Mapa de risco: o que é, cores, como fazer e o que diz a NR 5

Guia para quem cuida de segurança do trabalho em uma ou em centenas de unidades: o que é o mapa de risco, as cores e os círculos, se ele ainda é obrigatório pela NR 5, como se liga ao PGR, como fazer em 7 passos, exemplos por ambiente e um modelo pronto para adaptar.

Mapa de risco é a representação gráfica, sobre a planta de um setor, dos riscos que os trabalhadores percebem ali: círculos coloridos por tipo de risco, com tamanho que indica a intensidade, à vista de quem trabalha no local. As cores usadas até hoje vêm do antigo Anexo IV da NR 5, trazido pela Portaria SSST 25/1994: verde para riscos físicos, vermelho para químicos, marrom para biológicos, amarelo para ergonômicos e azul para acidentes.

Desde 3 de janeiro de 2022, com a NR 5 da Portaria MTP 422/2021, o mapa deixou de ser a única forma de cumprir a regra. A CIPA registra a percepção dos riscos dos trabalhadores por meio do mapa de risco ou de outra técnica ou ferramenta à sua escolha (item 5.3.1, alínea b), e esse registro alimenta o gerenciamento de riscos ocupacionais do PGR, na NR 1. Aqui estão o que vale hoje, as cores, os círculos, o passo a passo, exemplos por ambiente, o jeito de manter o mapa atualizado em muitas unidades e um modelo em uma página. Este guia informa; a decisão em cada estabelecimento é do SESMT e da CIPA.

Mapa de risco: o que é, cores, como fazer e o que diz a NR 5
Em resumo
O mapa de risco mostra, na planta do setor, onde estão os riscos que os trabalhadores percebem.
Desde 2022, a NR 5 aceita o mapa ou outra técnica para registrar essa percepção; o mapa continua sendo a mais usada.
As cinco cores (verde, vermelho, marrom, amarelo e azul) são convenção do antigo Anexo IV, hoje revogado.
O mapa não substitui o inventário de riscos do PGR: ele é a voz de quem trabalha, que entra no inventário.
Em rede, o mapa funciona como programa: legenda única, revisão com calendário e ações acompanhadas por unidade.

O que é mapa de risco, para que serve e o que ele não é

O mapa de risco serve para tornar visível, no próprio local, o que quem trabalha ali enxerga como perigo, e para levar essa percepção ao gerenciamento de riscos da empresa. Ele é feito a partir de conversa com os trabalhadores do setor, desenhado sobre a planta e revisado quando o setor muda; o mapa de risco de uma empresa é, na prática, um conjunto de mapas, um por setor. A finalidade é dupla: dar voz a quem executa a tarefa e comunicar, a quem chega, onde estão os riscos.

O mapa não mede exposição, não calcula nível de risco e não define medida de controle. Essas tarefas pertencem ao inventário de riscos e ao plano de ação do PGR, à análise preliminar de risco de cada tarefa e à permissão de trabalho das atividades não rotineiras. A matriz de risco, por sua vez, cruza probabilidade e severidade para classificar o nível; o mapa mostra onde o risco está e como ele é percebido.

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O que é mapa de risco, para que serve e o que ele não é
DocumentoPergunta que respondeQuem fazReferência
Mapa de riscoOnde estão os riscos que os trabalhadores percebem neste setor?CIPA, com os trabalhadores e assessoria do SESMTNR 5, item 5.3.1, alínea b
Inventário de riscosQuais perigos existem, quem está exposto e qual é o nível de cada risco?Organização, no PGRNR 1, itens 1.5.7.1 e 1.5.7.3.2
Matriz de riscoQual é o nível deste risco, pela probabilidade e pela severidade?Quem avalia os riscos no PGRCritério definido pela organização (NR 1, 1.5.4.4)
Análise preliminar de riscoQuais riscos tem esta tarefa, hoje, e como controlá-los?Quem executa, com a segurançaPrática da empresa, ligada ao PGR
Checklist de inspeçãoAs medidas estão no lugar hoje?Inspetor, CIPA ou gestor da unidadeNR 5, item 5.3.1, alínea c

