Treinamento de franqueados: como montar o programa da rede, do contrato à operação
Treinamento de franqueados: o que a lei exige, onboarding antes de abrir, equipe por cargo, certificação como condição, métricas e o programa da rede.
Treinamento de franqueados: o que a lei exige, onboarding antes de abrir, equipe por cargo, certificação como condição, métricas e o programa da rede.
Treinamento de franqueados é o programa pelo qual a franqueadora habilita o franqueado, o gerente e a equipe da unidade a operar no padrão, do contrato assinado à operação contínua. Em uma rede franqueada ele não é benefício de recursos humanos: é obrigação declarada na COF e condição para a unidade abrir e continuar no padrão.
Guia para franqueadoras: o que a Lei de Franquias exige declarar sobre treinamento, o que muda quando quem aprende é dono do negócio, o onboarding antes de inaugurar, a equipe da unidade por cargo, a certificação como condição de abertura, as métricas e um programa em uma página para copiar.
Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o franchising brasileiro fechou 2025 com 202.444 operações e taxa de abertura de 18,0%. São dezenas de milhares de equipes novas por ano para treinar, quase sempre contratadas por donos diferentes, em cidades diferentes. É esse problema que o programa resolve. Este guia faz parte do guia de gestão de franquias, que reúne os sete pilares da operação de uma rede.
| Em resumo |
|---|
| A COF precisa declarar duração, conteúdo e custos do treinamento do franqueado e da equipe (art. 2º, XIII). |
| A janela entre o contrato e a inauguração é onde o franqueado aprende de verdade. |
| A equipe da unidade é contratada pelo franqueado e troca, então o treinamento dela é contínuo e por cargo. |
| A certificação só vale como condição se estiver no contrato e no manual. |
| A rede que roda o programa em um sistema único registra data, nota e certificado por pessoa e enxerga a rede inteira. |
O programa tem três públicos e quatro fases. Os públicos: o franqueado, que responde pelo negócio; o gerente, que conduz a operação no dia a dia; e a equipe da unidade, que atende o cliente. As fases: contrato assinado, pré-abertura, abertura e operação contínua.

A base legal é direta. A COF precisa descrever o que a franqueadora oferece em treinamento do franqueado e de seus funcionários, com duração, conteúdo e custos (art. 2º, XIII). O treinamento não caracteriza vínculo empregatício nem relação de consumo entre franqueadora e franqueado ou os empregados dele (art. 1º). E a omissão ou a informação falsa na COF permite ao franqueado arguir anulabilidade ou nulidade e exigir a devolução corrigida do que pagou (art. 4º).
Daí sai a regra que organiza tudo o que vem a seguir: o programa que a rede pratica precisa ser o que a COF declarou. Declarar um treinamento de quatro semanas e entregar dois dias de apresentação é risco jurídico, não só decepção. O guia da Lei de Franquias detalha esse e os demais incisos que a franqueadora precisa cumprir.
As quatro fases, em uma frase cada. No contrato assinado, o franqueado entra na formação e aprende o negócio antes da obra tomar a agenda dele. Na pré-abertura, ele pratica em unidade em operação e a equipe recebe a trilha do cargo. Na abertura, a certificação da equipe mínima é conferida antes da data. E na operação contínua o programa vira rotina, disparada por reciclagem, lançamento, inspeção e troca de gente.
Seis diferenças mudam o desenho do programa, e todas vêm do mesmo fato: quem aprende não é empregado da franqueadora.
Deslize a tabela para consultar todas as colunas
| Diferença | O que muda no programa |
|---|---|
| Quem aprende é dono e responde por resultado | O conteúdo precisa mostrar o porquê, não só o passo a passo, porque o franqueado decide se aplica |
| A equipe é contratada e desligada pelo franqueado | A trilha é por cargo e roda sozinha a cada contratação, sem turma e sem instrutor |
| Não existe hierarquia de RH | A obrigação vem do contrato e do manual, não da chefia; o que não está escrito não é exigível |
| A franqueadora precisa comprovar, não só oferecer | Data, nota e certificado por pessoa viram evidência do que a COF declarou |
| O custo é declarado e cobrado ou absorvido | A conta precisa estar na COF, com o que é do franqueado e o que é da rede |
| O indicador é de rede, não de pessoa | A matriz acompanha cobertura por unidade e conformidade, não desempenho individual |
A referência mais antiga disso é o McDonald's, que criou a Hamburger University em 1961 para treinar operadores das unidades franqueadas antes de eles assumirem a loja. A ideia por trás continua valendo em qualquer rede: treinamento tratado como condição de operação, e não como curso opcional.
