Como franquear um negócio: da unidade piloto à primeira franquia vendida
Como franquear um negócio, etapa por etapa: teste de franqueabilidade, modelo de franquia, taxas e royalties, manuais, COF e a estrutura da franqueadora.
Como franquear um negócio, etapa por etapa: teste de franqueabilidade, modelo de franquia, taxas e royalties, manuais, COF e a estrutura da franqueadora.
Franquear um negócio é autorizar terceiros a operar o seu modelo sob a sua marca, com método, suporte e remuneração, que é a definição de franquia empresarial do art. 1º da Lei 13.966/2019. Antes de vender a primeira unidade, a empresa precisa transformar o que funciona em um modelo que outra pessoa consegue repetir, e isso se chama formatação. O guia da Lei de Franquias detalha o que a lei exige em cada etapa.
Guia para quem vai franquear: o teste de franqueabilidade em 12 critérios, a escolha do modelo, a modelagem de taxa de franquia e royalties, manuais e treinamento, COF e contrato, a estrutura mínima da franqueadora, quanto tempo e quanto custa formatar, e os erros de quem franqueia cedo demais.
O mercado comporta a decisão: segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o franchising brasileiro fechou 2025 com 3.297 redes e 202.444 operações, taxa de abertura de 18,0% e de encerramento de 6,4%. Este guia é para a empresa que ainda não é franqueadora. Quem já vende franquias e quer crescer encontra o processo no guia de expansão de franquias. Este guia faz parte do guia de gestão de franquias, que reúne os sete pilares da operação de uma rede.
| Em resumo |
|---|
| Franquear é vender um modelo que funciona sem o dono presente. |
| A prova é a unidade piloto com pelo menos 12 meses de resultado. |
| A formatação tem 8 etapas e leva de 6 a 12 meses, como referência de mercado. |
| A modelagem define taxa de franquia, royalties e fundo a partir da DRE da unidade, não do que o concorrente cobra. |
| A lei exige COF com 23 informações, contrato-padrão anexado e marca registrada ou com pedido no INPI (art. 2º e art. 1º, §1º). |
| A franqueadora nasce com time, suporte e sistema antes da primeira venda. |
Franquear muda o negócio da empresa: ela deixa de apenas vender produto ou serviço e passa a vender e sustentar um modelo. São duas operações diferentes rodando ao mesmo tempo, com clientes diferentes.
Dois clientes. O consumidor final continua sendo atendido pelas unidades. O franqueado passa a ser o cliente da franqueadora, e ele compra previsibilidade: um modelo testado, treinamento, suporte e uma marca que atrai gente à porta. Rede que esquece o segundo cliente perde o primeiro logo depois.
Duas receitas. A taxa inicial remunera o que a franqueadora entrega antes da abertura: seleção, treinamento, implantação e transferência de know-how. As receitas recorrentes, royalties e fundo de propaganda, remuneram o que ela entrega todo mês: suporte, supervisão, evolução do modelo e marketing da marca. A COF precisa declarar todas elas, com a base de cálculo de cada uma (art. 2º, VIII e IX).
Obrigações novas. O Lei 13.966/2019 define a franquia no art. 1º e afasta relação de consumo e vínculo empregatício com o franqueado e os empregados dele, inclusive no treinamento. O art. 2º cria a Circular de Oferta de Franquia, com 23 informações obrigatórias, entregue no mínimo 10 dias antes de qualquer assinatura ou pagamento. Ser franqueadora é conviver com essas duas obrigações desde a primeira oferta, e não a partir da décima unidade.
Rotina nova. A empresa passa a ter um calendário que antes não existia: seleção e aprovação de candidatos, entrega de COF com prazo contado, visitas de supervisão, reuniões de rede, prestação de contas do fundo e revisão anual dos documentos que a COF declara. Nada disso cabe na agenda de quem também opera a unidade original, e é por isso que a estrutura da franqueadora aparece no orçamento antes da primeira receita.
