Indicadores de rede de lojas: o que medir por loja e da rede, do same store sales à gestão à vista
Indicadores de rede de lojas: o que medir por loja e da rede, same store sales e base comparável, ticket, conversão, ruptura, cluster, ranking e gestão à vista.
Por Rodrigo CaetanoCEO da SULTS
Atualizado em Leitura estimada: 16 min
Uma rede de lojas acompanha dois grupos de indicadores: os de resultado, que vêm do caixa, e os de operação, que vêm da rotina, lidos em quatro cortes: loja, cluster, regional e rede. Os primeiros dizem o que aconteceu; os segundos explicam por quê, com semanas de antecedência.
O que muda em rede. Uma loja compara o mês com o mês anterior. Uma rede compara cada loja com ela mesma, com as parecidas e com o conjunto, e para isso precisa de base comparável, cluster e ranking.
Guia para quem responde pelo resultado de uma rede de lojas: o que medir por loja e da rede, same store sales com base comparável, ticket, conversão, venda por m², ruptura e conformidade, comparação por cluster, ranking justo, gestão à vista, reunião de resultados e o painel em uma página.
Uma fronteira antes de começar: os indicadores da franqueadora, como royalties e inadimplência, estão no post de KPIs para franquias; os oito números que o gerente vê todo dia estão no guia de gerente de loja em uma rede; este é o painel da rede.
Indicadores de rede de lojas: o que medir por loja e da rede, do same store sales à gestão à vista
Em resumo
Poucos indicadores, medidos do mesmo jeito em todas as lojas e visíveis todo dia.
Same store sales mede a rede sem o efeito das lojas novas, e a regra da base comparável precisa estar escrita.
Venda se lê junto com operação: conformidade, ruptura, planos de ação e turnover.
Cada loja se compara com o próprio cluster e com ela mesma, não com a rede inteira.
O painel da rede junta o ERP, o RH, a pesquisa e a plataforma de operações em uma página.
Quais são os indicadores de uma loja, e o que muda quando são 80 lojas
Os indicadores de uma loja são venda contra meta, ticket médio, itens por venda, conversão, venda por metro quadrado e por colaborador, ruptura, conformidade operacional, satisfação do cliente e turnover da equipe. Dez números resolvem a loja; o que muda em rede é como eles são produzidos e lidos.
Comparabilidade. A mesma fórmula e a mesma fonte em todas as lojas. Duas lojas que calculam ticket de jeitos diferentes não podem aparecer no mesmo ranking.
Corte. Todo indicador é lido em quatro níveis: loja, cluster, regional e rede. Sem os quatro, a média esconde a unidade que precisa de ajuda.
Efeito das aberturas. Rede que cresce vê a venda total subir mesmo com as lojas antigas caindo, e é por isso que existe o same store sales.
Os dois grupos. Resultado é o que aconteceu no caixa; operação é o que a loja fez para o caixa acontecer. A operação antecede o resultado em semanas: conformidade que cai hoje aparece na venda do trimestre seguinte.
Quantos indicadores. Dez a doze no painel da rede e cinco no quadro da loja. O limite não é estético: cada indicador precisa de fórmula escrita, fonte definida, dono e uma decisão associada, e nenhuma rede sustenta trinta conjuntos desses. Indicador sem decisão associada é relatório, e relatório ninguém lê duas vezes.
Same store sales: o que é, como calcular e o que sai da conta
Same store sales é a variação de venda das lojas que já existiam nos dois períodos comparados. Ele mede o desempenho da operação sem o efeito de abrir ou fechar loja, e por isso é o número que diz se a rede está melhorando ou apenas crescendo.
A fórmula em uma linha. Venda das lojas comparáveis no período, dividida pela venda das mesmas lojas no período equivalente do ano anterior, menos um.
A base comparável precisa estar escrita. A loja entra na base depois de 12 ou 13 meses completos de operação, e sai quando fecha, muda de endereço, muda de formato ou passa por reforma que a fecha por mais dias do que a regra da rede admite. O número de meses e o de dias são decisão de cada rede, e a regra vale para todos os períodos seguintes.
Dois exemplos de regra publicada. Na divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026, em 7 de maio de 2026, o McDonald's descreve vendas comparáveis como as de todos os restaurantes, próprios ou franqueados, em operação há pelo menos treze meses, incluindo os temporariamente fechados, e exclui o efeito cambial; as vendas comparáveis globais do trimestre foram de +3,8%. Na divulgação do terceiro trimestre fiscal de 2026, em 29 de julho de 2026, a Starbucks considera apenas lojas próprias abertas há 13 meses ou mais, também sem efeito cambial.