Há uma consequência prática dessas seis diferenças: em rede franqueada, o treinamento precisa convencer, e não apenas informar. O franqueado segue o que entende que protege o resultado dele, então cada procedimento cobrado rende mais quando vem com o motivo e com o efeito na operação. É a diferença entre uma rede que discute padrão toda semana e uma rede em que o padrão se explica sozinho.
Começa no contrato assinado e termina com a certificação, antes da inauguração. A duração é a que a COF da rede declara: carga horária não é referência de mercado, é decisão de cada franqueadora, e este guia não inventa número.
Deslize a tabela para consultar todas as colunas
| Formato | O que o franqueado precisa dominar antes de abrir | Formato do treinamento |
|---|---|---|
| Quiosque de revenda | Produto, atendimento, caixa e reposição | A distância, com prática supervisionada curta |
| Loja de shopping | Produto, equipe, metas, rotina de shopping e visual | A distância mais imersão na matriz |
| Loja de rua | Produto, equipe, compras, marketing local e financeiro | A distância, imersão e prática em unidade-escola |
| Alimentação com cozinha | Ficha técnica, segurança de alimentos, produção, custo e equipe | Prática supervisionada obrigatória em unidade-escola |
O que é unidade-escola. É uma unidade em operação, própria ou de um franqueado parceiro, preparada para receber quem está em treinamento: alguém responsável por acompanhar, roteiro do que precisa ser praticado e avaliação ao final. Toda rede com produção, manipulação ou serviço técnico precisa de pelo menos uma; redes de revenda simples costumam resolver com prática curta na própria unidade nova.
O treinamento é uma das etapas do cronograma de abertura, e é por isso que ele aparece com data e responsável no guia de implantação de franquias: quando fica fora do cronograma, vira a tarefa que cede espaço para a obra.
A ordem importa tanto quanto o conteúdo. O franqueado que aprende a operação antes de entender o negócio decora procedimento e não sabe decidir quando a realidade foge do manual. A sequência abaixo resolve isso, com prova em cada etapa e intervalo entre elas.

1. Negócio e marca. História, proposta de valor, público, posicionamento e o que a rede não faz. É a etapa que dá contexto a todas as outras.
2. Manuais e sistema. Onde está cada procedimento, como o manual é atualizado e como usar a plataforma da rede no dia a dia. O guia do manual de franquia mostra a estrutura dos volumes que o franqueado vai consultar.
3. Operação do produto ou serviço. O que a unidade entrega, com o padrão detalhado, incluindo o que costuma dar errado e como corrigir.
4. Gestão de pessoas, financeira e de compras. Contratar, escalar, acompanhar caixa, precificar dentro da política da rede e comprar dos fornecedores homologados. É a etapa que mais separa franqueado que sobrevive de franqueado que sofre.
5. Prática supervisionada. Dias dentro de uma unidade em operação, com roteiro e alguém responsável por acompanhar.
6. Prova final e certificação. Avaliação com nota mínima e certificado registrado, que é a evidência de que a etapa aconteceu.
Quando o franqueado atrasa. A etapa seguinte não abre, o consultor de campo é acionado para entender o motivo e a data de inauguração é revista. Funciona porque a consequência é objetiva e foi combinada antes, no contrato e no manual, e não porque alguém cobrou mais forte.
Cada etapa com prova própria. A avaliação por etapa serve para duas coisas: mostra à franqueadora onde o conteúdo não está claro, quando muita gente erra a mesma questão, e impede que o franqueado chegue à prática sem a base. Prova única no fim do programa só revela o problema quando não há mais tempo de corrigir.
O intervalo entre etapas não é atraso. Ele existe para o franqueado aplicar o que viu, preparar a documentação da unidade e chegar à etapa seguinte com dúvida real. Programa inteiro empilhado em uma semana produz certificado e nenhuma mudança de comportamento.
A equipe da unidade é contratada, gerida e desligada pelo franqueado, e a rotatividade do balcão é regra, não exceção. O programa precisa ser desenhado para repetir sem custo de instrutor, e isso significa trilha por cargo disparada no cadastro da pessoa.
Comece pelo cargo mais numeroso. Em quase toda rede é o atendente ou o operador de loja. É o cargo que mais troca, o que mais fala com o cliente e o que mais aparece na inspeção. Uma trilha boa para ele muda o indicador da rede inteira; uma trilha para diretoria não muda nada.
