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Gestão Operacional

Turnover em Franquias: Como Reduzir Rotatividade na Rede

Guilherme Santos

Guilherme Santos

28 min de leitura
Visão superior (plongeé) de uma profissional segurando uma pasta executiva, vestindo um terninho escuro e uma blusa na cor verdigris, passando por uma grande porta giratória de vidro na entrada de um edifício corporativo moderno. A luz do sol projeta longas sombras no piso claro. A imagem utiliza a metáfora visual da porta giratória para ilustrar a evasão de talentos, conectando-se ao guia sobre como aplicar onboarding estruturado e engajamento para reduzir o turnover e a rotatividade de funcionários em redes de franquias.

Resumo executivo: Reduzir o turnover em uma rede de franquias deixou de ser arte e virou engenharia. Três alavancas comprovadas explicam a maior parte da variação entre redes que retêm e redes que sangram talento: onboarding estruturado (+82% em retenção segundo a Brandon Hall Group), engajamento medido por Gallup Q12 (-59% em turnover) e job embeddedness (teoria de Mitchell et al., Academy of Management). Este guia mostra como franqueadores aplicam esse conjunto em escala, com universidade corporativa, comunicação padronizada e trilhas de carreira inter-unidade, sem comprometer a autonomia do franqueado.

SULTS
+82%
em retenção de novos colaboradores com onboarding estruturado
-59%
de turnover em equipes altamente engajadas
213%
pode chegar o custo de substituir um colaborador, em % do salário anual
37,9%
das saídas voluntárias acontecem no primeiro ano de casa
Work Institute Retention Report, 2023

O que é turnover em franquias e por que exige uma lente própria

Turnover é a taxa de rotatividade: percentual de colaboradores que deixam a operação em um período, dividido pelo quadro médio. A fórmula é universal, mas o fenômeno em uma rede de franquias tem três características que o diferenciam de uma empresa mono-unidade.

Primeiro, a rotatividade é distribuída: o franqueador não tem controle direto sobre quem sai de cada unidade, mas sofre a consequência reputacional em toda a rede. Segundo, o padrão de atendimento quebra cada vez que uma pessoa treinada sai, porque a curva de aprendizado recomeça do zero em cada ciclo, comprometendo a experiência uniforme da marca. Terceiro, a autonomia do franqueado cria assimetria de maturidade: unidades com franqueados experientes retêm talento; unidades com franqueados iniciantes perdem. A mesma rede convive com unidades de 8% e unidades de 80% de turnover, e o dado agregado esconde essa variância.

Para o franqueador, isso muda a natureza da intervenção. Em vez de um programa central de RH, a solução é um onboarding estruturado replicável em qualquer unidade, independentemente da maturidade do franqueado que a opera. O problema não é corporativo; é de governança da rede.

Pirâmide do custo real de uma saída em unidade franqueada A rescisão é a ponta visível; três camadas maiores ficam ocultas 1. Rescisão e recrutamento ~ 15% do custo total 2. Treinamento e curva de aprendizado ~ 25% 3. Perda de produtividade e sobrecarga da equipe ~ 35% 4. Quebra de padrão da marca e impacto na experiência do cliente ~ 25% (alto risco reputacional na rede)

Figura 1: As quatro camadas de custo de uma saída em unidade franqueada. A rescisão visível representa uma fração pequena do impacto total.

Quanto custa o turnover em uma rede de franquias

A Society for Human Resource Management (SHRM) estima que substituir um colaborador custa entre 50% e 213% do salário anual, dependendo da senioridade e da complexidade do cargo. Para uma unidade franqueada, a composição fica distribuída em quatro blocos de custo, todos cobertos parcial ou integralmente pelo franqueado, mas com reflexo direto na performance da rede e nos royalties do franqueador.