Franqueabilidade é a capacidade de um negócio ser replicado por um terceiro, com o mesmo resultado, em outra praça. O teste abaixo dá 0, 1 ou 2 pontos por critério. Some ao final e use a faixa de leitura: não existe nota que garanta sucesso, existe nota que mostra o que corrigir antes de vender.

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| Critério | A pergunta | Vale 2 quando |
|---|---|---|
| 1. Tempo de operação | Há quanto tempo o negócio opera? | Dois anos ou mais de operação contínua |
| 2. Piloto lucrativo | A unidade piloto deu lucro nos últimos 12 meses seguidos? | Lucro em todos os 12 meses, com DRE fechada |
| 3. Margem que comporta a rede | Sobra margem para royalties e fundo sem inviabilizar o franqueado? | A unidade continua atrativa depois de descontar royalties e fundo |
| 4. Processos documentáveis | Dá para ensinar a operação em semanas? | As rotinas cabem em manual e treinamento de poucas semanas |
| 5. Independência do dono | O resultado se mantém com o dono fora? | A unidade opera semanas sem o fundador e mantém o padrão |
| 6. Marca protegida | A marca está registrada ou com pedido no INPI? | Registro concedido ou pedido depositado nas classes de uso |
| 7. Diferencial transportável | O diferencial sobrevive fora da praça de origem? | Não depende de ponto único, de pessoa ou de fornecedor local |
| 8. Demanda comprovada fora | Existe procura em outras cidades? | Há evidência de demanda fora da praça atual |
| 9. Cadeia replicável | O abastecimento funciona a mil quilômetros? | Fornecedores homologados atendem outras praças com prazo previsível |
| 10. Capital para a estrutura | Há caixa para bancar a franqueadora antes das primeiras taxas? | A estrutura mínima está financiada por pelo menos 12 meses |
| 11. Time disposto a suportar | A equipe quer atender franqueado? | Há gente nomeada para suporte, treinamento e supervisão |
| 12. Investimento compatível | O investimento e o payback cabem no perfil de franqueado que existe? | Existe público investidor para o ticket da unidade |
Como ler a soma. De 20 a 24 pontos, o negócio está pronto para formatar. De 14 a 19, formate corrigindo os pontos fracos primeiro, começando pelos critérios 2, 3 e 5, que são os que quebram rede jovem. Abaixo de 14, ainda é cedo: o esforço rende mais consolidando a operação própria do que vendendo unidades.
Dois critérios merecem atenção porque costumam receber nota alta sem merecer. O piloto lucrativo precisa de DRE fechada, com pró-labore do dono lançado como custo; muita operação parece lucrativa porque o trabalho do fundador não entra na conta. E a independência do dono se testa na prática, com ele fora por semanas seguidas, não por um fim de semana.
A escolha do modelo define o que a franqueadora entrega e quanto suporte precisa manter. Duas decisões acontecem juntas: o tipo de franquia e o formato da unidade.
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| Modelo | Para quem serve | O que exige da franqueadora |
|---|---|---|
| Negócio formatado | Operação completa transferida ao franqueado, com processo, marca e suporte | Manuais, treinamento, supervisão e evolução contínua do modelo |
| Produto e marca | Distribuição ou revenda com padrão de marca | Cadeia de suprimento, política comercial e padrão de exposição |
| Formatos de unidade | Loja de rua, shopping, quiosque, contêiner, home based e microfranquia | Um modelo de implantação, um manual e uma trilha por formato |
| Rede mista, própria e franqueada | Quem quer manter unidades próprias como laboratório | Regra escrita de concorrência entre próprias e franqueadas (art. 2º, XI) |
| Master franquia e subfranquia | Expansão por região ou país com um parceiro que desenvolve a área | Estrutura de suporte ao master, que responde pelas mesmas obrigações (art. 5º) |
| Conversão de operadores | Redes que trazem lojas independentes para a marca | Programa de adequação e prazo de conformidade |
Dois cuidados práticos. Cada formato novo é quase uma rede nova: exige piloto próprio, modelagem própria e manual próprio, e é por isso que redes maduras lançam formatos em sequência, não todos de uma vez. E a decisão entre franquear e abrir unidades próprias não precisa ser única: a rede mista funciona, desde que as regras de território e de concorrência interna estejam escritas na COF antes da primeira venda. A comparação entre os modelos está no guia de franquia ou filial.