O treinamento começa no cadastro. Quem entra em novembro recebe o mesmo conteúdo de quem entrou em março, no primeiro dia, sem depender de a franqueadora abrir turma. A matriz de treinamento mostra como desenhar quais conteúdos cada cargo precisa concluir.
A unidade abre com a equipe de abertura certificada. Não é a equipe inteira em um mundo ideal: é o conjunto mínimo que a rede definiu como condição, conferido antes da data.
Franqueado e gerente são multiplicadores. A trilha do gerente inclui como acompanhar a equipe, corrigir no momento e usar o material da rede no treinamento do dia a dia. Sem isso, o conteúdo chega ao balcão só pela plataforma, e a prática não acontece.
O efeito é cumulativo: rede que trata rotatividade como parte do processo repõe conhecimento em dias; rede que trata como imprevisto perde padrão a cada saída.
O conteúdo da equipe é curto e prático. Módulos de poucos minutos, com o passo a passo do que a pessoa faz no turno, funcionam melhor do que aula longa: a equipe estuda entre um movimento e outro, muitas vezes pelo celular. Deixe o conteúdo extenso para a trilha de gestão, em que quem aprende tem agenda para isso. O mesmo método, do lado da rede própria, está no guia de treinamento de equipe de loja própria.
A franqueadora pode exigir o que estiver no contrato e no manual, coerente com o que a COF declarou. É o inciso XIII do art. 2º que obriga a descrever o treinamento oferecido, com duração, conteúdo e custos, e é o inciso XVIII que traz as penalidades aplicáveis ao descumprimento.

Três condições comuns e onde elas se apoiam. Certificação antes da inauguração, prevista no contrato e conferida no cronograma de implantação. Certificação em dia como condição de renovação, sabendo que prazo e condições de renovação são item obrigatório da COF (art. 2º, XXII). E trilha concluída como condição para o multifranqueado receber uma unidade nova. Se a rede exige que o franqueado opere pessoalmente a unidade, isso também está declarado na COF (art. 2º, VII), e o treinamento dele deixa de ser opcional.
O que sustenta a exigência é o registro. Data, nota e certificado por pessoa resolvem a conversa difícil sem discussão de memória, tanto para liberar uma inauguração quanto para justificar uma penalidade.
O que não fazer. Exigir o que não foi declarado na COF, porque aí a cobrança não tem base. E tratar o treinamento como instrumento de subordinação sobre a equipe do franqueado, já que a lei afasta o vínculo empregatício (art. 1º). Cada decisão contratual aqui precisa passar pelo jurídico da rede; este guia mostra o processo, não substitui parecer.
Como a exigência se comunica. A condição precisa chegar ao franqueado antes de valer: no material da venda, na COF, no contrato e de novo no manual, com a mesma redação. Condição anunciada por mensagem, semanas antes da inauguração, soa como invenção de última hora, mesmo quando está certa.
Depois da abertura, o treinamento deixa de ser projeto e vira rotina disparada por quatro gatilhos.

Reciclagem é refazer o conteúdo essencial de um cargo para manter o padrão, e ela tem dois disparadores. O primeiro é periódico, definido pela rede para os temas críticos, como segurança de alimentos, atendimento e uso do sistema. O segundo é por reprovação: quem não atinge a nota mínima refaz o conteúdo antes de nova tentativa. A periodicidade é decisão da franqueadora, escrita no manual e declarada junto do programa.
Lançamento e mudança de processo. Produto novo, campanha, mudança de procedimento ou de sistema entram como módulo curto, atribuído aos cargos afetados, com prazo. Comunicado sem material de apoio produz execução diferente em cada unidade.
Não conformidade repetida na inspeção. O item que reprova sempre aponta o conteúdo que falta. É o gatilho mais barato de todos, porque a rede já tem o dado.
Troca de gerente ou de franqueado. Na troca de gerente, a trilha do cargo roda de novo; no repasse da unidade, o comprador faz o onboarding completo, como descreve o guia de repasse de franquia.
Multifranqueado e gerente-líder. Quem opera várias unidades precisa de trilha própria: delegação, gestão de gerentes, leitura de indicador comparado e rotina de visita às próprias lojas. É conteúdo de gestão, não repetição do onboarding da primeira unidade, e faz parte do que o guia de multifranqueados descreve como estrutura do grupo.
A convenção anual entra como complemento: serve para alinhar estratégia e reconhecer resultado, e não substitui o programa que roda o ano inteiro.