CargoCusto de substituição (% salário anual)Principais componentes do custo
Atendente ou operador de linha30% a 50%Rescisão, recrutamento, treinamento inicial, curva de aprendizado (30 a 45 dias)
Vendedor ou técnico especializado50% a 90%Os anteriores + perda de conexão com clientes, retrabalho em vendas em andamento
Supervisor ou líder de turno80% a 130%Os anteriores + impacto em equipe, queda em indicadores de qualidade, risco de fuga em cadeia
Gerente de unidade130% a 213%Todos os anteriores + perda de conhecimento operacional, risco de vazamento de padrão, instabilidade na relação franqueador-franqueado

Em uma rede com 100 unidades e um turnover médio de 60% no quadro operacional (média do varejo e do food service no Brasil), a matemática fica clara. Se cada unidade tem 10 colaboradores com salário médio de R$ 2.200, a rotatividade anual representa 600 substituições por ano na rede. A 40% do salário anual como custo unitário, o prejuízo agregado da rede ultrapassa R$ 6 milhões por ano, dos quais parte afeta diretamente o EBITDA das unidades e, consequentemente, a capacidade do franqueado de honrar royalties e investir em expansão.

SULTS Universidade corporativa como antídoto à rotatividade

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Por que redes de franquias têm turnover estruturalmente mais alto

Entender as causas estruturais é o que separa um programa de retenção genérico de um programa desenhado para rede. Seis fatores aparecem recorrentemente em redes maduras, de food service a saúde:

Turnos e jornadas intensivas

Food service, varejo e lavanderia concentram jornadas em horários de pico (finais de semana, feriados), aumentando atrito com colaboradores jovens. A flexibilidade de escala, quando bem desenhada, reduz saídas voluntárias em até 20%.

Franqueado despreparado em gestão de pessoas

Muitos franqueados vêm de carreiras em outras áreas e viram chefes sem formação em liderança. Segundo a Gallup, 70% da variação em engajamento é atribuível ao gestor direto; em uma rede, esse gestor é o franqueado ou o gerente de unidade formado por ele.

Onboarding improvisado em cada unidade

Sem um programa formal, cada franqueado integra novos colaboradores do seu jeito. O resultado é dispersão de padrão e alta saída nos primeiros 90 dias, exatamente quando 37,9% das demissões voluntárias acontecem.

Ausência de trilha de carreira intra-rede

Quando o colaborador não enxerga caminho entre atendente, gerente e multifranqueado, a rede perde o ativo mais valioso: o talento formado dentro da sua cultura. Redes que formalizam trilha inter-unidade retêm mais.

Comunicação dispersa entre franqueador e unidade

Grupos de WhatsApp não substituem um canal oficial com confirmação de leitura. A sensação de isolamento da unidade é causa frequente de saídas em redes pulverizadas geograficamente.

Cultura de marca diluída na operação diária

Uma rede de academias, por exemplo, pode ter cultura de saúde e comunidade no marketing, mas cultura de cobrança e metas no chão da unidade. Esse descolamento empurra quem foi contratado pela narrativa original para fora.

4 estágios de maturidade de retenção em rede

Antes de decidir quais estratégias priorizar, o franqueador precisa diagnosticar o estágio atual da rede. A maturidade de retenção evolui em quatro níveis, cada um com sintomas e alavancas características. O salto de um estágio para o próximo exige intervenção estruturada, não apenas vontade.

1
Reativo
“Quando alguém sai, a gente repõe”

A rede não mede turnover. Cada franqueado gerencia pessoas no improviso. Saídas são tratadas como eventos isolados, não como padrão sistêmico.

Sinal típico: “Nunca paramos para calcular quanto isso nos custa por ano.”

Sem métrica Onboarding improvisado
2
Estruturante
“Estamos criando os primeiros processos”

O franqueador começa a medir turnover nas unidades próprias e pede que franqueados reportem. Existe manual de onboarding, mas a execução varia. Dados aparecem, ações ainda não.

Sinal típico: “Mandamos o manual para a rede, mas cada um aplica como quer.”