Como escolher. Três perguntas resolvem a maior parte da decisão. O franqueado precisa operar o negócio inteiro ou só distribuir o produto? Se opera, é negócio formatado, com manual e treinamento pesados. O investimento que o modelo exige encontra investidor na praça que você quer ocupar? Se não encontra, um formato menor abre o mercado sem mudar a marca. E a rede tem estrutura para suportar unidades distantes sozinha? Se não tem, o master franqueado resolve alcance, mas acrescenta um nível de relacionamento e de controle de padrão que a franqueadora precisa saber conduzir.
A modelagem começa na DRE da unidade piloto, não na tabela do concorrente. Copiar taxa e royalties de outra rede é o erro que aparece dois anos depois, quando o franqueado descobre que a conta não fecha ou a franqueadora descobre que não consegue sustentar o suporte prometido.

O que a taxa inicial cobre. Seleção, treinamento inicial, apoio à implantação e transferência de know-how. É receita não recorrente e financia o custo de colocar uma unidade em operação, não o lucro da franqueadora.
O que os royalties cobram. Suporte, supervisão de campo, evolução do modelo, tecnologia e a estrutura que atende a rede todo mês. A base de cálculo precisa estar declarada na COF (art. 2º, IX), seja sobre faturamento, valor fixo ou misto.
O fundo de propaganda. É recurso da rede, com destinação e prestação de contas, e a COF informa a existência dele, as regras e os poderes de quem o administra (art. 2º, XX). Fundo sem prestação de contas é o começo do conflito com o conselho de franqueados. Como cobrar, aplicar e prestar contas está no guia do fundo de propaganda.
A restrição do franqueado. Investimento inicial e prazo de retorno não são resultado da modelagem, são restrição: se o payback não couber no que o investidor aceita, o modelo não vende, por melhor que seja a margem da franqueadora.
O ponto de equilíbrio da franqueadora. A conta que quase ninguém faz antes de franquear: quantas unidades pagam a estrutura de suporte. Divida o custo mensal do time de expansão, implantação, treinamento e supervisão pelo royalty médio esperado por unidade. O número que sai é a meta de rede mínima, e ele diz se a formatação é viável.
Esta página não traz valor de taxa, de royalty ou de investimento, porque não existe número de mercado que sirva para duas redes diferentes. O que a lei exige é transparência: todas as taxas, com base de cálculo, declaradas na COF antes da venda (art. 2º, VIII e IX).
O que não está escrito não se replica. A documentação nasce da unidade piloto: alguém acompanha a operação, escreve o que é feito, testa com uma pessoa de fora e corrige o que não ficou claro.

Os documentos mínimos antes da primeira venda. Manual de operações, com a rotina da unidade; manual de implantação, com o passo a passo da abertura; manual de marca, com aplicação visual e tom de comunicação; e manual de gestão, com indicadores, rotina financeira e gestão de equipe. O guia do manual de franquia mostra a estrutura por volume e como manter cada um atualizado.
Treinamento com número. A COF precisa declarar o treinamento com duração, conteúdo e custo (art. 2º, XIII), o que obriga a rede a desenhar a trilha antes de vender, e não a improvisar na semana da inauguração. Vale para o franqueado e para a equipe da unidade. O guia de treinamento de franqueados mostra como a trilha é montada, certificada e mantida depois da inauguração.
Padrões verificáveis. Padrão que não pode ser conferido não é padrão, é intenção. Cada item do manual que importa vira pergunta de checklist, com evidência e nota, e é isso que a supervisão de campo usa na visita. Escrever o manual pensando na verificação poupa a reescrita inteira depois da décima unidade.