Oito indicadores mostram se o programa funciona, e nenhum deles é quantidade de horas.

1. Cobertura. Unidades com toda a equipe em dia sobre o total. Alerta: cobertura alta na média com um grupo de unidades sempre atrasado.
2. Tempo até a certificação do franqueado. Dias entre o contrato e o certificado. Alerta: crescimento do prazo enquanto o número de contratos aumenta.
3. Aprovação na primeira tentativa. Aprovados na primeira prova sobre total de avaliados. Alerta: taxa muito alta sugere prova fácil; muito baixa, conteúdo mal explicado.
4. Prazo de conclusão do recém-contratado. Dias entre o cadastro na unidade e a conclusão da trilha do cargo. Alerta: acima de duas semanas para cargos de atendimento.
5. Unidades abertas com equipe certificada. Percentual das inaugurações do período. Alerta: qualquer exceção repetida, porque exceção vira regra.
6. Reciclagem em dia. Pessoas com o conteúdo periódico dentro do prazo definido pela rede.
7. Diferença de conformidade entre unidades em dia e atrasadas. Compara a nota média de checklist dos dois grupos. É o número que mostra à diretoria que treinamento tem efeito, desde que lido como correlação e não como causa automática.
8. Custo por pessoa treinada. Investimento do programa dividido pelas pessoas certificadas no período.
A capacitação também entra como uma das dimensões do desempenho da unidade em performance de franqueados, o que tira o treinamento do canto de área de apoio e coloca no painel que a rede discute todo mês.
Como ler os números sem exagerar. A relação entre treinamento e conformidade é de correlação: unidades em dia costumam ir melhor, e isso não prova sozinho que o treinamento causou a diferença, porque quem cuida do treinamento normalmente cuida do resto. O uso honesto do dado é como pista: olhe as unidades que fogem do padrão nos dois sentidos, as em dia com conformidade baixa e as atrasadas com conformidade alta, porque elas explicam mais do que a média.
Este é o modelo para copiar: uma linha por fase, com público, janela, conteúdo, formato, prova e evidência. O exemplo está preenchido para uma loja de rua com franqueado operador e cinco pessoas de equipe. A coluna de duração aparece como a declarada na COF da rede, porque carga horária é decisão de cada franqueadora.
Deslize a tabela para consultar todas as colunas
| Fase | Público | Janela | Conteúdo e formato | Prova ou condição | Evidência e responsável |
|---|---|---|---|---|---|
| Contrato assinado | Franqueado | Primeiras duas semanas | Negócio, marca, manuais e sistema, a distância; duração declarada na COF | Prova por etapa | Conclusão registrada; treinamento |
| Pré-abertura | Franqueado | Da terceira semana até 30 dias antes da abertura | Operação, gestão de pessoas, financeiro e compras, mais imersão | Prova final | Certificado do franqueado; treinamento |
| Pré-abertura | Franqueado | Últimas semanas antes da abertura | Prática supervisionada em unidade-escola | Avaliação do supervisor | Relatório de prática; consultoria de campo |
| Abertura | Equipe da unidade | Duas semanas antes da inauguração | Trilha do cargo, a distância, mais prática na loja | Certificação da equipe de abertura | Certificados por pessoa; franqueado e treinamento |
| Primeiros 90 dias | Franqueado e equipe | Semanas 1 a 12 depois de abrir | Ajustes de padrão puxados da inspeção e dos chamados | Plano de ação concluído | Checklist e plano de ação; consultoria de campo |
| Operação contínua | Todos os cargos | O ano inteiro | Reciclagem periódica, lançamentos e mudanças de processo | Prova de reciclagem | Registro por pessoa; treinamento |
Três colunas desse programa, conteúdo, duração e custo, são exatamente o que a COF precisa declarar (art. 2º, XIII). Por isso o programa preenchido vira a base do anexo de treinamento da COF, e não um documento paralelo que ninguém compara com o que foi declarado. Para desdobrar o programa por cargo, o caminho é a matriz de treinamento.
Como usar o modelo. Preencha primeiro a coluna de evidência: ela obriga a rede a decidir o que conta como treinamento feito, e é onde os programas informais se revelam. Depois ajuste as janelas ao cronograma real de abertura da sua rede, que o guia de implantação de franquias detalha por formato. Só então escreva a duração, que é o número que vai para a COF e que a rede precisa cumprir.
Todos os erros abaixo aparecem na inspeção antes de aparecerem no relatório de treinamento.