Manual existe Dados começam
3
Consolidado
“Padronizamos onboarding e treinamento”

Existe universidade corporativa ativa, onboarding digital obrigatório e métricas de retenção por unidade visíveis ao franqueador. Planos de ação são gerados quando unidades saem do benchmark.

Sinal típico: “Temos LMS, pesquisa de clima e dashboard comparativo.”

UC ativa Dashboards da rede
4
Estratégico
“Retenção é vantagem competitiva”

A rede trata retenção como pilar de expansão. Trilhas de carreira inter-unidade, programa de reconhecimento padronizado, Q12 trimestral por unidade e correlação entre engajamento e performance financeira.

Sinal típico: “Nossa retenção está 30 pontos acima da média do setor e isso atrai novos franqueados.”

Trilha inter-unidade Q12 trimestral

7 estratégias comprovadas para reduzir turnover na rede

A pesquisa consolidada em relatórios da Gallup, Brandon Hall Group e Academy of Management converge para sete alavancas de retenção que funcionam especificamente em redes com múltiplas unidades. Nenhuma é bala de prata isolada; o efeito aparece quando três ou mais são executadas em paralelo com governança central.

1. Onboarding estruturado e idêntico em todas as unidades

O estudo da Brandon Hall Group mostra que organizações com onboarding estruturado aumentam a retenção de novos contratados em 82% e a produtividade em mais de 70%. Em uma rede, isso exige que o franqueador entregue o programa pronto ao franqueado, não que cada unidade o crie.

O modelo funcional tem três camadas: onboarding digital obrigatório (módulos em LMS antes do primeiro dia), onboarding presencial na unidade (acompanhamento por mentor treinado nos primeiros 30 dias) e follow-up nos dias 60 e 90. Uma rede de clínicas odontológicas americana que padronizou esse fluxo reduziu o turnover de primeiro ano em 38% em 18 meses.

2. Universidade corporativa viva com trilhas progressivas

O McDonald’s opera a Hamburger University desde 1961 justamente porque descobriu que formação contínua reduz saídas e gera pipeline de liderança. Redes de sorveteria, educação infantil e pet shops podem aplicar o mesmo princípio sem o budget do McDonald’s: uma universidade corporativa digital com trilhas por função, avaliações por etapa e certificados progressivos.

O efeito sobre o job embeddedness, conceito que veremos adiante, é direto: cada curso concluído aumenta o “sacrifice” de sair (o colaborador perde o investimento em capacitação que tinha até aqui). Segundo a SHRM, funcionários com oportunidades claras de desenvolvimento têm probabilidade 3,5 vezes maior de permanecer na empresa.

3. Comunicação interna padronizada e rastreável

Sensação de isolamento é fator recorrente em saídas voluntárias de redes pulverizadas. Uma cafeteria em outra cidade precisa sentir que faz parte da rede tanto quanto a unidade matriz. Comunicados internos com confirmação de leitura, portal de notícias corporativo e agenda compartilhada transformam informalidade em conexão estruturada.

A métrica a acompanhar é a taxa de leitura por unidade. Unidades com baixa taxa de leitura em comunicados oficiais costumam ter turnover 15% a 25% acima da média, sinal de desengajamento antes mesmo das saídas.

4. Engajamento medido pelo Gallup Q12

O framework Q12 da Gallup, validado por meta-análises com milhões de respostas, identifica 12 necessidades psicológicas cuja satisfação prevê desempenho. Equipes altamente engajadas apresentam 21% mais lucratividade, 17% mais produtividade e 59% menos turnover.

Em rede, o Q12 funciona melhor quando aplicado trimestralmente por unidade, com comparativo público entre lojas (apenas a pontuação agregada, nunca respostas individuais). O franqueador usa o resultado para apoiar franqueados com unidades em zona crítica, transformando a pesquisa em instrumento de governança, não de julgamento. Uma alternativa específica de franchising é o NES (Net Emotional Score), que mede sentimentos por departamento dentro da unidade e expõe onde está a dor antes que vire saída.

