Como franquear um negócio: da unidade piloto à primeira franquia vendida

Como franquear um negócio, etapa por etapa: teste de franqueabilidade, modelo de franquia, taxas e royalties, manuais, COF e a estrutura da franqueadora.

Franquear um negócio é autorizar terceiros a operar o seu modelo sob a sua marca, com método, suporte e remuneração, que é a definição de franquia empresarial do art. 1º da Lei 13.966/2019. Antes de vender a primeira unidade, a empresa precisa transformar o que funciona em um modelo que outra pessoa consegue repetir, e isso se chama formatação. O guia da Lei de Franquias detalha o que a lei exige em cada etapa.

Guia para quem vai franquear: o teste de franqueabilidade em 12 critérios, a escolha do modelo, a modelagem de taxa de franquia e royalties, manuais e treinamento, COF e contrato, a estrutura mínima da franqueadora, quanto tempo e quanto custa formatar, e os erros de quem franqueia cedo demais.

O mercado comporta a decisão: segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o franchising brasileiro fechou 2025 com 3.297 redes e 202.444 operações, taxa de abertura de 18,0% e de encerramento de 6,4%. Este guia é para a empresa que ainda não é franqueadora. Quem já vende franquias e quer crescer encontra o processo no guia de expansão de franquias. Este guia faz parte do guia de gestão de franquias, que reúne os sete pilares da operação de uma rede.

Como franquear um negócio: da unidade piloto à primeira franquia vendida
Em resumo
Franquear é vender um modelo que funciona sem o dono presente.
A prova é a unidade piloto com pelo menos 12 meses de resultado.
A formatação tem 8 etapas e leva de 6 a 12 meses, como referência de mercado.
A modelagem define taxa de franquia, royalties e fundo a partir da DRE da unidade, não do que o concorrente cobra.
A lei exige COF com 23 informações, contrato-padrão anexado e marca registrada ou com pedido no INPI (art. 2º e art. 1º, §1º).
A franqueadora nasce com time, suporte e sistema antes da primeira venda.

O que significa franquear um negócio e o que muda na empresa

Franquear muda o negócio da empresa: ela deixa de apenas vender produto ou serviço e passa a vender e sustentar um modelo. São duas operações diferentes rodando ao mesmo tempo, com clientes diferentes.

Dois clientes. O consumidor final continua sendo atendido pelas unidades. O franqueado passa a ser o cliente da franqueadora, e ele compra previsibilidade: um modelo testado, treinamento, suporte e uma marca que atrai gente à porta. Rede que esquece o segundo cliente perde o primeiro logo depois.

Duas receitas. A taxa inicial remunera o que a franqueadora entrega antes da abertura: seleção, treinamento, implantação e transferência de know-how. As receitas recorrentes, royalties e fundo de propaganda, remuneram o que ela entrega todo mês: suporte, supervisão, evolução do modelo e marketing da marca. A COF precisa declarar todas elas, com a base de cálculo de cada uma (art. 2º, VIII e IX).

Obrigações novas. O Lei 13.966/2019 define a franquia no art. 1º e afasta relação de consumo e vínculo empregatício com o franqueado e os empregados dele, inclusive no treinamento. O art. 2º cria a Circular de Oferta de Franquia, com 23 informações obrigatórias, entregue no mínimo 10 dias antes de qualquer assinatura ou pagamento. Ser franqueadora é conviver com essas duas obrigações desde a primeira oferta, e não a partir da décima unidade.

Rotina nova. A empresa passa a ter um calendário que antes não existia: seleção e aprovação de candidatos, entrega de COF com prazo contado, visitas de supervisão, reuniões de rede, prestação de contas do fundo e revisão anual dos documentos que a COF declara. Nada disso cabe na agenda de quem também opera a unidade original, e é por isso que a estrutura da franqueadora aparece no orçamento antes da primeira receita.

Sua empresa está pronta para franquear? O teste de franqueabilidade em 12 critérios

Franqueabilidade é a capacidade de um negócio ser replicado por um terceiro, com o mesmo resultado, em outra praça. O teste abaixo dá 0, 1 ou 2 pontos por critério. Some ao final e use a faixa de leitura: não existe nota que garanta sucesso, existe nota que mostra o que corrigir antes de vender.

