Diário de obra (RDO): o que registrar, quem assina e modelo
Guia para quem responde por obras e reformas em várias unidades: o que é o diário de obra (RDO), o que vale depois do fim do Livro de Ordem, o que registrar todo dia, quem assina, a ligação com o cronograma, papel ou aplicativo, modelo e erros comuns.
Por Rodrigo CaetanoCEO da SULTS
Atualizado em Leitura estimada: 83 min
Diário de obra é o registro, feito todo dia de trabalho, do que aconteceu no canteiro: clima, equipe e terceiros presentes, serviços executados, materiais e equipamentos, ocorrências, visitas e orientações do responsável técnico, com fotos e assinatura. Também é chamado de RDO, sigla de relatório diário de obra. É o documento que mostra o que foi feito, quando e por quem, e o que explica um atraso, um aditivo ou uma divergência na entrega.
Em uma empresa com obras em várias cidades, como reformas de lojas, abertura de filiais, ampliação de centros de distribuição e plantas, o diário resolve outra coisa: a diretoria passa a saber, sem ligar para ninguém, como cada obra andou no dia. Aqui estão o que vale hoje depois que o Confea revogou o Livro de Ordem, o que registrar, quem preenche e assina, a ligação com o cronograma de obra, papel, planilha ou aplicativo, o controle de muitas obras ao mesmo tempo, um modelo pronto e os erros mais comuns. Este guia informa; a decisão em cada contrato é do responsável técnico e do jurídico da empresa.
Diário de obra (RDO): o essencial
Em resumo
O diário de obra registra o real do dia; o cronograma registra o planejado; a comparação dos dois mostra o atraso cedo.
O Confea revogou o Livro de Ordem em novembro de 2023; a ART ou o RRT continuam, e o diário segue como prática e, muitas vezes, como exigência do contrato.
Em contrato público, a Lei 14.133/2021 manda o fiscal anotar em registro próprio as ocorrências da execução (art. 117, § 1º).
Um bom diário tem data, clima, efetivo, serviços, materiais, equipamentos, ocorrências, fotos e assinatura, sem dia em branco.
Em várias obras, o que funciona é um modelo único, preenchido no celular no canteiro, com a diretoria lendo todas as obras no mesmo painel.
O que é diário de obra e o que significa RDO
O diário de obra é o livro, físico ou digital, em que se anota o que aconteceu em cada dia da obra. RDO quer dizer relatório diário de obra, e na prática é o mesmo documento com outro nome; diário de obras, com s, é a mesma coisa.
Ele não planeja nem confere a qualidade: ele conta o dia. Por isso convive com outros documentos da obra, cada um com uma pergunta diferente.
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O que é diário de obra, e o que ele não é
Documento
Pergunta que responde
Quem faz
Quando
Diário de obra (RDO)
O que aconteceu hoje no canteiro?
Engenheiro, arquiteto ou mestre de obras, com o responsável técnico assinando
Todo dia de obra
Cronograma de obra
O que deveria acontecer, em que ordem e até quando?
Planejamento e engenharia
Antes da obra, revisto quando muda
Checklist de obra (vistoria)
O que foi feito está no padrão?
Quem vistoria
Semanal ou por etapa
Ficha de verificação de serviço (FVS)
Este serviço, neste local, foi aceito?
Engenharia de qualidade
Ao fim de cada serviço
Relatório de obra (semanal ou mensal)
Como a obra está no período, em avanço, custo e riscos?
Gestor da obra
Por período
Livro de Ordem
Registro exigido pelo Confea até 2023
Responsável técnico
Revogado em novembro de 2023
A diferença que mais confunde. O relatório de obra resume um período para quem não está no canteiro; o diário registra cada dia, e é a fonte do relatório. A vistoria do checklist de obra confere o padrão e pode ter um item para conferir se o diário está em dia. A aceitação de cada serviço fica na ficha de verificação de serviço.
A regra que a empresa escreve: o nome oficial do documento (diário ou RDO), o modelo único para todas as obras e quem responde por ele em cada uma.
O diário de obra é obrigatório? O que vale depois do fim do Livro de Ordem
Não existe hoje uma norma federal que imponha um formato único de diário de obra para toda obra privada. A exigência costuma vir do contrato, e em obra pública vem da lei de licitações. O Livro de Ordem, que o Confea exigia, foi revogado.