O mapa de risco é obrigatório? O que a NR 5 exige desde 2022

O que a NR 5 exige hoje é o registro da percepção dos riscos dos trabalhadores; o mapa de risco é uma das formas de fazer esse registro, ao lado de outras técnicas que a CIPA escolher. A redação vigente, da Portaria MTP 422/2021, em vigor desde 3 de janeiro de 2022, diz que cabe à CIPA registrar essa percepção, em conformidade com o subitem 1.5.3.3 da NR 1, por meio do mapa de risco ou outra técnica ou ferramenta apropriada à sua escolha, sem ordem de preferência, com assessoria do SESMT, onde houver (item 5.3.1, alínea b).

A mesma portaria revogou o art. 2º da Portaria SSST 25/1994 (art. 4º, inciso II), que tinha incluído o mapa de riscos entre as atribuições da CIPA e trazia, em anexo, as orientações de elaboração: as cores, os círculos e a afixação. Por isso, a NR 5 atual não fixa cores, tamanhos de círculo nem local de afixação. Nada disso impede usar o padrão antigo, e a maioria das empresas continua usando, porque todo mundo já sabe ler. Acordos e convenções coletivas podem trazer regras próprias; vale conferir o da sua categoria.

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O mapa de risco é obrigatório? O que a NR 5 exige desde 2022
PontoAté 2021Desde 3/1/2022
InstrumentoMapa de riscos, atribuição da CIPAMapa de risco ou outra técnica, à escolha da CIPA
BaseNR 5 com a Portaria SSST 25/1994 e o anexo de orientaçõesNR 5, item 5.3.1, alínea b, ligada ao 1.5.3.3 da NR 1
Cores e círculosDefinidos no anexo (cinco grupos, tamanhos diferentes)Não definidos na norma; o padrão antigo virou convenção
AfixaçãoEm cada local analisado, visível e de fácil acessoNão fixada na NR 5; decisão da empresa
Destino do registroDiagnóstico da CIPAGerenciamento de riscos ocupacionais do PGR

Na prática, a pergunta certa não é se o mapa é obrigatório, e sim como a empresa comprova que ouviu os trabalhadores sobre os riscos. Um mapa atualizado, com data e participantes, é a comprovação mais simples. O checklist da CIPA da SULTS traz esse registro como item da inspeção dos ambientes.

Mapa de risco e PGR: como os dois se encaixam

O mapa de risco é a entrada da percepção dos trabalhadores no PGR; o inventário de riscos é onde essa percepção vira avaliação, e o plano de ação é onde ela vira medida. A NR 1 manda a organização adotar mecanismos para a participação dos trabalhadores no gerenciamento de riscos, para consultá-los sobre a percepção de riscos ocupacionais e para comunicar a eles os riscos consolidados no inventário e as medidas do plano de ação (item 1.5.3.3, na redação da Portaria MTE 1.419/2024).

O PGR tem, no mínimo, o inventário de riscos e o plano de ação (item 1.5.7.1). O inventário traz a caracterização dos processos e ambientes, das atividades, a descrição dos perigos, as possíveis lesões, os grupos expostos, as medidas já adotadas e a avaliação dos riscos (item 1.5.7.3.2), precisa ficar atualizado e ter o histórico guardado por 20 anos (item 1.5.7.3.3). A avaliação de riscos é revista a cada dois anos ou quando algo muda, como uma nova tecnologia, um acidente ou uma medida implantada (item 1.5.4.4.6).

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Mapa de risco e PGR: como os dois se encaixam
Etapa do PGROnde o mapa entra
Identificação de perigosOs círculos apontam perigos que o levantamento técnico pode não ter visto
Avaliação de riscosA intensidade percebida é um dado a mais, ao lado das medições e do critério da empresa
Plano de açãoCada risco grande no mapa pede uma ação com responsável e prazo
ComunicaçãoO mapa afixado mostra a quem trabalha ali os riscos consolidados e as medidas
RevisãoMudou o setor, o processo ou houve acidente: revisa-se o mapa junto com o inventário

A NR 5 também pede que a empresa contratante passe às contratadas as informações sobre os riscos e as medidas de prevenção do PGR (item 5.9.1). Mostrar o mapa do setor na integração de um prestador é um jeito direto de cumprir essa parte.

