Visual merchandising em redes de lojas: o que é, como padronizar todas as lojas e como medir

Visual merchandising em redes de lojas: o que é, elementos, como padronizar dezenas de lojas com guia de exposição, planograma e book de campanha e o que medir.

Visual merchandising é o conjunto de decisões sobre como a loja e o produto se apresentam ao cliente: fachada, vitrine, layout, exposição, sinalização, iluminação e material de campanha. Na prática, ele decide o que o cliente vê primeiro, por onde anda, o que pega na mão e o que leva.

Em uma rede, o problema muda de natureza. Uma loja decide na hora e ajusta no dia seguinte; uma rede decide uma vez, escreve, envia e precisa que 200 equipes montem igual, na mesma semana, sem ninguém de VM presente.

Guia para quem responde pelo padrão visual de uma rede de lojas: o que é visual merchandising e o que ele decide na loja, os elementos, como padronizar dezenas de lojas com guia de exposição, planograma e book de campanha, como auditar a execução, o que medir e o modelo de book em uma página.

Se você chegou procurando curso ou vaga, este guia é sobre como a rede faz: a seção 8 descreve os papéis e o que a rede espera de quem ocupa cada um.

Visual merchandising em redes de lojas: o que é, como padronizar todas as lojas e como medir
Em resumo
Visual merchandising é decisão de rede, não decoração de loja.
Os elementos são os mesmos em qualquer formato; o que muda é o padrão.
A rede padroniza com quatro documentos: guia de exposição, planograma, book de campanha e checklist de execução.
A campanha tem calendário, e a loja recebe tudo antes de montar.
A execução é auditada por foto, com prazo de correção, e medida em venda.

O que é visual merchandising e o que ele decide na loja

Visual merchandising é a operação contínua sobre a apresentação da loja: atrair de fora para dentro, conduzir a circulação, expor o produto, sustentar a decisão de compra no ponto e comunicar preço e marca. O nome vem do varejo de língua inglesa e descreve exatamente isso: mercadoria apresentada de forma visual.

Por que é decisão de rede. O estudo Shopper Engagement Study da POPAI, publicado nos Estados Unidos em 2012, apontou que cerca de 76% das decisões de compra eram tomadas dentro da loja. O número é de outro mercado e de outra década, e o que interessa aqui é a ordem de grandeza: o que acontece no ponto de venda pesa demais para ficar no gosto de cada gerente.

As palavras vizinhas, uma frase cada. Merchandising é a palavra maior, que no Brasil também nomeia brinde e produto licenciado. O post de trade marketing trata da relação entre indústria e varejo no ponto de venda. Vitrinismo é a parte da vitrine. Design de loja é o projeto físico, feito uma vez; o visual merchandising é o trabalho contínuo sobre esse projeto.

O que faz quem cuida disso. Escreve o padrão, desenha a exposição por formato, monta o book de cada campanha e valida a execução nas lojas. Os papéis completos estão na seção 8.

Vale para moda, farmácia, supermercado, ótica, alimentação e serviços: o que muda é o padrão, não o método.

Os elementos do visual merchandising, um a um

São oito frentes, e em cada uma a rede toma uma decisão que vira regra escrita. A teoria de cada uma está em qualquer curso; o que segue é a decisão.

Oito frentes do VM com a decisão da rede em cada uma e a ordem de decidir: layout, depois exposição e planograma, e então sinalização, iluminação e ponto extra

Fachada e vitrine. A rede define o tema, a frequência de troca e a iluminação da vitrine. Loja de rua responde pela limpeza da fachada e pela segurança da montagem; loja de shopping obedece ao regulamento do mall e costuma ter vitrine interna.

Layout e fluxo. Três desenhos resolvem quase tudo: grade, com corredores paralelos, que rende metro quadrado; circuito, que leva o cliente por um caminho definido; e fluxo livre, que favorece navegação e conversa. A decisão da rede é onde ficam a zona quente, logo depois da entrada, e a zona fria no fundo, e o que puxa o cliente até lá.

Exposição de produto. Frente do produto voltada ao cliente, agrupamento por uso, cor ou faixa de preço, altura dos olhos para o que a rede quer vender e altura das mãos para o que o cliente já procura, com quantidade mínima exposta definida.