O Livro de Ordem. A Resolução 1.094/2017 do Confea instituía o Livro de Ordem de obras e serviços. Em 23 de novembro de 2023, a plenária 1.657 do Confea aprovou a revogação dessa resolução, por unanimidade, e o sistema de normativos do Confea a mostra como revogada. Na sessão, um conselheiro lembrou que “a importância da participação do profissional já é prevista pelos Diários de Obras”.
A responsabilidade técnica. A revogação não mexeu na ART, a Anotação de Responsabilidade Técnica da engenharia (Lei 6.496/1977), nem no RRT, o Registro de Responsabilidade Técnica da arquitetura (Lei 12.378/2010). O profissional continua respondendo pela obra, e o diário é onde ele deixa registradas as visitas e as orientações.
Obra pública. A Lei 14.133/2021 diz, no art. 117, § 1º, que “o fiscal do contrato anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas à execução do contrato”. A lei não usa a expressão diário de obra; o edital e o contrato dizem o formato, e muitos órgãos pedem o RDO.
Obra privada. O contrato de empreitada, o caderno de encargos do cliente ou o padrão da construtora definem se há diário, quem assina e com que frequência. Em uma rede que contrata reformas de lojas, é comum a própria rede exigir o diário da empreiteira.
Normas técnicas. As normas da ABNT são vendidas e não foram consultadas na íntegra; por isso este guia não cita item de NBR para o diário.
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Quando o diário de obra é exigido, e por quem
Situação
O que exige
Fonte
Obra pública
Registro próprio das ocorrências pelo fiscal; formato definido no edital e no contrato
Lei 14.133/2021, art. 117, § 1º
Obra com engenheiro ou arquiteto responsável
ART ou RRT; o diário registra a participação do profissional
Lei 6.496/1977; Lei 12.378/2010
Livro de Ordem do Confea
Não é mais exigido
Revogação aprovada na plenária 1.657, em 23/11/2023
Obra privada por empreitada
O que o contrato e o caderno de encargos pedirem
Contrato
Reformas e aberturas de uma rede
O padrão da rede, igual em todas as obras
Política interna
A regra que a empresa escreve: diário obrigatório em toda obra e reforma, própria ou contratada, com o modelo da empresa e a cláusula no contrato da empreiteira.
O que registrar no diário de obra: os nove campos
Nove campos cobrem quase todo dia de obra: identificação e clima, efetivo, serviços executados, materiais, equipamentos, ocorrências, fotos, visitas e orientações, e assinatura. O que separa um diário útil de um inútil é o nível de detalhe de cada campo.
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O que registrar no diário de obra
Campo
O que escrever
Vago (não serve)
Útil
1. Identificação e clima
Obra, data, dia da semana, horário, clima de manhã e de tarde, condição do canteiro
“Tempo bom”
“Manhã com chuva forte até 10h, canteiro alagado no subsolo; tarde nublada”
2. Equipe e terceiros
Efetivo próprio por função e empreiteiros presentes, com a quantidade
“Equipe completa”
“2 pedreiros, 3 serventes, 1 eletricista; empreiteira de gesso com 4”
3. Serviços executados
O que foi feito, onde e quanto, ligado à tarefa do cronograma
“Alvenaria”
“Alvenaria do 2º pavimento, eixos A a C, cerca de metade da etapa”
4. Materiais recebidos
Entregas do dia, com nota e conferência
“Chegou material”
“Cimento e bloco entregues e conferidos; uma entrega com avaria, devolvida”
5. Equipamentos
Equipamentos em uso, parados e o motivo
“Betoneira”
“Betoneira em uso; guincho parado por manutenção desde 14h”
6. Ocorrências e paralisações
Atrasos, acidentes, falta de material, interferências, visitas de fiscalização
“Sem ocorrências” todo dia
“Parada de 2h por falta de energia da concessionária”
7. Fotos do avanço
Fotos datadas dos serviços do dia e das ocorrências
Nenhuma foto
Três fotos do pavimento, com data e hora
8. Visitas e orientações
Quem visitou e o que orientou, em especial o responsável técnico
Não registrar a visita
“Visita do engenheiro responsável: liberou a concretagem da laje após conferir as armaduras”
9. Assinatura
Quem preencheu e o responsável técnico; quando houver, o fiscal ou o cliente
Assinar a semana de uma vez
Assinado no mesmo dia
Uma referência útil. Mesmo revogada, a lista que o Confea publicou para o Livro de Ordem continua sendo um bom roteiro: dados da obra e da ART, datas de início e de conclusão de cada etapa, condições do local nas visitas, orientações de execução, empresas e subcontratadas com suas ARTs, acidentes e danos materiais, paralisações e os motivos, e os registros datados e assinados pelo responsável técnico.
