O que é checklist de cirurgia segura?
Checklist de cirurgia segura é a lista de verificação que a equipe cirúrgica percorre em três momentos de cada procedimento: antes da indução anestésica, antes da incisão e antes de o paciente sair da sala. Ela confirma paciente, procedimento e sítio, riscos anestésicos, profilaxia, contagens e amostras.
O que é o checklist de cirurgia segura da OMS?
É a lista de verificação de segurança cirúrgica publicada pela Organização Mundial da Saúde, com três fases chamadas Sign In, Time Out e Sign Out. No Brasil, ela é a base do Protocolo para Cirurgia Segura do Ministério da Saúde, da Anvisa e da Fiocruz, e cada serviço pode adaptá-la às próprias práticas.
Quais são as 3 fases da cirurgia segura?
São os três momentos da lista de verificação: antes da indução anestésica, chamado de entrada; antes da incisão cirúrgica, a pausa cirúrgica; e antes de o paciente sair da sala, a saída. Em cada fase a equipe confirma itens diferentes, e um profissional que participa da cirurgia conduz a lista.
O que é o time out na cirurgia segura?
Time out é o nome em inglês da pausa cirúrgica, a segunda fase da lista, feita antes da incisão. A equipe se apresenta pelo nome e pela função, confirma em voz alta paciente, cirurgia e sítio, revisa os eventos críticos e verifica o antimicrobiano dos últimos 60 minutos e os exames de imagem.
O que é o protocolo de cirurgia segura?
É o documento publicado em 2013 pelo Ministério da Saúde, pela Anvisa e pela Fiocruz e aprovado pela Portaria MS nº 1.377/2013. Ele traz a lista de verificação em três etapas, a demarcação do sítio, quem conduz a lista e os indicadores. A finalidade é reduzir incidentes, eventos adversos e mortalidade cirúrgica.
Quem deve conduzir a lista de verificação?
Pelo protocolo brasileiro, um profissional de saúde que participa da cirurgia, médico ou profissional da enfermagem, responsável por conduzir a aplicação da lista. O manual da OMS diz que esse papel costuma ficar com o enfermeiro circulante, mas pode ser de qualquer membro da equipe. A instituição define quem assume.
Qual é o papel da enfermagem no checklist de cirurgia segura?
O manual da OMS diz que a lista costuma ser conduzida pelo enfermeiro circulante, e o protocolo brasileiro admite médico ou profissional da enfermagem que participe da cirurgia. Quem conduz chama cada fase, confirma os itens em voz alta com a equipe e registra as respostas. No modelo, a enfermagem também confere a sala antes do primeiro procedimento.
Como fazer a demarcação do sítio cirúrgico?
Pelo protocolo, o médico da equipe cirúrgica demarca o sítio antes de o paciente seguir para o local do procedimento, com caneta dermográfica e um sinal de alvo, evitando marcas ambíguas como x. O símbolo é padronizado pela instituição e precisa continuar visível depois do preparo da pele.
Onde o protocolo de cirurgia segura se aplica?
Em todos os locais do estabelecimento de saúde onde se fazem procedimentos terapêuticos ou diagnósticos que impliquem incisão no corpo ou introdução de equipamento endoscópico. Então vale para o centro cirúrgico do hospital e também para a clínica que faz procedimento ou endoscopia, cada um com a lista adaptada.
O que a RDC 36/2013 pede sobre cirurgia segura?
A RDC 36/2013 da Anvisa institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Ela pede que a direção constitua o Núcleo de Segurança do Paciente, que implanta os protocolos e monitora os indicadores (art. 7), e coloca a segurança cirúrgica no Plano de Segurança do Paciente (art. 8).
Quais indicadores acompanhar na cirurgia segura?
O protocolo lista seis: percentual de pacientes com antibioticoprofilaxia no momento adequado, número de cirurgias em local errado, em paciente errado e de procedimentos errados, taxa de mortalidade cirúrgica intra-hospitalar ajustada ao risco e taxa de adesão à lista de verificação. O modelo traz os cinco primeiros como auditoria mensal.
Dá para adaptar a lista de verificação da OMS?
Dá. O manual da OMS incentiva cada serviço a reordenar, reformatar ou rever a lista para integrá-la às práticas locais, e avisa que ela não se destina a ser abrangente. A adaptação é feita pela instituição, com o seu Núcleo de Segurança do Paciente, e a versão aprovada é a que vale nas salas.
Onde baixar o checklist de cirurgia segura em PDF?
O modelo desta página tem botão para imprimir ou salvar em PDF e outro para copiar para o Excel ou o Word. O texto oficial do protocolo está no portal do Ministério da Saúde. Na SULTS, cada aplicação também gera um relatório em PDF com responsável, horário e respostas.
Dá para usar a SULTS no protocolo de cirurgia segura?
Dá para aplicar e auditar a lista como roteiro da rede, com questão crítica para identidade, procedimento e sítio, contagem em número, texto livre para eventos críticos e condutor registrado com horário. A lista faz parte do registro assistencial, então o prontuário do paciente continua no sistema da instituição.
Como medir a taxa de adesão por unidade?
Cada aplicação da lista fica registrada por unidade, sala, data e condutor, e a auditoria mensal do modelo registra a taxa em número. No painel, a gestão compara a adesão e a nota dos centros cirúrgicos, com as 5 melhores e as 5 piores unidades e a evolução mês a mês.
Serve para uma rede com vários hospitais e clínicas?
Serve. A rede monta a lista uma vez e distribui por unidade e sala, com versões diferentes quando o núcleo aprovar. Dá para cadastrar os profissionais de cada unidade, e as aplicações rodam no aplicativo de checklist para Android e iOS, no celular ou no tablet da sala.
Posso fotografar o paciente no checklist?
Não precisa. Dado referente à saúde é dado pessoal sensível na LGPD, e a lista de verificação não precisa de imagem do paciente. No modelo, a foto fica para a sala liberada, a etiqueta do material esterilizado e o equipamento com problema. As confirmações sobre o paciente são respostas de Sim ou Não.
O checklist garante conformidade ou resultado clínico?
Não. O checklist organiza e comprova a aplicação da lista, mas a segurança depende da equipe, dos protocolos, das instalações e das correções feitas, sob responsabilidade do responsável técnico e do Núcleo de Segurança do Paciente. A SULTS não é sistema hospitalar nem guarda prontuário: ela registra quando, onde e por quem cada item foi conferido.
Dá para integrar com o sistema hospitalar?
A API pública da SULTS, documentada no portal de desenvolvedores, cobre as avaliações de checklist, as respostas por questão e os planos de ação. Com ela, a rede leva a adesão para o BI ou para o sistema hospitalar. O sistema de checklist fica ao lado do sistema clínico, sem substituí-lo. Veja na página de demonstração.
Quanto custa o checklist de cirurgia segura na SULTS e como é o contrato?
A cobrança é por usuário ou por unidade, conforme a operação, e o preço é sob medida, conforme unidades, plano e módulos. Dá para começar pelo Starter, com até 3 módulos. A implantação é contratada uma vez, com time dedicado que adapta a lista atual, e o contrato tem tempo mínimo de 1 ano. Detalhes em planos e preços.