Cores do mapa de risco: os cinco grupos e o que entra em cada um

As cores do mapa de risco são cinco: verde para riscos físicos, vermelho para químicos, marrom para biológicos, amarelo para ergonômicos e azul para riscos de acidentes. Elas vêm da Tabela I do antigo Anexo IV da NR 5 (Portaria SSST 25/1994). A norma atual não as exige, mas usar o mesmo código em todos os setores e unidades é o que permite comparar um mapa com outro. Por muito tempo esses tipos de riscos foram chamados de riscos ambientais, nome ligado ao antigo PPRA da NR 9, aprovado pela mesma portaria; hoje a NR 1 fala em riscos ocupacionais.

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Cores do mapa de risco: os cinco grupos e o que entra em cada um
CorGrupoO que a Tabela I listavaExemplo em uma empresa
VerdeRiscos físicosRuídos, vibrações, radiações ionizantes e não ionizantes, frio, calor, pressões anormais e umidadeRuído da linha de envase, calor da cozinha, câmara fria
VermelhoRiscos químicosPoeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores e substâncias, compostos ou produtos químicos em geralProdutos de limpeza, solda, tintas e solventes, combustível
MarromRiscos biológicosVírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas e bacilosColeta de amostras, resíduos de serviço de saúde, esgoto
AmareloRiscos ergonômicosEsforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, ritmos excessivos, turno e trabalho noturno, jornadas prolongadas, monotonia e repetitividade, outras situações de stress físico ou psíquicoCaixa de supermercado, separação de pedidos, digitação contínua
AzulRiscos de acidentesArranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, incêndio ou explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentosEmpilhadeira no corredor, piso molhado, quadro elétrico aberto

Os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho entram no grupo ergonômico: a NR 1 manda o gerenciamento abranger os riscos ligados aos fatores ergonômicos, incluindo os psicossociais (item 1.5.3.1.4). No mapa, eles costumam aparecer em amarelo, com a descrição do agente, como meta de produtividade rígida ou atendimento ao público sob pressão.

Círculos, tamanho e legenda: como desenhar e como ler o mapa

Cada círculo marca um risco no ponto da planta onde ele acontece: a cor diz o grupo, o tamanho diz a intensidade percebida, e dentro ou ao lado vão o número de trabalhadores expostos e o agente. O anexo de 1994 pedia tamanhos diferentes de círculo para a intensidade, de acordo com a percepção dos trabalhadores, sem fixar quantos. Na prática, quase todo mapa usa três tamanhos: pequeno, médio e grande, com o grande valendo o dobro do médio e o médio o dobro do pequeno.

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Círculos, tamanho e legenda: como desenhar e como ler o mapa
ElementoComo representarExemplo
Grupo de riscoCor do círculoAmarelo: ergonômico
IntensidadeTamanho: pequeno, médio ou grandeGrande: esforço físico intenso na doca
ExpostosNúmero dentro do círculo12
AgenteTexto curto ao ladoLevantamento manual de caixas
Vários riscos no mesmo pontoCírculo dividido em fatias, uma por corVerde e vermelho na área de solda

A legenda fica no próprio mapa e responde a cinco perguntas: qual setor e qual unidade, quando foi feito, quem participou, o que significa cada cor e o que significa cada tamanho. Sem data e sem nome de quem participou, o mapa não comprova a consulta aos trabalhadores, que é justamente o que a norma pede.

Veja como isso fica em um exemplo de mapa de risco de um armazém: cada círculo está no ponto onde o risco acontece, o tamanho mostra a intensidade percebida e o número indica quantas pessoas estão expostas. Na recarga de baterias, o círculo dividido junta o risco químico do ácido e o risco de acidente com eletricidade.