Quem escreve e em que ordem. Quem executa a tarefa descreve, quem coordena revisa e alguém de fora da operação testa seguindo o texto. A ordem que funciona é começar pelo que o franqueado faz no dia 1 da unidade aberta, depois o que ele faz na abertura e só então a gestão e a marca, porque o primeiro bloco é o que o treinamento precisa entregar antes da inauguração. Cada documento sai com número de versão e data, e a rede combina desde o começo quem pode publicar uma versão nova; manual sem dono de versão vira cópia divergente em cada unidade.
Três documentos precisam existir antes de ofertar a primeira franquia: a COF, o contrato-padrão e a marca protegida. Sem os três, a oferta já nasce com risco de anulação.
A COF. São 23 informações obrigatórias (art. 2º), da qualificação da franqueadora aos balanços, da lista de franqueados e desligados nos últimos 24 meses às regras de território, treinamento, penalidades, prazo e renovação. Ela é entregue ao candidato no mínimo 10 dias antes da assinatura de qualquer contrato ou pré-contrato e antes de qualquer pagamento (art. 2º, §1º). O guia da Lei de Franquias explica cada grupo de incisos e o guia da Circular de Oferta de Franquia trata do documento item a item.
O contrato-padrão. Precisa estar anexado à COF, completo, com os anexos e prazos (art. 2º, XVI). Contrato anexado diferente do que se assina é omissão, com a mesma sanção da entrega fora do prazo (art. 4º).
A marca. O franqueador precisa ser titular ou requerente dos direitos sobre a marca, ou estar autorizado pelo titular (art. 1º, §1º), e a situação dos processos no INPI vai na COF (art. 2º, XIV).
A redação é trabalho do jurídico da rede. O que a operação entrega para ele: os números da unidade piloto, a descrição dos processos, o desenho do treinamento com carga horária, a política de território, a lista de fornecedores e as regras de supervisão. Jurídico sem esses dados escreve uma COF genérica, e COF genérica não descreve a rede que está sendo vendida.
No dia da primeira venda, sete funções precisam existir, mesmo que acumuladas em três pessoas. O que não pode é nenhuma delas ficar sem dono.

Expansão. Capta e seleciona candidatos, entrega a COF e conduz o funil até a assinatura. O guia de expansão de franquias descreve esse processo do território à venda.
Implantação. Conduz a abertura da unidade, do contrato à inauguração, com cronograma e responsáveis. O guia de implantação de franquias traz as etapas e os prazos por formato.
Treinamento. Mantém as trilhas, treina franqueado e equipe e certifica antes da abertura.
Consultoria de campo e suporte. Visita, mede padrão, ajuda a corrigir e responde o dia a dia. É a função que mais pesa na percepção de valor do royalty.
Marketing. Cuida da marca, do fundo de propaganda e do material que o franqueado usa na praça dele.
Financeiro. Cobra royalties e fundo, controla inadimplência e mantém os balanços que a COF declara.
Jurídico de apoio. Escreve e revisa COF e contrato e acompanha marca e litígios.
Formatação, jurídico e registro de marca costumam ser contratados fora; treinamento, suporte e supervisão raramente funcionam terceirizados, porque são o produto que o franqueado compra. E há uma peça que não é opcional: o sistema de gestão. O padrão só se replica se estiver em um sistema que a unidade franqueada usa desde o dia 1, com manual, checklist, chamados e indicadores no mesmo lugar. Escolher o sistema depois da terceira unidade significa migrar rede em operação, que é sempre mais caro.
A cadência que segura a rede. Junto das funções, combine desde o início o ritmo: visita de campo com relatório, reunião mensal de indicadores, comunicado oficial com confirmação de leitura e um canal único de chamados com prazo de resposta. Rede pequena sobrevive ao improviso por um tempo, mas o franqueado julga a franqueadora pela previsibilidade do suporte, e previsibilidade é rotina combinada, não boa vontade.
A formatação leva de 6 a 12 meses, como referência de mercado, e várias etapas correm em paralelo. A tabela mostra a sequência, o entregável e quem costuma responder por cada uma.