O que distorce o número. Calendário, com número diferente de sábados, Páscoa móvel e ano bissexto; inflação, que separa o nominal do real; canibalização, quando a loja nova da mesma praça tira venda da antiga e o total da rede não mostra; e mudança de horário de funcionamento.
A decomposição que vira ação. Same store sales é fluxo multiplicado por ticket. A Starbucks divulgou o trimestre citado como +7,9%, decompostos em +4,2% de transações e +3,5% de ticket médio. Quando o número cai, a primeira pergunta é qual das duas metades caiu: se foi o fluxo, o problema é atração; se foi o ticket, é conversão, mix ou venda adicional.
Como apresentar. Rede, cluster e distribuição das lojas por quartil, sempre com a versão da regra de base ao lado. Em português, o indicador aparece como vendas em mesmas lojas ou vendas comparáveis, e a sigla usada é SSS.
Os indicadores de venda por loja: ticket, itens por venda, conversão, venda por metro quadrado e por colaborador
Cinco indicadores explicam quase toda a venda de uma loja, e cada um tem fórmula, fonte e periodicidade próprias. Todos saem do ERP e do PDV da rede, e nenhum deles é opinião.
Ticket médio. Venda do período dividida pelo número de cupons. É a resposta para como calcular ticket médio, e a armadilha é comparar formatos diferentes: quiosque e loja de rua não disputam o mesmo ticket. Leitura semanal.
Itens por venda, ou PA. Quantidade de itens dividida pelo número de cupons. É o indicador que o treinamento de venda adicional move mais rápido, e o primeiro a cair quando a equipe está reduzida.
Taxa de conversão. Cupons divididos pelo fluxo de entrada. Só existe onde há contador de fluxo; sem contador, a rede usa uma medição amostral de atendimentos ou simplesmente não usa o indicador, em vez de estimar.
Venda por metro quadrado. Venda dividida pela área de vendas, e não pela área total da loja. Exige cadastro de lojas com a metragem correta, e é o indicador que orienta cluster e decisão de ponto. A escolha de praças e formatos está no guia de expansão de lojas próprias.
Venda por colaborador ou por hora trabalhada. Venda dividida pelo número de pessoas ou pelas horas da escala do período. Exige a escala registrada, e é o indicador que dimensiona a equipe sem achismo.
Uma observação de vocabulário: indicadores de vendas, no sentido comercial, costuma significar funil, taxa de fechamento e ciclo. Este guia trata de loja física.
Os indicadores de operação: ruptura, conformidade, planos de ação, chamados, treinamento e turnover
Seis indicadores de operação antecipam o resultado, e todos saem da rotina que a loja já executa. A rede que só olha venda descobre o problema um mês depois da que olha operação.
Ruptura. Itens da curva A sem estoque na loja no momento da contagem, divididos pelo total de itens da curva. Venda perdida que não aparece em relatório de venda. Fonte no ERP ou na própria contagem do Checklist.
Conformidade operacional. A nota das auditorias e a execução do checklist diário, por loja e por ciclo, como registra a auditoria de lojas. A cobertura do programa e a nota por classe de unidade estão no guia de auditoria operacional, e a cobertura das inspeções técnicas, no guia de inspeção de qualidade. Os indicadores de qualidade e a análise crítica pela direção estão no guia de gestão da qualidade em rede. Em supermercados, a conformidade por setor é medida no programa de prevenção de perdas em supermercados.
Planos de ação concluídos no prazo. A taxa de resolução em Tarefas. A reincidência e a eficácia do tratamento estão no guia de não conformidade. A loja que acumula plano aberto é a próxima a cair no ranking de venda. Os indicadores operacionais por pilar, com fórmula, fonte e dono, estão no guia de gestão operacional.
Chamados abertos e tempo de resolução. Em Chamados. Equipamento parado é venda parada, e o tempo de resposta da matriz é um indicador da matriz, não da loja.
Turnover e absenteísmo. Fonte no RH. É o indicador que o gerente de loja em uma rede mais influencia, e o que mais custa quando sobe.
Giro de estoque fica de fora deste painel porque pertence ao pilar de compras e estoque. A nota do programa de cliente oculto entra como indicador de experiência, quando a rede tem um. Os indicadores de operação por unidade, região e período são os que a plataforma para grandes redes reúne.