Exemplo de mapa de risco de um armazém de centro de distribuição: planta com doca, armazenagem, câmara fria, recarga de baterias, separação de pedidos, vestiário e escritório, círculos verdes, vermelhos, marrons, amarelos e azuis em três tamanhos com o número de trabalhadores expostos e legenda de cores e intensidade

Como fazer um mapa de risco em 7 passos

Fazer um mapa de risco é desenhar a planta do setor, ouvir quem trabalha ali, marcar cada risco com cor e tamanho e ligar o resultado ao plano de ação. As etapas abaixo seguem a lógica do anexo de 1994 (conhecer o processo, identificar riscos, medidas existentes, indicadores de saúde e levantamentos ambientais, desenho sobre o layout), com o passo final que a NR 1 acrescentou: levar tudo ao PGR.

1. Desenhe a planta ou um croqui do setor. Portas, máquinas, bancadas, corredores, estoques e saídas. Não precisa de escala, precisa ser reconhecível. Para quem pergunta como fazer mapa de risco no computador: qualquer editor de apresentação ou de desenho serve, e o papel também.

2. Levante o processo. Atividades, quantas pessoas por turno, equipamentos, produtos usados e o que já existe de proteção (EPI, proteção de máquina, exaustão, sinalização).

3. Ouça os trabalhadores de todos os turnos. Conversa curta ou questionário, com a pergunta simples: o que aqui pode machucar ou adoecer você? Anote nas palavras deles.

4. Classifique cada risco por grupo. Use as cinco cores e descreva o agente. Na dúvida entre dois grupos, escolha pelo efeito na pessoa.

5. Defina a intensidade. Pequeno, médio ou grande, pela percepção de quem trabalha, considerando as medidas que já existem. Dados de acidentes, afastamentos e medições ambientais ajudam a calibrar.

6. Desenhe, valide e date. A CIPA discute e aprova, com assessoria do SESMT onde houver. Legenda completa, data e participantes.

7. Divulgue e leve ao PGR. Afixe no setor, comunique o resultado e transforme cada risco médio ou grande em ação com responsável e prazo, seguindo o modelo de plano de ação.

Quem elabora, onde o mapa fica e quando atualizar

Quem elabora o mapa de risco é a CIPA, ouvindo os trabalhadores, com assessoria do SESMT onde houver; a organização garante os meios e o tempo, e responde pelo PGR que recebe o resultado. A NR 5 põe o registro da percepção entre as atribuições da comissão (item 5.3.1, alínea b) e manda a organização proporcionar os meios necessários e tempo suficiente para as tarefas do plano de trabalho (item 5.3.2, alínea a).

Onde a empresa não tem CIPA, a obrigação de consultar os trabalhadores sobre a percepção de riscos continua, porque está na NR 1 (item 1.5.3.3). O representante nomeado da NR 05 auxilia nas ações de prevenção e pode conduzir o levantamento com o apoio da área de segurança.

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Quem elabora, onde o mapa fica e quando atualizar
Quando atualizarPor quê
A cada mandato da CIPAA comissão nova revê o que a anterior registrou; o mandato é de um ano (item 5.4.6)
Mudança de layout, máquina ou processoOs pontos de risco mudam de lugar ou de intensidade
Depois de acidente ou doença do trabalhoO evento pode revelar risco que ninguém tinha marcado
Revisão da avaliação de riscos do PGRA cada dois anos ou quando algo muda (NR 1, item 1.5.4.4.6)
Reclamação recorrente dos trabalhadoresÉ a percepção mudando, que é o que o mapa registra

O lugar do mapa é o próprio setor, na altura dos olhos, perto da entrada ou do ponto de encontro da equipe. A cópia oficial, com as versões anteriores, entra na documentação da CIPA, que a NR 5 manda manter no estabelecimento por no mínimo cinco anos (item 5.9.2).