5. Job embeddedness aplicado: links, fit e sacrifice

A pesquisa seminal de Mitchell, Holtom, Lee, Sablynski e Erez, publicada na Academy of Management Journal, mostra que pessoas não ficam apenas porque estão satisfeitas; ficam porque estão enraizadas. O constructo tem três dimensões:

  • Links (ligações): conexões com colegas, gestores, família e comunidade local.
  • Fit (ajuste): alinhamento entre valores do colaborador, cultura da unidade e exigências do cargo.
  • Sacrifice (sacrifício): o que a pessoa perderia ao sair, do plano de saúde ao investimento em capacitação.

Meta-análise com 42.907 participantes confirmou que job embeddedness prevê turnover real além do que satisfação, comprometimento afetivo e alternativas de emprego explicam sozinhos. Em franquias, isso se traduz em: aumentar ligações deliberadamente (programas de mentoria, comitês consultivos de colaboradores da linha de frente), verificar fit na seleção (código de cultura escrito, entrevistas estruturadas) e elevar o custo de sair (benefícios que acumulam com o tempo, trilhas de carreira visíveis).

Framework de job embeddedness aplicado à rede de franquias Baseado em Mitchell, Holtom, Lee, Sablynski e Erez (Academy of Management Journal, 2001) L Links (Ligações) Mentorias, comitês, amigos na rede, eventos entre unidades F Fit (Ajuste) Código de cultura claro, seleção estruturada, alinhamento de valores S Sacrifice (Sacrifício) Benefícios acumulativos, trilha de carreira, certificações obtidas

Figura 2: As três dimensões do job embeddedness e como cada uma se traduz em iniciativas concretas para franqueadores.

6. Trilhas de carreira inter-unidade

Atendente que vira gerente, gerente que vira supervisor de rede, supervisor que vira multifranqueado. Quando a trilha está visível e tem critérios objetivos de promoção, o colaborador enxerga a rede como plataforma de crescimento, não como emprego temporário. Redes de academias e escolas de idiomas, por exemplo, podem usar a mobilidade entre unidades como mecanismo de retenção para quem deseja nova cidade ou novo desafio, sem precisar sair da marca.

7. Liderança do franqueado formada para gestão de pessoas

O franqueador que entrega o manual e não forma o franqueado em gestão de pessoas está deixando 70% do efeito no chão. Formação estruturada em feedback, reconhecimento, condução de conversas difíceis e pesquisa de clima deveria ser pré-requisito para assinatura do contrato, não opcional. Um módulo dentro da universidade corporativa cobre esse gap em redes que não têm time central de RH para presencial.

Autodiagnóstico: qual o estágio de maturidade de retenção da sua rede?

Marque o que se aplica hoje na sua rede

Responda com honestidade considerando a maioria das unidades, não só as melhores. O resultado mostra o estágio atual e as próximas 3 prioridades.

ONBOARDING ESTRUTURADO
DESENVOLVIMENTO E CARREIRA
COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO
LIDERANÇA E CULTURA
SULTS

Meça o engajamento por departamento antes que vire saída

O NES (Net Emotional Score) da SULTS mostra o sentimento de cada equipe em cada unidade, com dashboard emocional e evolução mensal. Identifique unidades em zona crítica e atue antes da porta giratória começar.