O que não vai no diário. Conversas de grupo sem decisão, opinião sobre pessoas e valores de contrato. Decisão que muda escopo, prazo ou custo vai no diário e também no documento formal do contrato.
A regra que a empresa escreve: os nove campos obrigatórios, o que é foto obrigatória e o que conta como ocorrência que precisa de aviso imediato.
Como fazer o diário de obra, passo a passo
O diário se faz no fim de cada dia de trabalho, no canteiro, por quem acompanhou o dia. Deixar para o dia seguinte é o começo do diário que não prova nada.
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Como fazer o diário de obra
Passo
O que fazer
Dica
1. Abra o registro do dia
Obra, data, horário de início e fim, clima de manhã e de tarde
Um registro por dia, inclusive nos dias parados
2. Conte o efetivo
Equipe própria por função e cada empreiteira com a quantidade
Use a mesma lista de funções em todas as obras
3. Descreva os serviços
O que, onde e quanto, com o nome da tarefa do cronograma
Chuva, falta de material, paralisação, acidente, visita de fiscalização
Horário de início e de fim de cada parada
6. Tire as fotos
Serviços do dia e cada ocorrência, com data e hora
Mesmo ângulo todo dia para comparar o avanço
7. Registre visitas e orientações
Quem veio e o que orientou ou liberou
Orientação do responsável técnico sempre por escrito
8. Assine e envie
Quem preencheu assina; o responsável técnico confere e assina
No mesmo dia, antes de sair do canteiro
Dias sem trabalho. Chuva, feriado ou paralisação também entram, com o motivo. Um dia em branco no meio da obra abre discussão sobre prazo depois.
Erros no registro. No papel, não se rasura nem se arranca folha; faz-se uma nova anotação datada que corrige a anterior. No digital, a correção fica no histórico.
A regra que a empresa escreve: o horário limite para fechar o diário do dia e quem cobra quando ele não chega.
Quem preenche, quem assina e quem lê o diário de obra
Quem acompanha o dia preenche; o responsável técnico confere e assina; o cliente ou o fiscal lê e, quando o contrato pede, assina também. Em uma empresa com várias obras, a matriz lê todos os diários, não só o de uma obra.
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Quem preenche, quem assina e quem lê o diário de obra
Papel
O que faz no diário
Observação
Mestre de obras ou encarregado
Preenche efetivo, serviços, materiais e ocorrências do dia
Quem está no canteiro o dia inteiro
Engenheiro ou arquiteto da obra
Preenche ou revisa, registra orientações e liberações
Em muitas obras, é o responsável técnico
Responsável técnico (ART ou RRT)
Assina e registra as visitas e o que orientou
Responde pela obra perante o conselho
Empreiteira
Informa o efetivo e os serviços dela, ou mantém diário próprio
O contrato diz qual diário vale
Fiscal ou cliente
Lê, registra observações e, quando previsto, assina
Em obra pública, o fiscal anota as ocorrências (Lei 14.133/2021, art. 117, § 1º)
Matriz, engenharia corporativa ou expansão
Acompanha todas as obras, cobra diário atrasado, compara avanço com o cronograma
Em redes com muitas obras simultâneas
Empreiteira com diário próprio. Pode acontecer, mas a empresa dona da obra precisa receber o diário no mesmo dia e no mesmo modelo, ou perde a leitura comparável entre obras.
A regra que a empresa escreve: a matriz de quem preenche, quem assina e quem lê, por tipo de obra, e o que acontece quando o diário atrasa.
Diário de obra e cronograma de obra: como um alimenta o outro
O cronograma diz o que deveria ter acontecido; o diário diz o que aconteceu. Comparar os dois toda semana é a forma mais simples de ver atraso enquanto ainda dá para recuperar.
Do cronograma para o diário. Os serviços do diário usam o nome das tarefas do cronograma de obra. Assim, “alvenaria do 2º pavimento” no diário é a mesma tarefa que está no Gantt, e ninguém precisa traduzir.