Exemplos de mapa de risco por ambiente: escritório, cozinha, hospital, obra e CD

O mesmo método serve para um escritório e para um hospital; o que muda é a mistura de cores e o tamanho dos círculos. A tabela mostra riscos típicos de cada ambiente, como ponto de partida para a conversa com os trabalhadores, e não substitui o levantamento no local.

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Exemplos de mapa de risco por ambiente: escritório, cozinha, hospital, obra e CD
AmbienteRiscos que costumam aparecer, por corCírculos maiores, em geral
EscritórioAmarelo: postura, digitação contínua, metas. Azul: fios soltos, arquivo alto. Verde: ar-condicionado mal regulado. Vermelho: toner e produtos de limpezaAmarelo
Cozinha de restauranteVerde: calor de fornos, câmara fria. Vermelho: desengordurantes, gás. Marrom: alimentos crus. Amarelo: horas em pé, ritmo. Azul: facas, piso molhado, queimadurasAzul e verde
Hospital e laboratórioMarrom: sangue, perfurocortantes. Vermelho: quimioterápicos, desinfetantes. Verde: radiação na radiologia. Amarelo: movimentação de pacientes, plantão. Azul: quedas, eletricidadeMarrom
Canteiro de obrasAzul: altura, escavação, máquinas. Verde: ruído, vibração, sol. Vermelho: cimento, solventes. Amarelo: carga manual, postura. Marrom: esgoto, animaisAzul
Supermercado e centro de distribuiçãoAzul: empilhadeira, pilhas altas, facas. Amarelo: caixa, separação de pedidos. Verde: câmaras frias. Vermelho: produtos de limpezaAzul e amarelo
Oficina de manutençãoAzul: máquinas sem proteção, eletricidade. Vermelho: óleos, fumos de solda. Verde: ruído de compressor. Amarelo: postura em reparosAzul e vermelho

No mapa de risco hospitalar, cada setor tem o seu (UTI, centro cirúrgico, CME, radiologia, laboratório de análises clínicas), e em serviços de saúde o mapa conversa com a NR 32, que o checklist NR 32 percorre item a item. No canteiro, ele muda a cada fase da obra, e o checklist NR 18 e o checklist de obra cobrem a inspeção do dia a dia. Em qualquer ambiente, os pontos azuis de incêndio pedem o checklist de extintores em dia, e os riscos controlados por proteção individual pedem o checklist de EPI.

Mapa de risco em uma empresa com muitas unidades

Em uma empresa com dezenas ou centenas de unidades, o mapa de risco deixa de ser um cartaz e vira um programa: mesmo padrão em todas, calendário de revisão e um lugar onde a matriz enxerga o que cada unidade registrou. Plantas, centros de distribuição, lojas, clínicas e obras têm riscos diferentes, mas a régua para registrar precisa ser a mesma, ou não há como comparar.

Padrão único. Uma legenda, as mesmas cinco cores, os mesmos três tamanhos e os mesmos campos obrigatórios (setor, data, participantes, expostos, agente).

Modelo por tipo de unidade. A área de segurança monta um ponto de partida para cada tipo (loja, CD, planta, clínica), e cada unidade ajusta com a própria equipe.

Calendário. Revisão a cada mandato da CIPA e sempre que o layout muda, com o previsto contra o realizado por unidade.

Consolidação. A matriz olha os riscos grandes mais repetidos por tipo de unidade. Se 40 lojas marcam esforço físico intenso na doca, o problema é do projeto da doca, não de cada loja.

Ação com dono. Cada risco grande vira ação com responsável e prazo, acompanhada até a evidência, e o mapa seguinte mostra se o círculo diminuiu.

A regra que a empresa escreve cabe em uma frase: toda unidade tem mapa com menos de um ano, no padrão, com as ações dos riscos grandes em andamento. O programa de inspeções da empresa pode conferir isso na mesma visita em que confere o resto.