Os 12 critérios do teste de franqueabilidade, com destaque para piloto lucrativo, margem e independência do dono, e as faixas de leitura da soma de 0 a 24

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Sua empresa está pronta para franquear? O teste de franqueabilidade em 12 critérios
CritérioA perguntaVale 2 quando
1. Tempo de operaçãoHá quanto tempo o negócio opera?Dois anos ou mais de operação contínua
2. Piloto lucrativoA unidade piloto deu lucro nos últimos 12 meses seguidos?Lucro em todos os 12 meses, com DRE fechada
3. Margem que comporta a redeSobra margem para royalties e fundo sem inviabilizar o franqueado?A unidade continua atrativa depois de descontar royalties e fundo
4. Processos documentáveisDá para ensinar a operação em semanas?As rotinas cabem em manual e treinamento de poucas semanas
5. Independência do donoO resultado se mantém com o dono fora?A unidade opera semanas sem o fundador e mantém o padrão
6. Marca protegidaA marca está registrada ou com pedido no INPI?Registro concedido ou pedido depositado nas classes de uso
7. Diferencial transportávelO diferencial sobrevive fora da praça de origem?Não depende de ponto único, de pessoa ou de fornecedor local
8. Demanda comprovada foraExiste procura em outras cidades?Há evidência de demanda fora da praça atual
9. Cadeia replicávelO abastecimento funciona a mil quilômetros?Fornecedores homologados atendem outras praças com prazo previsível
10. Capital para a estruturaHá caixa para bancar a franqueadora antes das primeiras taxas?A estrutura mínima está financiada por pelo menos 12 meses
11. Time disposto a suportarA equipe quer atender franqueado?Há gente nomeada para suporte, treinamento e supervisão
12. Investimento compatívelO investimento e o payback cabem no perfil de franqueado que existe?Existe público investidor para o ticket da unidade

Como ler a soma. De 20 a 24 pontos, o negócio está pronto para formatar. De 14 a 19, formate corrigindo os pontos fracos primeiro, começando pelos critérios 2, 3 e 5, que são os que quebram rede jovem. Abaixo de 14, ainda é cedo: o esforço rende mais consolidando a operação própria do que vendendo unidades.

Dois critérios merecem atenção porque costumam receber nota alta sem merecer. O piloto lucrativo precisa de DRE fechada, com pró-labore do dono lançado como custo; muita operação parece lucrativa porque o trabalho do fundador não entra na conta. E a independência do dono se testa na prática, com ele fora por semanas seguidas, não por um fim de semana.

Qual modelo de franquia adotar

A escolha do modelo define o que a franqueadora entrega e quanto suporte precisa manter. Duas decisões acontecem juntas: o tipo de franquia e o formato da unidade.

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Qual modelo de franquia adotar
ModeloPara quem serveO que exige da franqueadora
Negócio formatadoOperação completa transferida ao franqueado, com processo, marca e suporteManuais, treinamento, supervisão e evolução contínua do modelo
Produto e marcaDistribuição ou revenda com padrão de marcaCadeia de suprimento, política comercial e padrão de exposição
Formatos de unidadeLoja de rua, shopping, quiosque, contêiner, home based e microfranquiaUm modelo de implantação, um manual e uma trilha por formato
Rede mista, própria e franqueadaQuem quer manter unidades próprias como laboratórioRegra escrita de concorrência entre próprias e franqueadas (art. 2º, XI)
Master franquia e subfranquiaExpansão por região ou país com um parceiro que desenvolve a áreaEstrutura de suporte ao master, que responde pelas mesmas obrigações (art. 5º)
Conversão de operadoresRedes que trazem lojas independentes para a marcaPrograma de adequação e prazo de conformidade

Dois cuidados práticos. Cada formato novo é quase uma rede nova: exige piloto próprio, modelagem própria e manual próprio, e é por isso que redes maduras lançam formatos em sequência, não todos de uma vez. E a decisão entre franquear e abrir unidades próprias não precisa ser única: a rede mista funciona, desde que as regras de território e de concorrência interna estejam escritas na COF antes da primeira venda. A comparação entre os modelos está no guia de franquia ou filial.