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| Etapa | Entregável | Quem faz | Prazo típico |
|---|---|---|---|
| 1. Diagnóstico e teste de franqueabilidade | Nota dos 12 critérios e plano de correção | Sócios e time de gestão | 2 a 4 semanas |
| 2. Modelagem do negócio e do formato | Modelo de franquia, formato da unidade e perfil de franqueado | Sócios com apoio externo | 4 a 8 semanas |
| 3. Modelagem financeira | Taxa inicial, royalties, fundo, investimento e payback do franqueado | Financeiro com apoio externo | 4 a 6 semanas |
| 4. Documentação e treinamento | Manuais e trilhas com carga horária e custo | Operações e treinamento | 8 a 12 semanas |
| 5. Jurídico: COF, contrato e marca | COF com os 23 itens, contrato-padrão e pedido no INPI | Jurídico | 6 a 10 semanas, em paralelo |
| 6. Estrutura e sistema da franqueadora | Funções nomeadas e sistema de gestão implantado | Sócios e gestão | 6 a 10 semanas, em paralelo |
| 7. Plano de expansão inicial e material de venda | Praças prioritárias, funil e material do candidato | Expansão | 4 a 6 semanas |
| 8. Piloto revalidado e primeira oferta | Piloto rodando com o novo padrão e COF entregue ao primeiro candidato | Todos | 2 a 4 semanas |
Duas etapas costumam ser subestimadas. A documentação, porque escrever manual exige alguém dedicado e a operação nunca tem folga; e a revalidação do piloto, porque o modelo formatado quase sempre muda alguma coisa na unidade original, e vender antes de testar a mudança é transferir o risco para o primeiro franqueado. O plano de praças da etapa 7 está detalhado no guia de expansão de franquias, e o material de venda e o processo de seleção, no guia de como vender franquias.
O custo da formatação tem seis componentes, e cada um varia com o porte da operação e com quanto a empresa faz em casa. Esta página não traz cifra: não existe fonte pública confiável para isso e número inventado atrapalha a decisão.
1. Consultoria de formatação, quando contratada, que costuma responder por modelagem de negócio e financeira. 2. Jurídico e marca, com a redação da COF e do contrato e o pedido no INPI. 3. Documentação e treinamento, incluindo quem escreve os manuais e produz a trilha. 4. Sistema de gestão, que passa a ser custo recorrente da franqueadora. 5. Time dedicado, que é o maior item quando a empresa contrata para as funções novas. 6. Revalidação do piloto, com as adequações que o modelo formatado exigir.
A regra prática: com a modelagem certa, o custo da formatação se paga com as primeiras taxas iniciais. Se a conta só fecha depois de vinte unidades, o problema não é o custo, é a modelagem. Para estimar, levante os seis componentes com orçamento real da sua praça e compare com a taxa inicial que a etapa 3 definiu.
Os erros abaixo têm a mesma raiz: vender antes de o modelo estar pronto para ser repetido.
1. Franquear sem piloto lucrativo. Sem 12 meses de lucro com a DRE fechada, não há o que replicar.
2. Copiar taxa e royalties do concorrente. A conta precisa sair da DRE da sua unidade.
3. Vender a primeira franquia para quem apareceu. O primeiro franqueado vira referência da rede, para o bem e para o mal.
4. Escrever os manuais depois da venda. O franqueado que abre sem manual cria o próprio padrão.
5. Ofertar com a marca sem pedido no INPI. Contraria o art. 1º, §1º, e aparece na COF (art. 2º, XIV).
6. Franqueadora sem time de suporte. Royalty sem contrapartida é a primeira reclamação do conselho de franqueados.
7. Escolher o sistema de gestão depois da terceira unidade. Migrar rede em operação custa mais do que implantar antes da primeira.
8. Prometer faturamento. A lei não proíbe informar resultados reais na COF, mas promessa de retorno é o caminho mais curto para a anulação por informação falsa (art. 4º).
9. Tratar a COF como papelada. Ela é o documento que estrutura a venda, com prazo e sanção próprios (art. 2º, §§1º e 2º).