1. Treinar só na convenção. Uma vez por ano não sustenta uma operação que troca de gente todo mês.
2. Entregar PDF e chamar de treinamento. Sem avaliação, não há como saber quem aprendeu.
3. Treinar o franqueado e esquecer a equipe. Quem atende o cliente é a equipe.
4. Abrir a unidade sem a equipe certificada. Os primeiros clientes são os que mais falam da experiência.
5. Não registrar data, nota e certificado. Sem evidência, a exigência não se sustenta e a COF fica sem lastro.
6. Conteúdo sem dono e sem data de revisão. Material velho ensina o padrão anterior.
7. Não repetir para quem entra depois. A pessoa contratada fora da janela de abertura aprende com o colega, e o padrão se dilui.
8. Tratar o multifranqueado como franqueado de primeira unidade. O desafio dele é gestão de gerentes, não operação de balcão.
9. Medir conclusão em vez de aprendizado e resultado. Cem por cento de conclusão com conformidade caindo é sinal de prova fácil.
10. Praticar um programa diferente do que a COF declarou. É o erro que custa mais caro, porque vira discussão jurídica (art. 4º).
O programa descrito aqui depende de três automatismos: a formação do franqueado abrir com o contrato, a trilha da equipe nascer no cadastro e a evidência ficar registrada por pessoa. Na SULTS, o franqueado aprovado no funil de expansão entra na formação de onboarding no dia da assinatura, sem recadastro; o franqueado cadastra a pessoa na unidade e a trilha do cargo já chega atribuída; prova, nota e certificado ficam na ficha de cada um; e a não conformidade repetida no checklist aponta o módulo que a rede precisa reforçar. A franqueadora acompanha conclusão por unidade, e o franqueado acompanha a equipe dele. Os recursos estão em plataforma de treinamento para redes de franquias.
O programa de treinamento da rede rodando sozinho
Onboarding que abre com o contrato, trilha por cargo no cadastro, prova e certificado registrados e painéis por unidade.
É o programa pelo qual a franqueadora habilita franqueado, gerente e equipe a operar no padrão, do contrato assinado à operação contínua. Ele é obrigação declarada na COF, com duração, conteúdo e custos (art. 2º, XIII). Redes que usam a SULTS mantêm esse programa registrado por pessoa, com data, nota e certificado.
Que a COF descreva o treinamento oferecido ao franqueado e aos funcionários dele, com duração, conteúdo e custos (art. 2º, XIII), e que o treinamento não caracterize vínculo empregatício (art. 1º). Praticar programa diferente do declarado abre o risco do art. 4º. A evidência de cada entrega fica registrada na SULTS.
No dia em que o contrato é assinado. A janela entre contrato e inauguração é a única em que o franqueado tem tempo e atenção para aprender; depois da abertura, a operação toma o dia. Na SULTS, a formação de onboarding abre com os dados vindos do funil de expansão, sem novo cadastro.
A duração é a que a COF da rede declara, e varia com o formato: quiosque de revenda exige menos do que uma operação com cozinha. Este guia não sugere carga horária porque ela é decisão de cada franqueadora. O importante é que o tempo praticado seja o tempo declarado, o que a SULTS ajuda a comprovar.
Em seis etapas com prova própria: negócio e marca; manuais e sistema; operação; gestão de pessoas, financeira e compras; prática supervisionada; prova final e certificação. A etapa seguinte só abre com a anterior concluída. A mecânica dessa sequência está na plataforma de treinamento para redes de franquias da SULTS.
Pode exigir o que estiver no contrato e no manual, coerente com o que a COF declarou sobre treinamento (art. 2º, XIII) e com as penalidades previstas (art. 2º, XVIII). O que não foi declarado não é exigível. O registro de conclusão na SULTS é o que sustenta a cobrança sem discussão de memória.
Com trilha por cargo atribuída no cadastro feito pela própria unidade, o que dispensa turma e instrutor a cada contratação. A franqueadora entrega o conteúdo e acompanha a conclusão; o franqueado gerencia a equipe dele. Na SULTS, o franqueado cadastra a pessoa e o conteúdo do cargo já chega atribuído.
Tratando a reposição como rotina: trilha do cargo pronta, disparada no cadastro, com conteúdo curto e prova. Assim a unidade repõe conhecimento em dias, e não em meses. O programa da SULTS foi desenhado para repetir sem custo adicional a cada nova contratação.
A etapa seguinte não abre, o consultor de campo entra para entender o motivo e a data de inauguração é revista, se a certificação for condição de abertura. A consequência precisa estar combinada antes, no contrato e no manual. Na SULTS, o atraso aparece no painel antes de virar problema de inauguração.