Como escolher. Três perguntas resolvem a maior parte da decisão. O franqueado precisa operar o negócio inteiro ou só distribuir o produto? Se opera, é negócio formatado, com manual e treinamento pesados. O investimento que o modelo exige encontra investidor na praça que você quer ocupar? Se não encontra, um formato menor abre o mercado sem mudar a marca. E a rede tem estrutura para suportar unidades distantes sozinha? Se não tem, o master franqueado resolve alcance, mas acrescenta um nível de relacionamento e de controle de padrão que a franqueadora precisa saber conduzir.

A modelagem financeira: taxa de franquia, royalties e fundo

A modelagem começa na DRE da unidade piloto, não na tabela do concorrente. Copiar taxa e royalties de outra rede é o erro que aparece dois anos depois, quando o franqueado descobre que a conta não fecha ou a franqueadora descobre que não consegue sustentar o suporte prometido.

O que a taxa inicial, os royalties e o fundo de propaganda remuneram, a restrição do franqueado e o ponto de equilíbrio da franqueadora

O que a taxa inicial cobre. Seleção, treinamento inicial, apoio à implantação e transferência de know-how. É receita não recorrente e financia o custo de colocar uma unidade em operação, não o lucro da franqueadora.

O que os royalties cobram. Suporte, supervisão de campo, evolução do modelo, tecnologia e a estrutura que atende a rede todo mês. A base de cálculo precisa estar declarada na COF (art. 2º, IX), seja sobre faturamento, valor fixo ou misto.

O fundo de propaganda. É recurso da rede, com destinação e prestação de contas, e a COF informa a existência dele, as regras e os poderes de quem o administra (art. 2º, XX). Fundo sem prestação de contas é o começo do conflito com o conselho de franqueados. Como cobrar, aplicar e prestar contas está no guia do fundo de propaganda.

A restrição do franqueado. Investimento inicial e prazo de retorno não são resultado da modelagem, são restrição: se o payback não couber no que o investidor aceita, o modelo não vende, por melhor que seja a margem da franqueadora.

O ponto de equilíbrio da franqueadora. A conta que quase ninguém faz antes de franquear: quantas unidades pagam a estrutura de suporte. Divida o custo mensal do time de expansão, implantação, treinamento e supervisão pelo royalty médio esperado por unidade. O número que sai é a meta de rede mínima, e ele diz se a formatação é viável.

Esta página não traz valor de taxa, de royalty ou de investimento, porque não existe número de mercado que sirva para duas redes diferentes. O que a lei exige é transparência: todas as taxas, com base de cálculo, declaradas na COF antes da venda (art. 2º, VIII e IX).

Documentar o modelo: manuais, treinamento e padrões

O que não está escrito não se replica. A documentação nasce da unidade piloto: alguém acompanha a operação, escreve o que é feito, testa com uma pessoa de fora e corrige o que não ficou claro.

Manuais de operações, implantação, marca e gestão; ordem de escrita do dia 1 à gestão e marca; quem descreve, revisa e testa; versão e data

Os documentos mínimos antes da primeira venda. Manual de operações, com a rotina da unidade; manual de implantação, com o passo a passo da abertura; manual de marca, com aplicação visual e tom de comunicação; e manual de gestão, com indicadores, rotina financeira e gestão de equipe. O guia do manual de franquia mostra a estrutura por volume e como manter cada um atualizado.

Treinamento com número. A COF precisa declarar o treinamento com duração, conteúdo e custo (art. 2º, XIII), o que obriga a rede a desenhar a trilha antes de vender, e não a improvisar na semana da inauguração. Vale para o franqueado e para a equipe da unidade. O guia de treinamento de franqueados mostra como a trilha é montada, certificada e mantida depois da inauguração.

Padrões verificáveis. Padrão que não pode ser conferido não é padrão, é intenção. Cada item do manual que importa vira pergunta de checklist, com evidência e nota, e é isso que a supervisão de campo usa na visita. Escrever o manual pensando na verificação poupa a reescrita inteira depois da décima unidade.