Planograma. É o desenho de como cada equipamento fica: gôndola, mesa, arara ou ponto extra, produto a produto, com versão e data. Para fazer um, a rede parte do sortimento por cluster de loja, define a hierarquia de categorias, posiciona os produtos âncora, distribui os espaços conforme giro e margem e fotografa o resultado na loja modelo. Ele responde onde cada item fica; o guia de exposição responde por que fica ali.

Sinalização e preço. Hierarquia de cartazes, etiqueta padronizada e preço legível de longe. Cartaz de campanha vencido exposto é o desvio mais comum de rede.

Iluminação. Geral para circular, de destaque para o que a campanha prioriza e de vitrine para atrair, com a regra escrita por formato.

Ponto extra e cross merchandising. Ponto extra é a exposição do produto fora da categoria dele; cross merchandising é expor juntos produtos que se completam. A rede define quando libera, quem decide e por quanto tempo.

Áreas de serviço. Provador, caixa, retirada e fila fazem parte do padrão visual, e costumam ser a parte que a rede esquece de escrever. A mecânica de conferência de cada ponto está na filha de checklist de visual merchandising, e o layout da loja nova nasce no projeto de expansão de lojas próprias.

Em que ordem decidir. Layout primeiro, porque ele condiciona todo o resto; depois exposição e planograma, que dependem do equipamento que o layout comporta; e só então sinalização, iluminação e pontos extras, que são a camada que muda a cada campanha. Rede que começa pela vitrine costuma refazer o trabalho na primeira troca de sortimento.

O que muda quando são 40, 100 ou 400 lojas

A loja única ajusta olhando; a rede define o que é fixo e o que a loja adapta, e escreve os dois. Sem essa separação, ou a rede engessa quem está no salão ou perde a identidade loja a loja.

Deslize a tabela para consultar todas as colunas

O que muda quando são 40, 100 ou 400 lojas
Fixo, definido pela matrizAdaptável pela loja
Identidade visual e peças de campanhaMix local dentro do sortimento aprovado
Hierarquia de categorias na lojaQuantidade exposta conforme o estoque do dia
Posição dos produtos âncoraOrdem dos itens de uma mesma família
Regras de preço e de cartazAdaptação ao tamanho e ao formato do equipamento

O cluster é a unidade do padrão. Um planograma por cluster de formato, tamanho e praça, e não um por loja, que ninguém mantém, nem um único para todas, que não cabe em metade delas.

A loja modelo. É a unidade onde a rede testa o padrão antes de escrever, fotografa a referência e treina quem vai montar. Escolhe-se uma loja de porte médio da praça principal, com equipe estável e acesso fácil para a matriz.

Quando a loja não consegue montar igual. O regional decide a adaptação, a loja registra o que mudou e o VM revisa o padrão se o mesmo problema aparecer em outras unidades. É assim que o padrão evolui sem virar exceção informal. O post de padronização visual de unidades trata do desvio de identidade que acontece quando isso não é feito, e a operação completa da rede está no guia de gestão de filiais e lojas próprias.

Os documentos do padrão visual: guia de exposição, planograma, book de campanha e checklist

Quatro documentos sustentam o padrão, e cada um responde a uma pergunta diferente. Quando um deles falta, a rede tenta resolver com mensagem avulsa.

Guia de exposição, planograma, book de campanha e checklist de execução, com o que cada um traz e quando muda, abaixo do brand book e do manual de operações

1. Guia de exposição. As regras permanentes por categoria e por formato: onde cada família mora, como se expõe e o que nunca muda. É o documento mais estável dos quatro.

2. Planograma. O desenho de cada equipamento por cluster, com versão e data visíveis. Muda quando o sortimento muda.

3. Book de campanha. Por campanha: peças, onde vão em cada formato, quando entram e quando saem, foto de referência e como montar.

4. Checklist de execução. A lista do que a loja confere e fotografa, que mora na plataforma e gera o registro.

Acima deles. O brand book e o manual de operações, cuja hierarquia completa está no post de padronização visual de unidades, e o procedimento operacional padrão, que dá o formato de escrita de qualquer procedimento. A solução de padronização de processos trata do ciclo de escrever, publicar e versionar.

Como escrever os quatro. Foto de referência antes de texto, uma página por equipamento, versão visível no rodapé e, ao lado de cada regra, o que a loja pode adaptar. O erro clássico é o PDF de 80 páginas que ninguém abre no meio da montagem.