Modelo de mapa de risco em uma página

Este é um modelo de mapa de risco para copiar e adaptar, em cinco blocos. O exemplo é de um setor de expedição em um centro de distribuição, sem nome de empresa e sem valores; os pontos saem da conversa com a equipe do setor.

Bloco 1, cabeçalho. Empresa, unidade, setor, turnos, número de trabalhadores, data, versão e participantes (membros da CIPA, trabalhadores ouvidos, SESMT).

Bloco 2, planta. Croqui do setor com portas, docas, corredores, equipamentos e saídas, e os pontos numerados.

Bloco 3, pontos de risco. A tabela abaixo, um ponto por linha.

Bloco 4, legenda. As cinco cores com o nome do grupo e os três tamanhos com o que significam.

Bloco 5, validação e ação. Aprovação na reunião da CIPA, data de afixação, ações abertas para os riscos médios e grandes e data da próxima revisão.

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Modelo de mapa de risco em uma página
PontoRisco percebido (cor e tamanho)ExpostosMedida existenteAção proposta
1, docaLevantamento manual de caixas (amarelo, grande)12Rodízio de tarefaEstudar transportador na doca
2, corredorEmpilhadeira e pedestre no mesmo corredor (azul, grande)20Sinalização no pisoSeparar a rota de pedestres
3, câmara friaFrio (verde, médio)4Japona térmicaControlar o tempo de permanência
4, carregadorGases da bateria (vermelho, pequeno)2Área ventiladaManter e inspecionar
5, expediçãoMeta de pedidos por hora (amarelo, médio)15NenhumaRever a meta com a operação

O mapa de risco de cada unidade, com evidência

Levantamento no aplicativo, foto com data e hora, plano de ação para os riscos grandes e visão de todas as unidades.

Os 10 erros mais comuns no mapa de risco

Todos se resolvem com uma regra escrita e com a revisão no calendário.

1. Mapa feito pela segurança sem ouvir ninguém. Vira inventário técnico com cores, e a percepção dos trabalhadores, que é o objetivo, fica de fora.

2. Mapa de uma vez só. Feito na primeira CIPA e nunca mais revisto.

3. Sem data e sem participantes. Não comprova a consulta.

4. Cor trocada. Ergonômico em azul, químico em verde: ninguém consegue ler.

5. Todos os círculos do mesmo tamanho. O mapa não diz o que é prioridade.

6. Um mapa para a empresa inteira. O risco está no setor, e o mapa também.

7. Mapa guardado na sala do RH. Quem precisa ver é quem trabalha no setor.

8. Risco grande sem ação. O mapa aponta, mas ninguém tem prazo para resolver.

9. Mapa desligado do PGR. O inventário diz uma coisa, o mapa diz outra.

10. Contratadas fora. O prestador trabalha no setor e nunca viu o mapa.

Como a SULTS mantém o mapa de risco em dia em todas as unidades

A SULTS não desenha o mapa nem avalia o risco por ninguém; ela faz o levantamento acontecer, com evidência, em todas as unidades, e mostra à matriz o que cada uma registrou. No módulo de Checklist, o levantamento de riscos do setor vira uma seção do roteiro de inspeção, como na tela abaixo: setor descrito, riscos de cada grupo identificados, trabalhadores ouvidos, intensidade indicada e mapa afixado, cada questão com seu peso.

Tela da SULTS com a seção Levantamento de riscos do setor (mapa de risco): nove questões, de riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes até trabalhadores ouvidos e mapa afixado, com pontuação e tipo de resposta

Como descreve o checklist da CIPA, o membro da comissão faz check-in na unidade pelo aplicativo, responde item por item e anexa a foto do mapa afixado, com GPS, data e hora; quando o item exige foto, o roteiro não avança sem ela. As inspeções entram na agenda de cada estabelecimento, com o agendado contra o realizado no painel, e o roteiro tem versão e vigência quando a norma ou o procedimento muda. Risco grande vira plano de ação com responsável e prazo, e o resultado pode ir a todas as unidades pelo módulo de Comunicados, com confirmação de leitura. Dá para cadastrar colaboradores, equipamentos e extintores por unidade e configurar aviso antes do vencimento de inspeções. O checklist de segurança do trabalho reúne os outros roteiros do programa, e outras soluções estão no hub de gestão.