Quem escreve e em que ordem. Quem executa a tarefa descreve, quem coordena revisa e alguém de fora da operação testa seguindo o texto. A ordem que funciona é começar pelo que o franqueado faz no dia 1 da unidade aberta, depois o que ele faz na abertura e só então a gestão e a marca, porque o primeiro bloco é o que o treinamento precisa entregar antes da inauguração. Cada documento sai com número de versão e data, e a rede combina desde o começo quem pode publicar uma versão nova; manual sem dono de versão vira cópia divergente em cada unidade.

COF, contrato e marca: o mínimo legal antes da primeira oferta

Três documentos precisam existir antes de ofertar a primeira franquia: a COF, o contrato-padrão e a marca protegida. Sem os três, a oferta já nasce com risco de anulação.

A COF. São 23 informações obrigatórias (art. 2º), da qualificação da franqueadora aos balanços, da lista de franqueados e desligados nos últimos 24 meses às regras de território, treinamento, penalidades, prazo e renovação. Ela é entregue ao candidato no mínimo 10 dias antes da assinatura de qualquer contrato ou pré-contrato e antes de qualquer pagamento (art. 2º, §1º). O guia da Lei de Franquias explica cada grupo de incisos e o guia da Circular de Oferta de Franquia trata do documento item a item.

O contrato-padrão. Precisa estar anexado à COF, completo, com os anexos e prazos (art. 2º, XVI). Contrato anexado diferente do que se assina é omissão, com a mesma sanção da entrega fora do prazo (art. 4º).

A marca. O franqueador precisa ser titular ou requerente dos direitos sobre a marca, ou estar autorizado pelo titular (art. 1º, §1º), e a situação dos processos no INPI vai na COF (art. 2º, XIV).

A redação é trabalho do jurídico da rede. O que a operação entrega para ele: os números da unidade piloto, a descrição dos processos, o desenho do treinamento com carga horária, a política de território, a lista de fornecedores e as regras de supervisão. Jurídico sem esses dados escreve uma COF genérica, e COF genérica não descreve a rede que está sendo vendida.

A estrutura mínima da franqueadora

No dia da primeira venda, sete funções precisam existir, mesmo que acumuladas em três pessoas. O que não pode é nenhuma delas ficar sem dono.

As sete funções da franqueadora com o que cada uma faz, o sistema de gestão desde o dia 1 e a cadência de visitas, reuniões, comunicados e chamados

Expansão. Capta e seleciona candidatos, entrega a COF e conduz o funil até a assinatura. O guia de expansão de franquias descreve esse processo do território à venda.

Implantação. Conduz a abertura da unidade, do contrato à inauguração, com cronograma e responsáveis. O guia de implantação de franquias traz as etapas e os prazos por formato.

Treinamento. Mantém as trilhas, treina franqueado e equipe e certifica antes da abertura.

Consultoria de campo e suporte. Visita, mede padrão, ajuda a corrigir e responde o dia a dia. É a função que mais pesa na percepção de valor do royalty.

Marketing. Cuida da marca, do fundo de propaganda e do material que o franqueado usa na praça dele.

Financeiro. Cobra royalties e fundo, controla inadimplência e mantém os balanços que a COF declara.

Jurídico de apoio. Escreve e revisa COF e contrato e acompanha marca e litígios.

Formatação, jurídico e registro de marca costumam ser contratados fora; treinamento, suporte e supervisão raramente funcionam terceirizados, porque são o produto que o franqueado compra. E há uma peça que não é opcional: o sistema de gestão. O padrão só se replica se estiver em um sistema que a unidade franqueada usa desde o dia 1, com manual, checklist, chamados e indicadores no mesmo lugar. Escolher o sistema depois da terceira unidade significa migrar rede em operação, que é sempre mais caro.

A cadência que segura a rede. Junto das funções, combine desde o início o ritmo: visita de campo com relatório, reunião mensal de indicadores, comunicado oficial com confirmação de leitura e um canal único de chamados com prazo de resposta. Rede pequena sobrevive ao improviso por um tempo, mas o franqueado julga a franqueadora pela previsibilidade do suporte, e previsibilidade é rotina combinada, não boa vontade.

As 8 etapas da formatação, com prazo

A formatação leva de 6 a 12 meses, como referência de mercado, e várias etapas correm em paralelo. A tabela mostra a sequência, o entregável e quem costuma responder por cada uma.