Do diário para o cronograma. Os dias de chuva, as paralisações e a falta de material registrados no diário explicam o desvio e sustentam o pedido de novo prazo. Sem o diário, o atraso vira opinião.
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Diário de obra e cronograma de obra
Cronograma de obra
Diário de obra
Pergunta
O que deveria acontecer e até quando
O que aconteceu hoje
Quando se faz
Antes da obra, revisto quando muda
Todo dia de obra
Quem usa
Planejamento, engenharia, diretoria
Canteiro, responsável técnico, fiscal
O que mostra
Data prevista, dependências, marcos
Efetivo, serviços, clima, ocorrências
Onde se encontram
Na revisão semanal: tarefa planejada contra serviço registrado
O desvio aparece com o motivo
No SULTS, o cronograma de cada obra fica no software de gestão de projetos, com Gantt, predecessoras, marcos e a data projetada pelo ritmo real das tarefas; o diário do dia é um roteiro do Checklist aplicado no canteiro.
A regra que a empresa escreve: a revisão semanal de cada obra com o cronograma e os diários da semana lado a lado, e quem decide replanejar.
Diário de obra em papel, planilha, PDF ou aplicativo
Todos servem se forem preenchidos no dia, com assinatura e sem lacunas. O que muda é a prova, o arquivo e a leitura de várias obras de uma vez.
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Diário de obra em papel, planilha, PDF ou aplicativo
Formato
Onde funciona
Limite
Livro de papel com páginas numeradas
Obra única, com assinatura no canteiro
Foto separada, arquivo físico, ninguém fora da obra lê
Planilha de Excel
Poucas obras, com alguém consolidando
Versões diferentes, sem prova de quando e onde foi preenchida
Modelo em PDF impresso ou preenchível
Contrato que pede documento padrão
Mesmo limite do papel para foto e leitura central
Aplicativo de diário de obra
Várias obras e equipes em campo
Precisa de modelo único e de alguém lendo os registros
O que o digital acrescenta. Data, hora e localização registradas pelo próprio aparelho, foto ligada ao campo, assinatura no celular, o PDF do dia gerado na hora e a leitura de todas as obras sem juntar arquivo. O digital não escreve o diário por ninguém: quem estava no canteiro continua preenchendo.
Validade. O digital vale como registro quando o contrato aceita e quando é possível mostrar quem preencheu, quando e o que foi alterado. Quando o contrato pede assinatura em meio físico, ela continua valendo; o jurídico confirma em cada caso.
A regra que a empresa escreve: um formato para todas as obras, o que é aceito como assinatura e onde o diário fica arquivado.
Diário de obra em várias obras ao mesmo tempo: o padrão da empresa
Com dez, trinta ou cem obras e reformas por ano, o diário deixa de ser o caderno de cada obra e vira um processo da empresa: um modelo, uma rotina, uma pessoa lendo e um painel comparando.
É o caso de redes de lojas em expansão de lojas, de empresas que reformam filiais e clínicas, de operadores que ampliam centros de distribuição e de indústrias com obras em várias plantas. Cada obra tem um engenheiro, uma empreiteira e um ritmo; a diretoria precisa ler todas pelo mesmo critério.
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O padrão do diário de obra em uma empresa com várias obras
Peça
O que é
Quem cuida
Modelo único
Os nove campos, iguais em todas as obras, com fotos obrigatórias definidas
Engenharia corporativa
Rotina diária
Diário fechado no canteiro até um horário definido
Engenheiro ou mestre de cada obra
Leitura central
Alguém lê os diários, cobra os atrasados e sobe as ocorrências
Engenharia, expansão ou PMO
Ocorrência vira ação
Paralisação, avaria ou pendência de fornecedor vira tarefa com dono e prazo
Gestor da obra
Comparação entre obras
Diários em dia, dias parados e motivos, avanço contra o cronograma
Diretoria
Contratos alinhados
Cláusula que obriga a empreiteira a usar o modelo da empresa
Jurídico e suprimentos
O que a diretoria lê. Quais obras estão com diário em dia, quais pararam e por quê, e quais tarefas do cronograma andaram. Na SULTS, a carteira de obras aparece na gestão de portfólio de projetos, e os diários ficam no histórico de cada obra.