Quem aprova e quando muda. O guia de exposição é revisado uma vez por ano ou quando o sortimento muda de estrutura; o planograma acompanha a troca de coleção ou de mix; o book nasce e morre com a campanha. Cada mudança sai com número de versão e aviso à loja, porque padrão trocado em silêncio é a origem da maior parte das divergências que o regional encontra na visita seguinte.

Onde eles vivem. Os quatro precisam estar no mesmo lugar em que a loja trabalha, e não em uma pasta compartilhada que só a matriz acessa. O teste é simples: se o gerente não consegue abrir o planograma pelo celular durante a reposição, ele vai repor de memória.

O calendário: como a campanha sai da matriz e chega igual em todas as lojas

Campanha que chega junto com o kit chega atrasada. A linha do tempo abaixo é referência para dimensionar o processo, não norma: cada rede ajusta ao próprio ciclo de produção e à logística.

Linha do tempo da campanha de D-30 ao fim: briefing, aprovação, kits, book, confirmação, montagem, foto e correções, com o intervalo de D-7 a D0 destacado

D-30. Briefing da campanha e criação das peças, entre marketing e VM.

D-20. Aprovação das peças e do book pela matriz.

D-15. Produção e envio dos kits por cluster, com lista de conteúdo por formato.

D-7. Book publicado para as lojas, comunicado com confirmação de leitura em Comunicados e treinamento rápido do gerente.

D-3. A loja confirma o recebimento do kit e reporta o que faltou, com tempo de a matriz reagir.

D0. Montagem, antes de abrir ou fora do horário de pico.

D+1. Foto de cada ponto enviada e validada.

D+3. Correções fechadas.

Fim da campanha. Desmontagem, com descarte ou devolução das peças, também com foto.

Quem faz o quê. Marketing cria e aprova a peça, no módulo de Marketing, onde ela nasce com áreas bloqueadas e período de disponibilidade; o VM escreve o book; a logística envia o kit; a loja monta; o regional ou o VM valida. Para o gerente de loja em uma rede, a montagem de campanha entra na rotina da semana, como qualquer outra tarefa com prazo.

Quando o calendário atrasa. O que nunca se corta é o intervalo entre o book chegar e a loja montar: sem ele, a equipe improvisa e a campanha sai diferente em cada unidade. Se a produção atrasar, adia-se a data de entrada da campanha, e não o prazo que a loja tem para entender o que vai fazer.

Como auditar a execução sem virar polícia

Auditar execução visual é conferir foto contra referência, com prazo para corrigir. Quatro decisões precisam estar tomadas antes da primeira campanha.

Quatro decisões da auditoria visual: quem valida, os quatro itens críticos, prazo de correção por tipo de desvio e foto do antes e do depois; ranking para apoio

Quem valida. O VM central à distância pela foto, o regional presencialmente, ou os dois em camadas: a foto resolve o volume e a visita resolve o que a foto não mostra.

O que é item crítico. Peça de campanha errada ou ausente, preço divergente do cartaz, produto âncora fora do planograma e peça vencida ainda exposta.

Prazo de correção por tipo de desvio. O que se resolve com as mãos fecha no mesmo dia; o que depende de reposição de peça segue o prazo da logística.

Evidência. Foto do antes e do depois, ligada ao item, e não uma galeria solta no celular de alguém.

O ranking. Serve para dirigir apoio, não castigo: a loja que monta mal várias vezes seguidas precisa de treinamento ou de um kit melhor, quase nunca de cobrança.

A montagem entra no roteiro da visita a loja seguinte, e o que o cliente oculto vê ao entrar na loja começa exatamente por aqui. O programa de auditoria visual em quatro etapas está descrito no post de padronização visual de unidades, e a mecânica de aplicação está na filha de checklist de visual merchandising.

Visual merchandising e resultado: o que medir

Dois grupos de indicadores respondem a duas perguntas diferentes: a campanha foi montada e a campanha vendeu. Rede que só mede o primeiro transforma o VM em burocracia.

Indicadores de execução, medidos em toda campanha, lado a lado com os de resultado, medidos por amostra, e o teste entre lojas que montaram no prazo e tarde

Execução. Percentual de lojas com a campanha montada no prazo; conformidade por item e por etapa; itens críticos por campanha; tempo médio de correção; e cobertura da validação, ou seja, quantas lojas tiveram a foto de fato avaliada.