O levantamento de riscos de todas as unidades, em um só lugar

Roteiro no aplicativo, foto do mapa afixado, plano de ação para os riscos grandes e painel por unidade.

Perguntas frequentes

O que é mapa de risco?

É a representação gráfica, sobre a planta do setor, dos riscos que os trabalhadores percebem: círculos coloridos por grupo de risco, com tamanho pela intensidade. Hoje é uma das formas de a CIPA registrar essa percepção (NR 5, item 5.3.1, alínea b). Na SULTS, o levantamento vira seção do roteiro de inspeção.

Para que serve o mapa de risco?

Serve para mostrar, no próprio local, onde estão os riscos percebidos por quem trabalha ali, levar essa percepção ao PGR e comunicar os riscos a quem chega ao setor, inclusive prestadores. Na SULTS, cada risco grande do mapa pode virar plano de ação com responsável e prazo.

O mapa de risco ainda é obrigatório em 2026?

A NR 5 vigente exige o registro da percepção dos riscos dos trabalhadores, feito pelo mapa de risco ou por outra técnica escolhida pela CIPA, sem ordem de preferência. O mapa deixou de ser a única forma, mas continua sendo a mais usada. Na SULTS, esse registro entra como item da inspeção, com foto.

O que mudou no mapa de risco com a NR 5 de 2022?

A Portaria MTP 422/2021, em vigor desde 3/1/2022, trocou a obrigação de elaborar o mapa pela de registrar a percepção dos riscos por mapa ou outra técnica, e revogou o art. 2º da Portaria SSST 25/1994, que trazia o anexo com cores e círculos. Na SULTS, o roteiro muda de versão sem perder o histórico.

Quais são as cores do mapa de risco?

Verde para riscos físicos, vermelho para químicos, marrom para biológicos, amarelo para ergonômicos e azul para acidentes. O código vem da Tabela I do antigo Anexo IV da NR 5 e hoje é convenção, não exigência. Na SULTS, dá para montar uma seção de questões para cada grupo de risco.

O que significa o tamanho dos círculos no mapa de risco?

O tamanho indica a intensidade do risco pela percepção dos trabalhadores. O anexo de 1994 pedia tamanhos diferentes sem fixar quantos; o costume é usar três, pequeno, médio e grande. Dentro do círculo vai o número de expostos. Na SULTS, a intensidade indicada no mapa é uma das questões do levantamento.

Quem elabora o mapa de risco?

A CIPA, ouvindo os trabalhadores de cada setor, com assessoria do SESMT onde houver. A organização garante meios e tempo (NR 5, item 5.3.2) e responde pelo PGR. Sem CIPA, a consulta continua exigida pela NR 1. Na SULTS, o membro da comissão registra o levantamento pelo aplicativo, na unidade.

Como fazer um mapa de risco passo a passo?

Desenhe a planta do setor, levante o processo, ouça os trabalhadores de todos os turnos, classifique cada risco por cor, defina a intensidade, valide na CIPA com data e participantes e leve os riscos maiores ao plano de ação do PGR. Na SULTS, cada passo pode ser uma questão do roteiro.

Qual a diferença entre mapa de risco e PGR?

O PGR, da NR 1, é o programa da organização, com inventário de riscos e plano de ação. O mapa de risco registra a percepção dos trabalhadores e alimenta esse inventário, e também serve para comunicar os riscos no setor. Na SULTS, o plano de ação acompanha as medidas até a evidência.

Qual a diferença entre mapa de risco e matriz de risco?

A matriz cruza probabilidade e severidade para classificar o nível de um risco, e é ferramenta da avaliação no PGR. O mapa mostra onde o risco está e como os trabalhadores o percebem. Um completa o outro. Na SULTS, o levantamento do mapa e as inspeções ficam registrados por unidade.

Qual a diferença entre mapa de risco e APR?