A regra que a empresa escreve: o modelo, o horário de fechamento, quem lê os diários de todas as obras e em quanto tempo uma ocorrência crítica chega à diretoria.
Diário de obra, vistoria, qualidade e segurança: o que vai em cada um
O diário registra o dia; a vistoria confere o padrão; a segurança do trabalho tem seus próprios registros. Misturar tudo no diário deixa o diário longo e a segurança sem controle.
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Diário de obra, vistoria, qualidade e segurança
Registro
Para que serve
Onde fica
Diário de obra
Contar o dia: efetivo, serviços, clima, ocorrências
Todo dia, por obra
Vistoria de obra
Conferir o padrão da obra, com nota e plano de ação
O que o diário faz com a segurança. Registra a ocorrência (um acidente, uma interdição, uma visita da fiscalização) e aponta o documento próprio. O diário não substitui a análise de risco nem a permissão de trabalho.
A regra que a empresa escreve: o que vai no diário e o que vai em cada registro de qualidade e de segurança, com o diário apontando para eles.
Modelo de diário de obra em uma página
Este é o modelo de diário de obra em uma página, com os nove campos. O exemplo é de referência, para a reforma de uma loja em shopping de uma rede com +200 unidades, sem nome de rede e sem valores. Baixe o modelo em branco em Excel, Word ou PDF logo abaixo, ajuste os campos ao tipo de obra e use o mesmo em todas as obras.
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Modelo de diário de obra em uma página
Campo
O que preencher
Exemplo: reforma de loja em shopping
Identificação
Obra, endereço, contrato, ART ou RRT, data, horário
Loja do shopping, contrato de reforma, ART do engenheiro, terça-feira, das 22h às 6h (obra noturna)
Clima e condição
Clima e condição do canteiro
Tempo seco; área de obra isolada com tapume
Equipe e terceiros
Efetivo por função e empreiteiras
1 encarregado, 2 eletricistas, 3 montadores de gesso, 1 pintor
Serviços executados
Tarefa do cronograma, local, quantidade
Forro de gesso do salão concluído; infraestrutura elétrica do provador iniciada
Materiais recebidos
Entregas conferidas e recusas
Chapas de gesso conferidas; luminárias com uma peça quebrada, devolvida
Equipamentos
Em uso e parados
Andaime tubular em uso; plataforma elevatória liberada pelo shopping
Ocorrências
Paralisações, acidentes, interferências, visitas
Parada de 40 min por liberação atrasada da doca do shopping
Engenheiro da rede: aprovou o forro e pediu teste do circuito do provador antes de fechar
Assinaturas
Quem preencheu, responsável técnico, fiscal ou cliente
Encarregado e engenheiro da empreiteira; ciência do engenheiro da rede
Baixe o modelo de diário de obra em Excel, Word ou PDF
O modelo em branco traz os campos da tabela acima: identificação, clima por turno, efetivo, serviços executados, materiais, equipamentos, ocorrências, fotos, visitas e as assinaturas. É grátis e não pede cadastro. Se preferir, o botão Copiar modelo copia os campos, com o que preencher em cada um, para colar no Excel ou no Google Planilhas.
Variações. Em um centro de distribuição, entram frentes de serviço por módulo e a movimentação de máquinas; em uma planta industrial, a interface com a produção e as permissões de trabalho do dia; em uma clínica, o isolamento das áreas em funcionamento.
A regra que a empresa escreve: o modelo aprovado, publicado para todas as obras, e a revisão dele quando um tipo de obra novo aparece.
Os 10 erros mais comuns no diário de obra
Todos aparecem nas primeiras semanas de obra, e todos se resolvem com uma regra escrita e alguém lendo os diários.
1. Preencher a semana inteira na sexta-feira. O diário perde a data real e deixa de provar o dia.
2. Dia em branco. Chuva, feriado e paralisação também se registram, com o motivo.
3. “Sem ocorrências” todos os dias. Em obra, quase todo dia tem algo; o campo vazio esconde o que depois explica o atraso.