10. Expandir antes de aprender com as três primeiras unidades. As três primeiras existem para corrigir o modelo, não para bater meta.
A formatação produz documentos e processos que precisam de um lugar para viver, e esse lugar é o sistema que a rede vai usar com o primeiro franqueado. Na SULTS, o padrão da unidade piloto vira Checklist com evidência e nota; os manuais ficam no Disco Virtual, com versão e data; as trilhas e as certificações ficam na Universidade Corporativa, com a carga horária que a COF declara; e o funil de candidatos, com a entrega da COF registrada, fica no CRM de Expansão. A implantação da primeira unidade nasce de um cronograma modelo, o que faz a segunda abrir mais rápido que a primeira. A visão completa dos módulos para redes de franquia está em software para franquias.
Monte a franqueadora antes da primeira venda
Manuais, trilhas, checklists e funil de candidatos prontos no dia em que o primeiro franqueado assinar, na mesma plataforma que a rede vai usar depois.
Significa autorizar terceiros a operar o seu modelo sob a sua marca, com método, suporte e remuneração direta ou indireta, na definição do art. 1º da Lei 13.966/2019. A empresa passa a ter dois clientes: o consumidor e o franqueado. Redes que crescem assim organizam manuais, treinamento e supervisão em uma plataforma como a SULTS.
Na filial, o capital, a equipe e o risco são da empresa, e o controle é total. Na franquia, o capital e a operação são do franqueado, e a empresa entrega modelo, marca e suporte, sob as regras do art. 1º da lei. As duas exigem padrão verificável, que é o que a SULTS acompanha por checklist e indicadores.
Quando o modelo dá lucro sem o dono presente, os processos estão documentados, a marca está protegida e há caixa e time para sustentar a franqueadora. O teste de franqueabilidade em 12 critérios desta página dá a leitura. Os manuais e trilhas que o teste cobra ficam registrados na SULTS desde a formatação.
A lei não exige número mínimo de unidades. O que sustenta a venda é a prova de que o modelo funciona: uma unidade piloto lucrativa por 12 meses seguidos, com DRE fechada. Uma segunda unidade ajuda a testar a replicação, e a SULTS mede as duas com o mesmo checklist para comparar padrão e resultado.
Franqueabilidade é a capacidade de o negócio ser replicado por um terceiro, com o mesmo resultado, em outra praça. Avalia-se por critérios objetivos: lucro do piloto, margem, documentação, independência do dono, marca e capital. O teste de 12 critérios desta página pontua cada um, e as evidências ficam organizadas na SULTS.
Franquia de negócio formatado e de produto e marca, em formatos como loja de rua, shopping, quiosque, contêiner, home based e microfranquia, além de rede mista, master franquia e subfranquia (art. 5º) e conversão de operadores. Cada formato precisa do próprio modelo de implantação e da própria trilha, que na SULTS ficam separados por tipo de unidade.
A partir do custo real de colocar uma unidade em operação: seleção, treinamento, apoio à implantação e transferência de know-how, dentro do que o perfil de investidor aceita pagar. Todas as taxas, com base de cálculo, vão para a COF (art. 2º, VIII e IX). O que a SULTS faz é registrar a COF entregue e a versão vigente em cada negociação.
Pelo custo da estrutura que atende a rede todo mês, dividido pela expectativa de faturamento por unidade, respeitando a margem que mantém o franqueado viável. A base de cálculo é declarada na COF (art. 2º, IX). O suporte que justifica o royalty, como visitas e chamados, fica registrado na SULTS e vira evidência de contrapartida.
É o recurso arrecadado da rede para marketing da marca, com destinação definida e prestação de contas. A COF precisa informar a existência do fundo, as regras e os poderes de quem o administra (art. 2º, XX). Comunicados e atas do conselho de franqueados ficam registrados na SULTS, com confirmação de leitura.
Depende de seis componentes: consultoria, jurídico e marca, documentação e treinamento, sistema de gestão, time dedicado e revalidação do piloto. Esta página não publica cifra porque não há fonte confiável que sirva para redes diferentes. O custo do sistema, no caso da SULTS, é conhecido antes da formatação começar.