Resultado. Venda dos itens da campanha contra a linha de base da própria loja; venda por metro quadrado por zona, onde a rede mede; conversão nas lojas com contador de fluxo; giro do ponto extra; e ruptura em gôndola, lembrando que planograma cumprido com produto faltando é problema de reposição e não de VM.

O teste que qualquer rede consegue fazer. Comparar as lojas que montaram no prazo com as que montaram tarde, na mesma campanha e no mesmo cluster. É a leitura mais simples e a que mais convence a diretoria.

A regra de bolso. Medir execução em toda campanha e resultado por amostra. Os indicadores da rede inteira estão no guia de indicadores de rede de lojas.

Cuidado com a leitura. Campanha é sazonal, e comparar a venda desta com a da campanha anterior mistura efeito de data com efeito de execução. A comparação honesta é entre lojas do mesmo cluster na mesma campanha, ou entre a loja e ela mesma na semana anterior à montagem.

Quem faz visual merchandising na rede

São quatro papéis, e eles existem mesmo em rede que não tem uma área de VM formal. O que muda é quem acumula cada um.

VM central. Define o padrão, escreve o guia de exposição e o book, mantém a loja modelo e responde pela identidade em todos os formatos.

VM regional, ou o regional com formação em VM. Valida a execução, autoriza adaptações e treina em campo, na visita que já faz.

Gerente de loja. Monta a campanha, mantém o padrão todos os dias e fotografa o resultado. É o papel descrito no guia de gerente de loja em uma rede.

Equipe da loja. Repõe dentro do planograma, que é a parte do padrão que se desfaz sozinha ao longo do dia.

Como a rede forma. Uma trilha básica de VM para todo gerente na Universidade Corporativa, mais um treinamento curto por campanha, usando a foto de referência como material, com a loja modelo funcionando como sala de aula. A carteira do gerente regional tem guia próprio, e o programa da rede está no guia de treinamento de equipe de loja.

Para quem quer entrar na área. A rede espera olho para o padrão, disciplina de processo e leitura de número. A formação vem de cursos e, principalmente, de prática em loja. Remuneração depende da convenção coletiva, do porte da rede e da região, e por isso esta página não traz faixa.

Book de execução de campanha em uma página

Este é o documento que a loja abre no dia da montagem. O exemplo abaixo é de referência: cada rede ajusta as colunas ao formato e à campanha.

Cabeçalho. Campanha, período de exposição, clusters ou formatos atendidos, responsável na matriz e canal de dúvidas, versão e data.

Exemplo preenchido. Campanha de Dia das Mães em uma rede de perfumaria e cosméticos com 150 lojas, em três formatos: quiosque, loja de shopping e loja de rua.

Deslize a tabela para consultar todas as colunas

Book de execução de campanha em uma página
Peça ou pontoOnde vai, por formatoEntra e saiComo montarEvidência
Adesivo de vitrine (crítico)Shopping e rua, vidro centralD0 a D+35Centralizar na altura dos olhos, sem bolhaFoto frontal da vitrine inteira
Mesa de presenteShopping e rua, zona quenteD0 a D+35Três alturas, kits à frente, avulsos atrásFoto da mesa de frente
Expositor de balcãoOs três formatos, ao lado do caixaD0 a D+35Montar conforme o esquema do kit, face ao clienteFoto do caixa
Cartaz de preço (crítico)Os três formatos, em cada ponto da campanhaD0 a D+35Preço igual ao do sistema, sem escrita à mãoFoto de cada cartaz
Ponto extra de kitsSó rua e shopping, corredor principalD0 a D+20Um kit por nível, reposição até o fim do estoqueFoto do ponto
Testeira do quiosqueSó quiosqueD0 a D+35Trocar a arte anterior e devolver a peça antigaFoto frontal
Sacola da campanhaOs três formatos, no caixaD0 até acabarUsar só nesta campanha, guardar a padrãoFoto do estoque do caixa
DesmontagemOs três formatosD+35 a D+36Retirar todas as peças e descartar ou devolver conforme a regraFoto de cada ponto vazio

Regras da campanha. O que a loja pode adaptar (quantidade exposta e ordem dentro da mesma família), o que fazer com peça faltante ou danificada (abrir chamado no mesmo dia, nunca substituir por peça de outra campanha) e o destino das peças no fim, com descarte ou devolução registrados.

Conferência. Data da montagem, quem montou, quem validou e prazo de correção de cada item reprovado, que neste exemplo é de três dias, e de um dia para os dois itens críticos.