O mapa olha o setor e fica valendo até a próxima revisão; a análise preliminar de risco olha uma tarefa específica, no dia em que ela vai acontecer, e define os controles. Os riscos grandes do mapa costumam pedir APR nas tarefas ligadas a eles. Na SULTS, os dois viram roteiros distintos.

Onde o mapa de risco deve ficar afixado?

A NR 5 atual não fixa o local. O anexo de 1994 pedia o mapa em cada local analisado, visível e de fácil acesso, e esse continua sendo o costume: no setor, na altura dos olhos. Na SULTS, a foto do mapa afixado pode ser exigida como evidência na inspeção.

De quanto em quanto tempo atualizar o mapa de risco?

A norma não fixa prazo para o mapa. O usual é revisar a cada mandato da CIPA, que dura um ano, e sempre que muda o layout, o processo ou acontece um acidente, junto com a revisão da avaliação de riscos do PGR. Na SULTS, as revisões entram na agenda de cada unidade.

Onde entram os riscos psicossociais no mapa de risco?

No grupo ergonômico, em amarelo. A NR 1 manda o gerenciamento abranger os riscos ligados aos fatores ergonômicos, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho (item 1.5.3.1.4). Descreva o agente, como meta rígida ou pressão no atendimento. Na SULTS, dá para incluir essa questão no roteiro.

Como fazer o mapa de risco de um hospital ou laboratório?

Um mapa por setor (UTI, centro cirúrgico, radiologia, coleta, CME), com atenção ao marrom dos riscos biológicos, ao vermelho dos químicos e ao verde da radiação. A NR 32 complementa o levantamento. Na SULTS, o checklist NR 32 e o levantamento de riscos rodam lado a lado em cada unidade de saúde.

Como fazer o mapa de risco de um escritório?

Poucos círculos, quase todos amarelos e azuis: postura, digitação, metas, iluminação, fios soltos e arquivos altos. Ouça quem trabalha lá, porque os riscos psicossociais aparecem mais na conversa do que na planta. Na SULTS, o mesmo roteiro de levantamento serve para escritórios e para a operação.

Empresa sem CIPA precisa de mapa de risco?

A alínea b do item 5.3.1 é atribuição da CIPA, mas a NR 1 exige de toda organização a consulta aos trabalhadores sobre a percepção de riscos (item 1.5.3.3). Onde há representante nomeado da NR 05, ele auxilia nisso. O mapa é o jeito mais simples de fazer e comprovar. A SULTS registra essa consulta por unidade.

Existe modelo de mapa de risco pronto para editar?

Sim: o modelo em uma página deste guia tem cabeçalho, planta, tabela de pontos de risco, legenda e validação. Copie a estrutura e preencha com a equipe do setor, porque um mapa pronto de outra empresa não registra a percepção de ninguém. Na SULTS, o modelo vira roteiro padrão para todas as unidades.

Como a SULTS ajuda com o mapa de risco em várias unidades?

O levantamento de riscos vira seção do roteiro de inspeção no aplicativo, com foto do mapa afixado, GPS, data e hora, agenda por unidade, plano de ação para os riscos grandes e painel para a matriz. O checklist da CIPA da SULTS mostra como funciona.

Como ver a SULTS funcionando com a minha operação?

Peça uma demonstração: a equipe mostra o roteiro de levantamento de riscos, as inspeções por unidade, o plano de ação e o painel com os dados da sua empresa, seja ela uma planta, uma rede de lojas, clínicas ou obras. A SULTS atende empresas de qualquer segmento com várias unidades.

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Comunique-se com suas equipes, acompanhando em tempo real quem visualizou a informação. Saiba mais
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Crie e compartilhe eventos entre você e a sua equipe de forma eficaz. Saiba mais

+1.750 marcas já centralizaram a gestão com a SULTS

+92 mil unidades gerenciadas em alimentação, saúde, educação, varejo, serviços, construção e indústria. De cinco a milhares de unidades, em qualquer segmento.

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