Pode, se a rede permitir, mas é a exceção que costuma virar regra. O caminho mais seguro é deixar a certificação da equipe de abertura como condição escrita no cronograma de implantação. Na SULTS, a conferência é direta, porque a evidência de conclusão está ligada à unidade.
Com trilha própria de gestão: delegação, acompanhamento de gerentes, leitura de indicadores comparados entre as unidades dele e rotina de visita. Repetir o onboarding da primeira unidade desperdiça o tempo dele. Na SULTS, o multifranqueado acessa o painel de cada unidade que opera.
Tirando o treinamento da dependência de quem conduz: conteúdo publicado, trilha por cargo, prova e certificado iguais para todos. É isso que faz a rede crescer sem diluir o padrão. A plataforma de treinamento da SULTS entrega o mesmo material a todas as unidades, com registro por pessoa.
Serve quando o contrato e a COF colocam a capacitação em dia entre as condições de renovação, que são item obrigatório da COF (art. 2º, XXII). O histórico por pessoa, com data e nota, é a evidência que sustenta a conversa. Na SULTS, esse histórico fica ligado à unidade e ao franqueado.
Com cobertura por unidade, tempo até a certificação do franqueado, aprovação na primeira tentativa, prazo de conclusão do recém-contratado, unidades abertas com equipe certificada, reciclagem em dia, diferença de conformidade entre unidades em dia e atrasadas, e custo por pessoa treinada. Os oito ficam no painel da SULTS.
A visita mostra o que a unidade não executa, e isso vira conteúdo: o item que reprova sempre aponta o módulo que falta. Do outro lado, o consultor chega sabendo o que aquela equipe já concluiu. Como checklist e treinamento ficam na mesma plataforma na SULTS, esse ciclo é direto.
Dos dados que a operação já produz: não conformidades repetidas na inspeção, chamados que voltam toda semana, erros que aparecem nas reclamações de cliente e mudanças de processo recém-publicadas. É a fila de conteúdo mais barata que existe, e na SULTS ela sai dos próprios relatórios da rede.
No mesmo programa e na mesma plataforma, com trilhas diferentes por público e por cargo. Separar em sistemas distintos cria duas verdades sobre o padrão e impede a franqueadora de enxergar a unidade como um todo. Na SULTS, os dois públicos convivem com permissões diferentes. O programa que abriga os dois está no guia de educação corporativa.
É uma unidade em operação preparada para receber quem está em treinamento, com responsável, roteiro e avaliação ao final. Redes com produção, manipulação ou serviço técnico precisam de pelo menos uma; redes de revenda simples costumam resolver com prática curta. O registro da prática entra na ficha do aluno na SULTS.
Depende do que a COF declarar: o art. 2º, XIII, exige informar os custos do treinamento oferecido, e cada rede define o que está incluído na taxa inicial e o que é cobrado à parte, como deslocamento e hospedagem. O que não pode é cobrar o que não foi declarado. A SULTS mantém essas versões documentadas.
Por três passos: transformar o manual em módulos do cargo mais numeroso, colocar uma prova com nota mínima e passar a registrar conclusão por pessoa. Depois, ligar a certificação à inauguração. A plataforma de treinamento para redes de franquias da SULTS costuma ser implantada nessa ordem, começando pelo cargo que mais troca.
Cases de sucesso
Veja como empresas de diferentes segmentos transformaram sua operação

Adriano Bicalho
co-CEO da Casa do Construtor"O SULTS criou uma centralização que mostra, de forma clara, objetiva e detalhada, como funcionamos."

Andrea Kohlrausch
Presidente da Bibi Calçados"A SULTS unificou diversas ferramentas em uma única plataforma, centralizando toda a operação."

Renan Reis
Fundador e CEO da Farmelhor"Para as empresas que ainda não usam o SULTS, saibam que ela é fundamental para o crescimento e desenvolvimento."












Mais de 92 mil unidades gerenciadas em alimentação, saúde, educação, varejo, serviços, construção e indústria. De cinco a milhares de unidades, em qualquer segmento.
Solicitar demonstração









































Veja o SULTS funcionando na sua operação
Centralize e aumente a eficiência em toda operação.
Um especialista apresenta os módulos mais relevantes para o seu negócio.