Conhecer o NES

KPIs de retenção: como medir em rede

Medir turnover como número único esconde mais do que revela. Em uma rede com 200 unidades, a média pode estar em 45%, mas variar entre 12% e 78% dependendo da unidade. O franqueador precisa de um painel que exponha a variância, não apenas a média. Esses são os KPIs que redes maduras acompanham mensalmente:

KPIFórmulaBenchmark de referência
Turnover voluntárioSaídas voluntárias / quadro médio x 100Abaixo de 20% é considerado saudável para varejo e serviços
Turnover de primeiro anoSaídas antes de 12 meses / novas contratações x 100Abaixo de 25% indica onboarding maduro
Time to productivityDias até o colaborador atingir produtividade plena30 a 60 dias em cargos operacionais; 90 dias em gestão
eNPSPromotores menos detratores (escala 0-10)Acima de 30 é bom; acima de 50 é excelente
Engagement score (Q12/NES)Média de respostas em escala 1-5Acima de 4,0 indica equipe engajada
Retenção por unidade vs benchmark da redeTurnover da unidade / turnover médio da redeValores acima de 1,5 exigem plano de ação
Taxa de leitura de comunicadosUnidades com leitura / total de unidades x 100Acima de 90% indica canal saudável

O princípio de governança é simples: toda unidade com KPI fora da zona verde gera plano de ação automático com o consultor de campo, em até 15 dias. Sem isso, o dashboard vira vaidade.

4 cases globais que provam que dá pra reduzir turnover em escala

A retenção como engenharia, e não como arte, é ilustrada por quatro redes em quatro setores distintos, cada uma provando um pilar diferente do framework.

Costco (varejo de atacado): o pilar do salário-eficiência

A Costco opera no varejo, setor que vive com 60% a 70% de rotatividade anual, com turnover abaixo de 10% e retenção de 94%. O mecanismo, documentado no estudo da Harvard Business School Institute for Business in Global Society, combina salário acima do mercado, benefícios completos mesmo para part-time e promoção interna agressiva. A lição: pagar mais não é custo; é investimento em produtividade e menos substituições.

Chick-fil-A (food service): o pilar da cultura e da seleção

Enquanto a média do quick service restaurant americano tem turnover acima de 100% ao ano, a Chick-fil-A opera em torno de 60%, um dos menores do setor. A rede investe em seleção cultural rigorosa (mais de 100 candidatos para cada vaga de operador de unidade) e em formação de liderança que habilita franqueados a reterem equipe. O “fit” do job embeddedness é tratado como critério de sobrevivência da marca.

Marriott (hotelaria): o pilar da trilha de carreira

A Marriott é conhecida por ser a rede hoteleira que mais promove internamente. Colaboradores entram como camareiras, recepcionistas ou garçons e podem chegar a gerência geral de unidade ou cargos corporativos. A trilha é visível, formalizada em programas como o “Voyage Leadership Development” e tratada como diferencial de atração, não apenas de retenção. O “sacrifice” de sair é altíssimo porque o investimento em desenvolvimento é tangível.

7-Eleven (conveniência): o pilar da tecnologia escalável

Com mais de 78.000 unidades globalmente, a 7-Eleven padroniza onboarding e treinamento via plataforma digital proprietária. Cada colaborador, independentemente da unidade ou país, recebe o mesmo conjunto de módulos inicial, avaliações e certificados. A escala da rede exige que o programa seja digital de ponta a ponta, sem depender de presença física de treinadores centrais em cada cidade.

Timeline de retenção em nova unidade franqueada com programa estruturado Marcos do mês 0 ao mês 12 desde a inauguração M0 Inauguração Onboarding digital inicial M3 90 dias Primeira pesquisa Q12 ou NES M6 Meio do ano Avaliação de trilha de carreira M9 9 meses Segunda pesquisa e reconhecimento M12 1 ano Consolidação e promoções Janela crítica: 37,9% das saídas voluntárias acontecem neste período

Figura 3: Marcos do primeiro ano de uma unidade franqueada com programa estruturado de retenção. O período até o mês 12 concentra o maior risco de saída.

Como o franqueador implementa em 5 passos

Programas ambiciosos morrem de excesso. Cinco passos sequenciais entregam a base; as camadas avançadas vêm depois. Este roteiro cabe em 180 dias de implantação para uma rede de 20 a 200 unidades.

1
Mensurar
0 a 30 dias

Coletar turnover por unidade dos últimos 12 meses, separar voluntário de involuntário, calcular custo médio por saída. Publicar dashboard para o time central da rede.