Como comparar lojas de portes e praças diferentes: o cluster
Loja se compara com o próprio cluster e com ela mesma. Comparar a loja de rua do interior com a loja de shopping da capital produz ranking bonito e decisão errada.
Como clusterizar. Quatro critérios bastam: formato (rua, shopping, quiosque), faixa de área de vendas, praça (capital, interior, perfil do entorno) e maturidade, contada em meses de operação.
Quantos clusters. De quatro a oito para redes de 50 a 300 lojas, como referência. Cluster demais vira loja a loja; cluster de menos volta ao problema de comparar o que não se compara.
Metas relativas. Cada cluster tem a própria meta de crescimento, porque o ponto de partida é diferente: a loja pequena que cresce acima do cluster dela pode estar entregando mais do que a loja grande que cresce dentro do esperado.
O que não se compara. Loja nova com loja madura, e é por isso que existe a base comparável; loja em reforma; loja que mudou de horário no meio do período.
Onde o cluster mora. Em um campo do cadastro de lojas, com um dono que o mantém, ao lado da data de abertura, da área de vendas e do formato. Sem isso, o painel recalcula tudo errado a cada abertura. A estrutura da rede por porte está no guia de gestão de filiais e lojas próprias, e o grupo que opera marcas diferentes compara dentro de cada marca, como trata o guia de gestão de várias unidades.
Ranking de lojas que não esconde a loja fraca
Publique dois rankings: o de posição e o de evolução. O de posição absoluta premia sempre as mesmas lojas; o de evolução, que compara a loja com o próprio passado e com a meta do cluster, mostra quem está melhorando.
Sempre por cluster. Ranking sem corte de cluster é uma lista de formatos, não de desempenho.
O ranking de operação ao lado do de venda. Conformidade, planos no prazo e satisfação interna, medida no módulo de NPS, que na SULTS mede unidades e colaboradores da rede. A loja que vende bem e opera mal é a que vai cair no trimestre seguinte.
Quem vê o quê. O gerente vê a posição da loja dele e a do cluster; o regional vê as lojas da carteira; a diretoria vê os quartis. Venda com leitura semanal, operação por ciclo de auditoria.
O que nunca fazer. Publicar ranking individual de vendedor para a rede inteira e tratar o último quartil com exposição em vez de plano. A lista das últimas posições é pauta de apoio, e o papel do gerente nessa conversa está no guia de gerente de loja em uma rede.
Como apresentar sem gerar contestação. Publique junto com o ranking a fórmula usada, o período e o cluster de cada loja. A maior parte das discussões sobre ranking não é sobre desempenho, e sim sobre critério, e elas somem quando o critério está à vista antes do resultado.
Gestão à vista na loja: os cinco números que a equipe vê todo dia
Gestão à vista é tornar meta e resultado visíveis para quem faz o trabalho, no lugar onde ele acontece, atualizados todo dia. A prática nasceu no chão de fábrica e chegou ao varejo pelo mesmo motivo: quem não vê o número não muda o comportamento.
Os cinco números do quadro da loja. Venda do dia e do mês contra a meta; ticket médio; itens por venda; conversão, onde há contador de fluxo; e um indicador de operação da semana, como conformidade ou ruptura.
Quem atualiza e quando. O gerente, na abertura, e o quadro é comentado no briefing de cinco minutos com a equipe. Quadro atualizado uma vez por semana não é gestão à vista, é decoração.
O que não entra. Dado individual sensível, meta que a equipe não influencia e qualquer número além dos cinco. Quadro com quinze indicadores não é lido por ninguém.
Como começar. Papel e caneta antes de tela: o quadro escrito à mão funciona e mostra se a rotina pega antes de a rede investir em monitor. Na matriz e na regional, o equivalente é o painel da seção seguinte.
Como manter. O quadro entra na rotina de abertura do gerente, ao lado do checklist, e o regional confere na visita se ele está atualizado. Quadro desatualizado é o primeiro sinal de que a rotina da loja afrouxou, e costuma aparecer antes de qualquer número do painel da matriz.
O painel da diretoria e a reunião de resultados
Um nível, um painel. O gerente vê a loja dele; o regional vê as lojas da carteira contra o cluster; a diretoria vê a rede por cluster e por regional. O mesmo dado, cortes diferentes.
A cadência. Venda diária e semanal; operação a cada ciclo de auditoria; same store sales e painel completo uma vez por mês.
A reunião de resultados em 45 minutos. Cinco minutos para a rede; quinze para as exceções, que são as lojas fora do quartil e os indicadores de operação fora da meta; vinte para decisões, com responsável e prazo; e cinco para o que mudou desde a última reunião.