Os 10 erros mais comuns

Os dez custam campanha, e nenhum deles depende de orçamento para corrigir.

1. Padrão só na cabeça do VM. Sai da rede com a pessoa.

2. Um planograma para todas as lojas. Sem cluster, metade não consegue montar.

3. Book que chega depois do kit. A loja monta do jeito que imagina.

4. Kit sem lista de conteúdo. Ninguém sabe se faltou peça até o dia da montagem.

5. Peça sem foto de referência. Texto não descreve vitrine.

6. Loja que adapta sem registrar. O padrão vira lenda oral e a matriz descobre no ano seguinte.

7. Auditoria sem prazo de correção. A foto reprovada fica bonita no relatório e feia na loja.

8. Ranking usado como castigo. A loja passa a fotografar o melhor ângulo em vez de montar melhor.

9. Medir só a montagem. Campanha montada que não vendeu é informação que ninguém coletou.

10. Trocar a vitrine no horário de pico. O cliente vê o processo e não o resultado.

Como uma plataforma única organiza o visual merchandising da rede

A peça nasce aprovada e a execução volta com evidência, no mesmo lugar. Na SULTS, a arte é criada e aprovada no módulo de Marketing, com áreas bloqueadas e período de disponibilidade; o book vira checklist de visual merchandising com a foto de referência ao lado de cada item; a loja monta, fotografa e envia; o VM ou o regional valida à distância, e o que fugiu do padrão volta como plano de ação com prazo e foto do depois; o comunicado com confirmação avisa a loja antes, e a trilha de VM fica na Universidade Corporativa. A comparação da foto com o padrão é feita por quem valida, não pelo sistema. A matriz vê as 150 lojas na mesma régua, com os recursos reunidos em soluções para redes de filiais.

A campanha montada igual em todas as lojas

Peça aprovada, book com foto de referência, montagem fotografada pela loja, validação à distância e plano de ação com prazo para o que saiu do padrão.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre visual merchandising e merchandising?

Merchandising é a palavra maior e ambígua: no Brasil ela também nomeia brinde e produto licenciado. Visual merchandising é a apresentação da loja e do produto ao cliente, com fachada, vitrine, layout, exposição, sinalização e campanha. Na SULTS, o que se acompanha é a execução desse padrão visual, loja a loja.

Visual merchandising, vitrinismo e trade marketing são a mesma coisa?

Não. Vitrinismo é a parte da vitrine, dentro do visual merchandising. Trade marketing é a relação entre indústria e varejo no ponto de venda, com negociação de espaço e de ação. O visual merchandising é o padrão de apresentação da própria rede, e é ele que vira roteiro com foto na SULTS.

O que faz um profissional de visual merchandising em uma rede?

Define o padrão, escreve o guia de exposição e o planograma por cluster, monta o book de cada campanha, mantém a loja modelo, valida a execução nas lojas e revisa o padrão quando o mesmo problema se repete. Na SULTS, boa parte desse trabalho acontece no roteiro da campanha e na validação das fotos que as lojas enviam.

Quanto ganha um visual merchandiser?

Depende da convenção coletiva da categoria, do porte da rede, da região e de o cargo ser central ou regional, e por isso esta página não traz faixa: qualquer número estaria errado para a maioria das redes. A SULTS não trata de remuneração; ela organiza o padrão, a execução e a medição do visual merchandising.

Quais são os elementos do visual merchandising?

Fachada e vitrine, layout e fluxo, exposição de produto, planograma, sinalização e comunicação de preço, iluminação, ponto extra e cross merchandising, e as áreas de serviço como provador, caixa e fila. Cada um vira uma decisão escrita da rede, e na SULTS vira item de roteiro com foto de referência.

O que é planograma e para que serve?

É o desenho de como cada equipamento da loja fica montado: gôndola, mesa, arara ou ponto extra, produto a produto, com versão e data. Serve para que a mesma categoria fique igual em todas as lojas do mesmo cluster. Na SULTS, o roteiro de planograma confere o equipamento contra essa imagem, item por item.

Como fazer um planograma para uma rede de lojas?

Parta do sortimento por cluster de loja, defina a hierarquia de categorias, posicione os produtos âncora, distribua o espaço conforme giro e margem, monte na loja modelo e fotografe o resultado como referência. Publique com versão e data. Na SULTS, essa foto vira a referência que a loja vê ao conferir.