As 8 etapas da formatação com quem faz e barras do prazo típico em semanas; jurídico e estrutura em paralelo; documentação e piloto costumam ser subestimados

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As 8 etapas da formatação, com prazo
EtapaEntregávelQuem fazPrazo típico
1. Diagnóstico e teste de franqueabilidadeNota dos 12 critérios e plano de correçãoSócios e time de gestão2 a 4 semanas
2. Modelagem do negócio e do formatoModelo de franquia, formato da unidade e perfil de franqueadoSócios com apoio externo4 a 8 semanas
3. Modelagem financeiraTaxa inicial, royalties, fundo, investimento e payback do franqueadoFinanceiro com apoio externo4 a 6 semanas
4. Documentação e treinamentoManuais e trilhas com carga horária e custoOperações e treinamento8 a 12 semanas
5. Jurídico: COF, contrato e marcaCOF com os 23 itens, contrato-padrão e pedido no INPIJurídico6 a 10 semanas, em paralelo
6. Estrutura e sistema da franqueadoraFunções nomeadas e sistema de gestão implantadoSócios e gestão6 a 10 semanas, em paralelo
7. Plano de expansão inicial e material de vendaPraças prioritárias, funil e material do candidatoExpansão4 a 6 semanas
8. Piloto revalidado e primeira ofertaPiloto rodando com o novo padrão e COF entregue ao primeiro candidatoTodos2 a 4 semanas

Duas etapas costumam ser subestimadas. A documentação, porque escrever manual exige alguém dedicado e a operação nunca tem folga; e a revalidação do piloto, porque o modelo formatado quase sempre muda alguma coisa na unidade original, e vender antes de testar a mudança é transferir o risco para o primeiro franqueado. O plano de praças da etapa 7 está detalhado no guia de expansão de franquias, e o material de venda e o processo de seleção, no guia de como vender franquias.

Quanto custa formatar uma franquia

O custo da formatação tem seis componentes, e cada um varia com o porte da operação e com quanto a empresa faz em casa. Esta página não traz cifra: não existe fonte pública confiável para isso e número inventado atrapalha a decisão.

1. Consultoria de formatação, quando contratada, que costuma responder por modelagem de negócio e financeira. 2. Jurídico e marca, com a redação da COF e do contrato e o pedido no INPI. 3. Documentação e treinamento, incluindo quem escreve os manuais e produz a trilha. 4. Sistema de gestão, que passa a ser custo recorrente da franqueadora. 5. Time dedicado, que é o maior item quando a empresa contrata para as funções novas. 6. Revalidação do piloto, com as adequações que o modelo formatado exigir.

A regra prática: com a modelagem certa, o custo da formatação se paga com as primeiras taxas iniciais. Se a conta só fecha depois de vinte unidades, o problema não é o custo, é a modelagem. Para estimar, levante os seis componentes com orçamento real da sua praça e compare com a taxa inicial que a etapa 3 definiu.

Os 10 erros de quem franqueia cedo demais

Os erros abaixo têm a mesma raiz: vender antes de o modelo estar pronto para ser repetido.

1. Franquear sem piloto lucrativo. Sem 12 meses de lucro com a DRE fechada, não há o que replicar.

2. Copiar taxa e royalties do concorrente. A conta precisa sair da DRE da sua unidade.

3. Vender a primeira franquia para quem apareceu. O primeiro franqueado vira referência da rede, para o bem e para o mal.

4. Escrever os manuais depois da venda. O franqueado que abre sem manual cria o próprio padrão.

5. Ofertar com a marca sem pedido no INPI. Contraria o art. 1º, §1º, e aparece na COF (art. 2º, XIV).

6. Franqueadora sem time de suporte. Royalty sem contrapartida é a primeira reclamação do conselho de franqueados.

7. Escolher o sistema de gestão depois da terceira unidade. Migrar rede em operação custa mais do que implantar antes da primeira.

8. Prometer faturamento. A lei não proíbe informar resultados reais na COF, mas promessa de retorno é o caminho mais curto para a anulação por informação falsa (art. 4º).

9. Tratar a COF como papelada. Ela é o documento que estrutura a venda, com prazo e sanção próprios (art. 2º, §§1º e 2º).