O que sai da reunião. Comunicado para a rede em Comunicados, tarefas para os regionais em Tarefas, com o método do post de plano de ação, e revisão de meta quando o cluster inteiro errou, o que costuma ser erro de meta e não de execução.
O que estraga a reunião. Reler o painel em voz alta. Se o número já foi publicado, a reunião existe para decidir sobre ele. A reunião do regional com os gerentes está no guia de gerente regional de lojas.
Quem participa. Operações, comercial, controladoria e as regionais, com o painel enviado com antecedência e lido antes. Convidar a rede inteira transforma decisão em apresentação, e a pauta das exceções deixa de caber nos quarenta e cinco minutos.
De onde vêm os dados: ERP e PDV, contador de fluxo, RH, pesquisa e a plataforma de operações
Nenhum sistema tem tudo, e o painel da rede junta as fontes. Antes de desenhar painel, vale escrever de onde vem cada número.
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De onde vêm os dados: ERP e PDV, contador de fluxo, RH, pesquisa e a plataforma de operações
Dado
Fonte
Venda, cupons, itens e estoque
ERP e PDV da rede
Fluxo de entrada
Contador de fluxo da loja
Área de vendas, formato, data de abertura e cluster
Cadastro de lojas
Headcount, turnover, absenteísmo e escala
Sistema de RH
NPS do cliente final
Ferramenta de pesquisa que a rede usa
Conformidade, planos de ação, chamados, treinamento, comunicados e satisfação interna
Plataforma de operações
A parte que costuma faltar. A plataforma de operações não calcula venda, mas pode mostrar o dashboard do BI da rede ao lado dos indicadores de operação, que é o que os PowerUps fazem ao embutir o painel na mesma tela.
Qualidade de dado antes de painel. Cadastro de lojas completo e com dono, fórmulas escritas e uma única versão de cada número. O sintoma clássico de que isso não existe é a planilha que cada regional monta do próprio jeito, e a reunião que começa discutindo de quem é o número certo. O método de pesquisa com o cliente está no post de pesquisa de satisfação.
Painel da rede em uma página
Doze linhas é o teto do painel da rede, e cada rede tira uma antes de acrescentar outra. O exemplo abaixo é de uma rede de lojas de calçados com 90 lojas em quatro clusters, com as metas em branco porque elas são decisão de cada rede.
Cabeçalho. Rede, período, número de lojas e de lojas comparáveis, clusters e a versão da regra de base comparável.
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Painel da rede em uma página
Indicador
Fórmula
Corte
Periodicidade
Dono
Fonte
1. Venda contra meta
Venda do período dividida pela meta
Loja
Diária
Gerente
ERP
2. Same store sales
Venda das comparáveis dividida pela do ano anterior, menos um
Rede e cluster
Mensal
Controladoria
ERP
3. Ticket médio
Venda dividida por cupons
Loja e cluster
Semanal
Regional
PDV
4. Itens por venda
Itens divididos por cupons
Loja
Semanal
Gerente
PDV
5. Taxa de conversão
Cupons divididos pelo fluxo de entrada
Loja
Semanal
Gerente
Contador de fluxo
6. Venda por metro quadrado
Venda dividida pela área de vendas
Cluster
Mensal
Diretoria
ERP e cadastro de lojas
7. Venda por hora trabalhada
Venda dividida pelas horas da escala
Loja
Mensal
Regional
ERP e RH
8. Ruptura de itens A
Itens A sem estoque divididos pelos itens A
Loja
Semanal
Gerente
ERP e contagem
9. Conformidade operacional
Nota da auditoria e execução do checklist
Loja e regional
Por ciclo
Regional
Plataforma de operações
10. Planos de ação no prazo
Concluídos no prazo divididos pelo total
Loja e regional
Mensal
Regional
Plataforma de operações
11. NPS do cliente final
Promotores menos detratores
Loja
Contínua
Experiência do cliente
Ferramenta de pesquisa da rede
12. Turnover da equipe
Desligamentos divididos pelo quadro médio
Loja e rede
Mensal
RH
Sistema de RH
A regra de base comparável, escrita abaixo do painel. Entram as lojas com treze meses completos de operação; saem as que fecharam, mudaram de endereço ou de formato; a loja em reforma permanece na base quando o fechamento é temporário e menor que o limite de dias que a rede definiu.