Quais são os tipos de layout de loja?

Três resolvem a maioria dos formatos: grade, com corredores paralelos, que aproveita metro quadrado; circuito, que conduz o cliente por um caminho definido; e fluxo livre, que favorece navegação e atendimento. A escolha define zona quente e zona fria, e a conferência dessas zonas entra no roteiro da SULTS.

O que é cross merchandising?

É expor juntos produtos que se completam, para que a compra de um puxe a do outro, como o acessório ao lado da peça principal. A rede define quais combinações libera e por quanto tempo. Na SULTS, essas combinações entram no book da campanha e são conferidas com foto na loja.

O que é ponto extra?

É a exposição do produto fora da categoria dele, em um segundo lugar da loja, quase sempre ligado a campanha ou a sazonalidade. Exige regra de quem autoriza, por quanto tempo e com qual reposição. Na SULTS, o ponto extra costuma ser item crítico do roteiro, com foto obrigatória.

Como padronizar o visual merchandising em uma rede com dezenas de lojas?

Separando o que é fixo do que a loja adapta, escrevendo os dois, trabalhando por cluster em vez de por loja, publicando guia de exposição, planograma e book com foto de referência, e auditando a execução com prazo de correção. Na SULTS, esse ciclo inteiro acontece no mesmo histórico de cada unidade.

O que é um guia de exposição?

É o documento com as regras permanentes de exposição por categoria e por formato: onde cada família de produtos mora, como se expõe e o que nunca muda. É o mais estável dos documentos do padrão visual. Na SULTS, ele é a base dos roteiros que a loja aplica em cada campanha.

O que é um book de campanha?

É o documento de uma campanha específica: quais peças existem, onde vão em cada formato de loja, quando entram e quando saem, a foto de referência de cada ponto e como montar. As peças nascem no módulo de Marketing da SULTS, e o book vira o roteiro que a loja segue.

O que a loja pode adaptar e o que é fixo no padrão visual?

Fixos ficam identidade, peças de campanha, hierarquia de categorias, posição dos produtos âncora e regras de preço. Adaptáveis ficam mix local dentro do sortimento, quantidade exposta conforme o estoque e a ordem de itens da mesma família. Na SULTS, a adaptação fica registrada junto da foto, o que permite ao VM revisar o padrão.

Com quanta antecedência a loja deve receber a campanha?

Como referência, o book uma semana antes da montagem e o kit alguns dias antes disso, com a loja confirmando o recebimento a tempo de a matriz reagir a uma falta. Cada rede ajusta ao próprio ciclo. Na SULTS, o comunicado com confirmação de leitura registra quem recebeu a campanha e quando.

Quem valida a montagem da campanha: o regional ou o VM central?

Os dois, em camadas: o VM central valida pela foto, no mesmo dia e em escala, e o regional confere presencialmente o que a foto não mostra, na visita seguinte. Na SULTS, as duas validações ficam no mesmo histórico da loja, com plano de ação e prazo para o que saiu do padrão.

Como medir se o visual merchandising está dando resultado?

Com dois grupos: execução, com lojas montadas no prazo, conformidade por item e tempo de correção; e resultado, com venda dos itens da campanha contra a linha de base da própria loja, giro do ponto extra e conversão onde há medição de fluxo. Na SULTS, o grupo de execução sai pronto do roteiro da campanha.

Como fazer visual merchandising em loja pequena ou em loja de rua?

Escolhendo menos pontos e defendendo a zona quente logo depois da entrada, com um planograma do cluster daquele formato em vez do padrão da loja grande. Loja de rua ainda responde por fachada e vitrine voltadas para a calçada. Na SULTS, cada formato tem o próprio roteiro de conferência.

Para que serve uma loja modelo em uma rede?

Para testar o padrão antes de escrever, produzir as fotos de referência que vão para o book e treinar quem monta. Ela costuma ser uma loja de porte médio, com equipe estável e acesso fácil para a matriz. Na SULTS, as fotos da loja modelo viram a referência de cada item do roteiro.

Como uma rede organiza o visual merchandising na SULTS?

A peça é criada e aprovada no módulo de Marketing da SULTS, o book vira checklist de visual merchandising com foto de referência, a loja monta e fotografa, e o desvio vira plano de ação com prazo. A comparação da foto com o padrão é feita por quem valida, não pelo sistema.

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