10. Expandir antes de aprender com as três primeiras unidades. As três primeiras existem para corrigir o modelo, não para bater meta.

Como a SULTS entra na formatação

A formatação produz documentos e processos que precisam de um lugar para viver, e esse lugar é o sistema que a rede vai usar com o primeiro franqueado. Na SULTS, o padrão da unidade piloto vira Checklist com evidência e nota; os manuais ficam no Disco Virtual, com versão e data; as trilhas e as certificações ficam na Universidade Corporativa, com a carga horária que a COF declara; e o funil de candidatos, com a entrega da COF registrada, fica no CRM de Expansão. A implantação da primeira unidade nasce de um cronograma modelo, o que faz a segunda abrir mais rápido que a primeira. A visão completa dos módulos para redes de franquia está em software para franquias.

Monte a franqueadora antes da primeira venda

Manuais, trilhas, checklists e funil de candidatos prontos no dia em que o primeiro franqueado assinar, na mesma plataforma que a rede vai usar depois.

Perguntas Frequentes

O que significa franquear um negócio?

Significa autorizar terceiros a operar o seu modelo sob a sua marca, com método, suporte e remuneração direta ou indireta, na definição do art. 1º da Lei 13.966/2019. A empresa passa a ter dois clientes: o consumidor e o franqueado. Redes que crescem assim organizam manuais, treinamento e supervisão em uma plataforma como a SULTS.

Qual a diferença entre franquear e abrir filiais?

Na filial, o capital, a equipe e o risco são da empresa, e o controle é total. Na franquia, o capital e a operação são do franqueado, e a empresa entrega modelo, marca e suporte, sob as regras do art. 1º da lei. As duas exigem padrão verificável, que é o que a SULTS acompanha por checklist e indicadores.

Quando uma empresa está pronta para franquear?

Quando o modelo dá lucro sem o dono presente, os processos estão documentados, a marca está protegida e há caixa e time para sustentar a franqueadora. O teste de franqueabilidade em 12 critérios desta página dá a leitura. Os manuais e trilhas que o teste cobra ficam registrados na SULTS desde a formatação.

Precisa ter mais de uma unidade para franquear?

A lei não exige número mínimo de unidades. O que sustenta a venda é a prova de que o modelo funciona: uma unidade piloto lucrativa por 12 meses seguidos, com DRE fechada. Uma segunda unidade ajuda a testar a replicação, e a SULTS mede as duas com o mesmo checklist para comparar padrão e resultado.

O que é franqueabilidade e como avaliar?

Franqueabilidade é a capacidade de o negócio ser replicado por um terceiro, com o mesmo resultado, em outra praça. Avalia-se por critérios objetivos: lucro do piloto, margem, documentação, independência do dono, marca e capital. O teste de 12 critérios desta página pontua cada um, e as evidências ficam organizadas na SULTS.

Quais são os modelos de franquia?

Franquia de negócio formatado e de produto e marca, em formatos como loja de rua, shopping, quiosque, contêiner, home based e microfranquia, além de rede mista, master franquia e subfranquia (art. 5º) e conversão de operadores. Cada formato precisa do próprio modelo de implantação e da própria trilha, que na SULTS ficam separados por tipo de unidade.

Como definir a taxa de franquia?

A partir do custo real de colocar uma unidade em operação: seleção, treinamento, apoio à implantação e transferência de know-how, dentro do que o perfil de investidor aceita pagar. Todas as taxas, com base de cálculo, vão para a COF (art. 2º, VIII e IX). O que a SULTS faz é registrar a COF entregue e a versão vigente em cada negociação.

Como definir os royalties?

Pelo custo da estrutura que atende a rede todo mês, dividido pela expectativa de faturamento por unidade, respeitando a margem que mantém o franqueado viável. A base de cálculo é declarada na COF (art. 2º, IX). O suporte que justifica o royalty, como visitas e chamados, fica registrado na SULTS e vira evidência de contrapartida.

O que é o fundo de propaganda e quem administra?

É o recurso arrecadado da rede para marketing da marca, com destinação definida e prestação de contas. A COF precisa informar a existência do fundo, as regras e os poderes de quem o administra (art. 2º, XX). Comunicados e atas do conselho de franqueados ficam registrados na SULTS, com confirmação de leitura.