Cadência de leitura. O gerente vê as linhas 1, 3, 4, 5 e 8 todo dia, no quadro da loja; o regional lê as linhas semanais por loja da carteira uma vez por semana e as mensais no fechamento do mês; a diretoria lê o painel inteiro por cluster uma vez por mês, com o same store sales à frente.
Os 10 erros mais comuns
Os dez aparecem em rede de qualquer porte, e todos produzem decisão errada.
1. Comparar loja nova com loja madura no mesmo ranking. A loja nova perde sempre e ninguém aprende nada.
2. Same store sales sem regra escrita de base. O número muda conforme quem monta a planilha.
3. Meta única para todos os formatos. O quiosque nunca alcança e a loja grande nunca se esforça.
4. Trinta indicadores no painel e nenhum dono. Painel sem dono não é atualizado.
5. Conversão sem contador de fluxo. Estimar fluxo é inventar denominador.
6. Venda por metro quadrado pela área total. Estoque e retaguarda entram na conta e a comparação morre.
7. Olhar só venda. A conformidade que caiu no trimestre passado é a venda que cai neste.
8. Ranking como castigo público. A loja passa a explicar o número em vez de mudar o trabalho.
9. Uma planilha por regional. Três versões do mesmo indicador e nenhuma decisão.
10. Reunião que relê o painel. Sem decisão com dono e prazo, a reunião é um relatório falado.
Como uma plataforma única junta os indicadores de operação da rede
A SULTS não calcula venda: a venda mora no ERP, no PDV e no BI da rede. O que a plataforma traz por unidade, região e período é a outra metade do painel: pontuação de conformidade e ranking do checklist, taxa de resolução dos planos de ação, tempo de atendimento dos chamados, adesão a treinamento e a comunicados e o NPS interno das unidades. Com os PowerUps, o dashboard do BI da rede fica embutido na mesma tela, e o regional lê a venda e a operação da loja sem trocar de sistema. A matriz vê as 90 lojas na mesma régua, com os recursos reunidos na plataforma para grandes redes e em soluções para redes de filiais.
A operação da rede medida na mesma régua
Conformidade, planos de ação, chamados, treinamento e satisfação por unidade, região e período, com o dashboard do seu BI embutido ao lado.
Venda contra meta, ticket médio, itens por venda, conversão onde há contador de fluxo, venda por metro quadrado e por hora trabalhada, ruptura, conformidade operacional, satisfação do cliente e turnover da equipe. Na SULTS, a parte de operação desses números sai da rotina que a loja já executa.
Quais indicadores uma rede de lojas deve acompanhar?
Os mesmos da loja, mais o same store sales e a comparação por cluster, regional e rede. A diferença é a comparabilidade: mesma fórmula, mesma fonte e mesmo corte em todas as unidades. Na SULTS, conformidade, planos de ação, chamados e treinamento já saem comparáveis entre as lojas.
O que é same store sales?
É a variação de venda das lojas que já existiam nos dois períodos comparados, também chamada de vendas em mesmas lojas ou vendas comparáveis, com a sigla SSS. Ele mede a operação sem o efeito das aberturas e dos fechamentos. A SULTS não calcula esse número: ele vem do ERP da rede.
Como calcular o same store sales da minha rede?
Divida a venda das lojas comparáveis no período pela venda das mesmas lojas no período equivalente do ano anterior e subtraia um. O trabalho não está na conta, e sim em definir e manter a base comparável. Na SULTS, o cadastro de unidades com data de abertura ajuda a identificar quais lojas entram.
Quais lojas entram na base comparável do same store sales?
As que já completaram 12 ou 13 meses de operação, conforme a regra que cada rede escreve. O McDonald's usa treze meses e mantém na base a loja temporariamente fechada, em divulgação de 7 de maio de 2026; a Starbucks usa 13 meses e só lojas próprias, em 29 de julho de 2026. Na SULTS, a data de abertura de cada unidade fica no cadastro.
Qual a diferença entre same store sales e crescimento total de vendas?
O crescimento total soma tudo, inclusive as lojas novas, e por isso pode subir enquanto a operação piora. O same store sales isola as lojas que existiam nos dois períodos e mostra o desempenho real. A SULTS entra na outra metade da leitura, com os indicadores de operação que explicam a variação.
Como calcular o ticket médio de uma loja?
Divida a venda do período pelo número de cupons emitidos no mesmo período. Compare sempre dentro do mesmo formato de loja, porque quiosque, loja de rua e loja de shopping têm tickets naturalmente diferentes. O número vem do PDV; a SULTS acompanha a operação que sustenta esse ticket.