4. Serviço sem local e sem quantidade. “Alvenaria” não diz onde nem quanto.
5. Nome de serviço diferente do cronograma. Ninguém consegue comparar planejado e realizado.
6. Foto sem data ou fora do diário. A foto no celular de alguém não é registro da obra.
7. Orientação do responsável técnico só verbal. Se não está no diário, a liberação não aconteceu.
8. Rasura ou folha arrancada. Corrige-se com nova anotação datada, nunca apagando.
9. Cada obra com um modelo. A matriz não compara, e cada engenheiro reinventa o diário.
10. Ninguém lê. O diário existe, mas a ocorrência crítica só aparece quando o atraso já está feito.
A regra que a empresa escreve: as dez regras acima, em uma página, no começo de cada contrato de obra.
Como o SULTS sustenta o diário de obra em todas as obras
A plataforma não escreve o diário nem substitui o responsável técnico; ela faz o diário de cada obra ser preenchido no canteiro, no mesmo modelo, e chegar à matriz no mesmo dia.
No SULTS, o diário do dia vira um roteiro do sistema de checklist, como a seção da tela acima: clima, equipe e terceiros, serviços, materiais, equipamentos, ocorrências, fotos, visitas do responsável técnico e assinatura. Como descreve a página do checklist de obra, quem está na obra escolhe a obra e o roteiro, faz check-in e check-out com GPS, responde item por item com foto com GPS, data e hora, e quem preencheu assina no app; o PDF fica no histórico da obra. Os serviços do dia podem ser descritos em resposta de texto livre no roteiro, junto com as fotos. A agenda programa o registro por obra e por responsável, com trava que obriga a aplicar ou reagendar com justificativa. Uma ocorrência abre plano de ação com responsável e prazo, como no modelo de plano de ação, ou um dos chamados quando depende de outra área. O cronograma de cada obra fica no módulo de Projetos. Outras soluções estão no hub de gestão.
O diário de todas as obras, no mesmo padrão
Roteiro do dia no celular, check-in com GPS no canteiro, foto com data e hora, assinatura no app e o PDF no histórico de cada obra.
É o registro diário do que aconteceu no canteiro: clima, equipe e terceiros, serviços executados, materiais, equipamentos, ocorrências, visitas do responsável técnico, fotos e assinatura. Também é chamado de RDO. Na SULTS, o diário do dia é um roteiro preenchido no celular, com foto e assinatura, e fica no histórico de cada obra.
O que significa RDO?
RDO é a sigla de relatório diário de obra, outro nome para o diário de obra. Diário de obras, com s, também é o mesmo documento. Em contratos públicos e de construtoras, RDO costuma ser o nome oficial do modelo. No SULTS, o RDO segue o mesmo modelo em todas as obras da empresa.
O diário de obra é obrigatório?
Não há hoje uma norma federal que imponha um formato único para toda obra privada: a exigência vem do contrato ou do padrão da empresa. Em obra pública, a Lei 14.133/2021 manda o fiscal anotar em registro próprio as ocorrências (art. 117, § 1º). No SULTS, a empresa torna o diário obrigatório em todas as obras pelo roteiro e pela agenda.
O Livro de Ordem do CREA ainda é obrigatório?
Não. A plenária 1.657 do Confea aprovou, em 23/11/2023, a revogação da Resolução 1.094/2017, que instituía o Livro de Ordem. A ART e o RRT continuam, e o diário segue registrando a participação do profissional. No SULTS, as visitas e orientações do responsável técnico são um campo do roteiro do diário.
O que deve conter em um diário de obra?
Identificação e clima, equipe e terceiros, serviços executados com local e quantidade, materiais recebidos, equipamentos, ocorrências e paralisações, fotos do avanço, visitas e orientações do responsável técnico e assinatura. Na SULTS, esses campos formam a seção Diário de obra do dia, com foto obrigatória onde a empresa definir.
Como fazer um diário de obra?
No fim de cada dia, no canteiro: abra o registro com data e clima, conte o efetivo, descreva os serviços com o nome da tarefa do cronograma, anote materiais, equipamentos e ocorrências, tire as fotos, registre visitas e assine. No SULTS, o roteiro guia cada passo no celular e o PDF sai ao concluir.
Quem deve preencher e assinar o diário de obra?
Quem acompanha o dia preenche, em geral o mestre de obras ou o engenheiro da obra; o responsável técnico confere e assina; o fiscal ou o cliente assina quando o contrato pede. Na SULTS, quem preencheu e quem acompanhou assinam no aplicativo, com registro de data e hora.
Qual a diferença entre diário de obra e relatório de obra?