De 6 a 12 meses, como referência de mercado, com as etapas de jurídico e estrutura correndo em paralelo com a documentação. A tabela das 8 etapas desta página mostra o prazo típico de cada uma. Redes que já implantam o sistema durante a formatação, como a SULTS, chegam à primeira venda com manuais e trilhas publicados.
Não é obrigatório por lei. Modelagem financeira, redação da COF e do contrato e registro de marca são as frentes em que empresas costumam buscar apoio externo; documentação, treinamento e suporte raramente funcionam terceirizados. A SULTS não presta consultoria de formatação: entra como o sistema em que o modelo formatado passa a viver.
A marca, com titularidade ou pedido depositado no INPI, ou autorização do titular (art. 1º, §1º), e a situação de marcas, patentes e cultivares vai declarada na COF (art. 2º, XIV). Os números dos processos e os documentos ficam versionados no Disco Virtual da SULTS, junto com a COF e o contrato-padrão.
A Circular de Oferta de Franquia reúne 23 informações obrigatórias sobre a franqueadora e a franquia (art. 2º) e é entregue ao candidato no mínimo 10 dias antes de qualquer assinatura ou pagamento (art. 2º, §1º). Vale desde a primeira oferta. No CRM de Expansão da SULTS, a entrega fica registrada com versão, data e destinatário.
Manual de operações, de implantação, de marca e de gestão, mais o programa de treinamento com duração, conteúdo e custo, que a COF declara (art. 2º, XIII), e o contrato-padrão anexado à COF (art. 2º, XVI). Todos com versão e data, o que na SULTS fica controlado no Disco Virtual e na Universidade Corporativa.
Sete funções com dono, ainda que acumuladas: expansão, implantação, treinamento, consultoria de campo e suporte, marketing, financeiro e jurídico de apoio. O que não pode é uma delas ficar sem responsável. A SULTS dá a cada função o próprio módulo, o que permite equipe pequena atender rede crescente.
O número certo é o que a estrutura consegue implantar e suportar com qualidade, e para a maioria das redes novas isso significa poucas unidades, escolhidas em praças prioritárias. As três primeiras servem para corrigir o modelo. O painel de implantações da SULTS mostra quantas aberturas a rede consegue conduzir ao mesmo tempo.
É o modelo em que um parceiro recebe o direito de desenvolver a marca em uma região ou país, subfranqueando unidades. A lei estende ao subfranqueador e ao subfranqueado tudo o que vale para franqueador e franqueado (art. 5º). O master usa a mesma estrutura de manuais, trilhas e checklists da rede, que na SULTS fica separada por hierarquia de unidades.
Procure o que a rede vai precisar no ano 3, não no mês 1: manual vivo, checklist de padrão, chamados com prazo, treinamento certificado, funil de expansão com COF e indicadores por unidade. Trocar de sistema com a rede em operação custa mais do que implantar antes. A SULTS reúne esses +25 módulos integrados em uma plataforma.
A SULTS não formata a franquia: ela hospeda o resultado da formatação. Manuais versionados, trilhas com certificado, checklists de padrão, funil com controle da COF e cronograma de implantação ficam prontos antes da primeira venda, e a rede cresce sem trocar de sistema. É a plataforma usada por +1.750 marcas em +92 mil unidades.
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Veja como empresas de diferentes segmentos transformaram sua operação

Adriano Bicalho
co-CEO da Casa do Construtor"O SULTS criou uma centralização que mostra, de forma clara, objetiva e detalhada, como funcionamos."

Andrea Kohlrausch
Presidente da Bibi Calçados"A SULTS unificou diversas ferramentas em uma única plataforma, centralizando toda a operação."

Renan Reis
Fundador e CEO da Farmelhor"Para as empresas que ainda não usam o SULTS, saibam que ela é fundamental para o crescimento e desenvolvimento."












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