O que é PA ou itens por venda?
É a quantidade de itens dividida pelo número de cupons, ou seja, quantos produtos saem em cada compra. É o indicador que mais responde a treinamento de venda adicional e a exposição. Na SULTS, a trilha da equipe e a conferência da exposição ficam registradas por unidade.
Como medir a taxa de conversão em loja física?
Divida o número de cupons pelo fluxo de entrada do mesmo período, o que exige contador de fluxo instalado. Sem contador, use uma medição amostral de atendimentos ou não use o indicador, em vez de estimar. A SULTS não conta fluxo: registra a rotina e a conformidade da loja.
Como calcular a venda por metro quadrado?
Divida a venda do período pela área de vendas da loja, nunca pela área total, que inclui estoque e retaguarda. Exige cadastro de lojas com a metragem correta e atualizada. Na SULTS, cada unidade tem cadastro próprio, o que mantém o corte por formato e por porte consistente.
O que é ruptura e como medir na loja?
Ruptura é o item que deveria estar disponível e não está. Meça os itens da curva A sem estoque no momento da contagem, divididos pelo total de itens dessa curva, sempre no mesmo horário. Na SULTS, a contagem pode ser um item do checklist diário, com foto e plano de ação para o que faltou. A rotina completa do supermercado está em prevenção de perdas em supermercados.
Como comparar lojas de tamanhos e praças diferentes?
Por cluster: formato, faixa de área, praça e maturidade. Quatro a oito clusters dão conta de redes de 50 a 300 lojas, e cada cluster tem a própria meta. Na SULTS, o cadastro de unidades guarda esses atributos, e os relatórios saem por unidade, região e período.
Como montar um ranking de lojas justo?
Publique dois: o de posição e o de evolução contra o próprio passado e a meta do cluster, sempre com corte por cluster, e trate o último quartil com plano de ação em vez de exposição. Na SULTS, o ranking de conformidade e a taxa de resolução dos planos já saem por unidade e por regional.
O que é gestão à vista na loja?
É tornar meta e resultado visíveis para quem faz o trabalho, no lugar onde ele acontece, atualizados todo dia: um quadro com cinco números, comentado no briefing da equipe. Na SULTS, o indicador de operação da semana que entra nesse quadro sai da própria rotina registrada pela loja.
Quais indicadores o gerente de loja deve ver todo dia?
Venda contra meta, ticket, itens por venda, conversão onde há fluxo e um indicador de operação, como conformidade ou ruptura. A lista completa do cargo está no guia de gerente de loja em uma rede. Na SULTS, ele vê a unidade dele, e o regional vê a carteira, com a mesma régua.
Com que frequência a rede deve fazer a reunião de resultados?
Uma vez por mês para o painel completo e o same store sales, com leituras semanais de venda e por ciclo de auditoria para operação. Quarenta e cinco minutos bastam quando o painel já foi publicado antes. Na SULTS, as decisões viram tarefas com responsável e prazo, e o aviso à rede vira comunicado.
Indicadores de operação antecipam a venda?
Costumam antecipar em semanas: conformidade que cai, plano de ação que atrasa, treinamento não concluído e turnover em alta aparecem antes de o caixa mostrar. É por isso que o painel junta os dois grupos. Na SULTS, esses quatro são medidos por unidade e comparáveis entre lojas.
De onde vêm os dados dos indicadores de uma rede de lojas?
Venda, cupons, itens e estoque do ERP e do PDV; fluxo do contador; área e cluster do cadastro de lojas; turnover e escala do RH; NPS do cliente final da ferramenta de pesquisa da rede; conformidade, planos, chamados e treinamento da plataforma de operações. Com os PowerUps da SULTS, o dashboard do BI fica embutido ao lado.
Como definir metas por loja em uma rede?
Pelo cluster e pelo histórico da própria loja, não por uma meta única da rede. Comece pela meta do cluster, ajuste pela maturidade da unidade e revise quando o cluster inteiro erra, porque aí o erro é da meta. Na SULTS, o acompanhamento por unidade e por região mostra onde isso acontece.
Quais indicadores da rede ficam na SULTS e quais vêm do ERP?
A SULTS não calcula venda: venda, ticket e same store sales vêm do ERP, do PDV e do BI da rede. Na plataforma ficam conformidade e ranking do checklist, planos de ação no prazo, tempo de chamado, adesão a treinamento e comunicados e o NPS interno, e o dashboard do BI pode ser embutido pelos PowerUps.
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