O diário registra cada dia; o relatório de obra resume um período, como a semana ou o mês, para quem não está no canteiro, com avanço, riscos e pendências. O diário é a fonte do relatório. Na SULTS, os diários ficam no histórico da obra e o avanço aparece no cronograma do módulo de Projetos.
O diário de obra precisa ser preenchido todo dia?
Sim, todo dia de obra, e também os dias parados por chuva, feriado ou paralisação, com o motivo. Um dia em branco no meio da obra abre discussão sobre prazo. Na SULTS, a agenda programa o diário por obra e por responsável, e a trava obriga a aplicar ou reagendar com justificativa.
Diário de obra digital tem validade?
Vale como registro quando o contrato aceita e quando mostra quem preencheu, quando, onde e o que foi alterado. Quando o contrato pede assinatura física, ela continua valendo, e o jurídico confirma em cada caso. No SULTS, o diário tem check-in com GPS, foto com data e hora e assinatura no app.
Como registrar chuva e dias improdutivos no diário de obra?
Anote o clima de manhã e de tarde, o horário da chuva, o efeito no canteiro e o que parou, com foto. Esses registros explicam o desvio do cronograma e sustentam pedido de prazo. No SULTS, clima e condições do canteiro são o primeiro item do roteiro do diário do dia.
Como corrigir um erro no diário de obra?
Nunca apagando ou arrancando folha: faz-se uma nova anotação datada que corrige a anterior e diz o motivo. No digital, a correção precisa ficar no histórico. No SULTS, o PDF de cada diário fica no histórico da obra, e a correção entra em um novo registro.
O diário de obra serve como prova em caso de atraso ou disputa?
É um dos registros mais usados para explicar atrasos, paralisações e mudanças, desde que tenha sido feito no dia e assinado. O peso em cada caso é avaliado pelo jurídico. Na SULTS, cada diário guarda data, hora, localização do check-in, fotos e assinaturas.
Reforma pequena precisa de diário de obra?
Se o contrato ou a empresa exigirem, sim; e mesmo quando não exigem, o diário simples evita discussão sobre prazo e escopo. Em redes, reforma de loja costuma ter diário padrão. No SULTS, dá para ter um roteiro curto para reformas e outro completo para obras maiores.
Qual a relação entre diário de obra e cronograma de obra?
O cronograma diz o que deveria acontecer e até quando; o diário diz o que aconteceu. Com o mesmo nome de tarefa nos dois, a revisão semanal mostra o desvio e o motivo. No SULTS, o cronograma fica no módulo de Projetos, com Gantt e data projetada, e o diário é um roteiro do Checklist.
Onde encontrar um modelo de diário de obra em PDF ou Excel?
Este guia traz um modelo de diário de obra para baixar grátis em Excel, Word e PDF, com os campos da tabela do modelo e um exemplo preenchido de referência; também dá para copiar os campos para a planilha. O cuidado é usar o mesmo modelo em todas as obras. No SULTS, o modelo vira um roteiro aplicado no celular, e o PDF de cada dia sai pronto.
Como acompanhar o diário de várias obras ao mesmo tempo?
Com um modelo único, horário de fechamento, alguém da matriz lendo todos os diários e as ocorrências virando ação com dono e prazo. No SULTS, os diários de todas as obras chegam no mesmo dia, e a ocorrência abre plano de ação ou chamado.
O que muda no diário de obra em obra pública?
O fiscal do contrato anota em registro próprio as ocorrências da execução, pelo art. 117, § 1º, da Lei 14.133/2021, e o edital define o formato, muitas vezes o RDO. A empreiteira mantém o dela conforme o contrato. Na SULTS, o roteiro pode seguir os campos que o edital pedir.
O diário de obra substitui o checklist de segurança?
Não. O diário registra a ocorrência de segurança e aponta o documento próprio; a conferência do canteiro fica no checklist NR 18, e a análise de risco e a permissão de trabalho têm registros próprios. No SULTS, cada um é um roteiro diferente, aplicado na mesma obra.
Como o SULTS registra o diário de obra?
O diário do dia é um roteiro do Checklist com os nove campos, aplicado no canteiro com check-in e check-out com GPS, foto com data e hora e assinatura no app; o PDF fica no histórico da obra, e a ocorrência abre plano de ação. O checklist de obra da SULTS mostra o fluxo.
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