Quanto custa formatar uma franquia?

Depende de seis componentes: consultoria, jurídico e marca, documentação e treinamento, sistema de gestão, time dedicado e revalidação do piloto. Esta página não publica cifra porque não há fonte confiável que sirva para redes diferentes. O custo do sistema, no caso da SULTS, é conhecido antes da formatação começar.

Quanto tempo leva a formatação?

De 6 a 12 meses, como referência de mercado, com as etapas de jurídico e estrutura correndo em paralelo com a documentação. A tabela das 8 etapas desta página mostra o prazo típico de cada uma. Redes que já implantam o sistema durante a formatação, como a SULTS, chegam à primeira venda com manuais e trilhas publicados.

Preciso de consultoria para franquear?

Não é obrigatório por lei. Modelagem financeira, redação da COF e do contrato e registro de marca são as frentes em que empresas costumam buscar apoio externo; documentação, treinamento e suporte raramente funcionam terceirizados. A SULTS não presta consultoria de formatação: entra como o sistema em que o modelo formatado passa a viver.

O que é preciso registrar antes de franquear?

A marca, com titularidade ou pedido depositado no INPI, ou autorização do titular (art. 1º, §1º), e a situação de marcas, patentes e cultivares vai declarada na COF (art. 2º, XIV). Os números dos processos e os documentos ficam versionados no Disco Virtual da SULTS, junto com a COF e o contrato-padrão.

O que é a COF e quando ela é obrigatória?

A Circular de Oferta de Franquia reúne 23 informações obrigatórias sobre a franqueadora e a franquia (art. 2º) e é entregue ao candidato no mínimo 10 dias antes de qualquer assinatura ou pagamento (art. 2º, §1º). Vale desde a primeira oferta. No CRM de Expansão da SULTS, a entrega fica registrada com versão, data e destinatário.

Que documentos e manuais uma franqueadora precisa ter?

Manual de operações, de implantação, de marca e de gestão, mais o programa de treinamento com duração, conteúdo e custo, que a COF declara (art. 2º, XIII), e o contrato-padrão anexado à COF (art. 2º, XVI). Todos com versão e data, o que na SULTS fica controlado no Disco Virtual e na Universidade Corporativa.

Que equipe uma franqueadora precisa ter no início?

Sete funções com dono, ainda que acumuladas: expansão, implantação, treinamento, consultoria de campo e suporte, marketing, financeiro e jurídico de apoio. O que não pode é uma delas ficar sem responsável. A SULTS dá a cada função o próprio módulo, o que permite equipe pequena atender rede crescente.

Quantas franquias vender no primeiro ano?

O número certo é o que a estrutura consegue implantar e suportar com qualidade, e para a maioria das redes novas isso significa poucas unidades, escolhidas em praças prioritárias. As três primeiras servem para corrigir o modelo. O painel de implantações da SULTS mostra quantas aberturas a rede consegue conduzir ao mesmo tempo.

O que é master franquia?

É o modelo em que um parceiro recebe o direito de desenvolver a marca em uma região ou país, subfranqueando unidades. A lei estende ao subfranqueador e ao subfranqueado tudo o que vale para franqueador e franqueado (art. 5º). O master usa a mesma estrutura de manuais, trilhas e checklists da rede, que na SULTS fica separada por hierarquia de unidades.

Como escolher o sistema de gestão da rede antes da primeira franquia?

Procure o que a rede vai precisar no ano 3, não no mês 1: manual vivo, checklist de padrão, chamados com prazo, treinamento certificado, funil de expansão com COF e indicadores por unidade. Trocar de sistema com a rede em operação custa mais do que implantar antes. A SULTS reúne esses +25 módulos integrados em uma plataforma.

Como a SULTS ajuda uma empresa que está se tornando franqueadora?

A SULTS não formata a franquia: ela hospeda o resultado da formatação. Manuais versionados, trilhas com certificado, checklists de padrão, funil com controle da COF e cronograma de implantação ficam prontos antes da primeira venda, e a rede cresce sem trocar de sistema. É a plataforma usada por +1.750 marcas em +92 mil unidades.

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