e passagem direta para a implantação. Os relatórios da SULTS mostram conversão por etapa, por consultor e por canal de origem. Os detalhes estão em CRM para franquias.
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co-CEO da Casa do Construtor"O SULTS criou uma centralização que mostra, de forma clara, objetiva e detalhada, como funcionamos."

Andrea Kohlrausch
Presidente da Bibi Calçados"A SULTS unificou diversas ferramentas em uma única plataforma, centralizando toda a operação."

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Fundador e CEO da Farmelhor"Para as empresas que ainda não usam o SULTS, saibam que ela é fundamental para o crescimento e desenvolvimento."












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