2
Padronizar
30 a 90 dias

Desenhar onboarding digital obrigatório (módulos na universidade corporativa), publicar manual de integração de novo colaborador, definir mentor formal nas unidades.

3
Medir
90 a 120 dias

Aplicar primeira pesquisa Q12 ou NES em toda a rede. Gerar relatório por unidade com comparativo. Identificar 20% inferior para plano de ação prioritário.

4
Escalar
120 a 180 dias

Ativar trilha de carreira inter-unidade, formar franqueados em gestão de pessoas, implementar programa de reconhecimento mensal. Transformar retenção em KPI recorrente do franqueado.

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Perguntas frequentes

Depende do setor. Em food service e varejo, turnover voluntário abaixo de 40% anual é considerado bom; abaixo de 25% é excelente. Em saúde, educação e serviços especializados, o benchmark saudável fica entre 15% e 25%. O franqueador deve comparar unidades da própria rede entre si, não apenas contra média de mercado, porque a variância interna costuma esconder os casos críticos que mais precisam de intervenção.

Juridicamente, o vínculo empregatício é com o franqueado, conforme a Lei 13.966/2019, que regula o franchising no Brasil. Porém, a reputação como marca empregadora atinge a rede inteira: avaliações ruins em plataformas de empregos (Glassdoor, Love Mondays) se somam entre unidades. Por isso, o franqueador tem interesse estratégico em oferecer ferramentas e formação ao franqueado, mesmo sem obrigação legal direta.

Os primeiros efeitos aparecem no turnover de primeiro ano (saídas até 12 meses) em 4 a 6 meses de programa ativo, especialmente quando o onboarding estruturado é a primeira alavanca implementada. A redução no turnover agregado da rede é mensurável em 12 a 18 meses. Redes que pularam esse prazo costumam ter feito mudanças superficiais que não sustentam.

Sim, e o ROI é alto mesmo em escala pequena. Uma rede com 10 unidades e 100 colaboradores que reduz em 5 pontos o turnover anual evita 5 substituições, economizando entre R$ 40 mil e R$ 80 mil por ano, o suficiente para pagar um LMS anual com sobra. Plataformas como o LMS da SULTS funcionam em redes de 5 a +3.000 unidades, com custo por usuário que escala com o crescimento da rede.

Os dois juntos. Salário precisa estar alinhado ou acima da mediana do mercado para a função, caso contrário a retenção vira uma disputa perdida. Mas, depois desse piso, o que move a agulha é o desenvolvimento: trilhas de carreira, formação contínua, reconhecimento. A Costco é o exemplo clássico de salário-eficiência: paga acima do mercado e combina isso com promoção interna agressiva, alcançando 94% de retenção.

Duas práticas funcionam em redes: pesquisas pulso curtas (3 a 5 perguntas) aplicadas trimestralmente, e frameworks padronizados como o Q12 da Gallup ou o NES aplicado por departamento. O segredo é acoplar a pesquisa a uma ação imediata (plano de ação com o gestor da unidade em 15 dias), para que o colaborador perceba que responder tem consequência prática. Pesquisas sem ação geradora quebram a confiança do ciclo.

Direta. Colaboradores em unidades geograficamente distantes da matriz tendem a sentir menos pertencimento à rede como um todo. Canais oficiais com confirmação de leitura, portal de notícias corporativo com atualizações semanais e eventos periódicos (presenciais ou digitais) reduzem essa sensação de isolamento. Em redes maduras, unidades com baixa taxa de leitura em comunicados têm turnover consistentemente acima da média.

A SULTS é uma plataforma all-in-one de gestão operacional com +25 módulos integrados, usada por qualquer empresa com múltiplas unidades ou equipes distribuídas: redes de franquias, varejo proprietário, indústria com plantas distribuídas, educação, saúde e serviços. Clientes como Habib’s, Track & Field, Bibi Calçados, Mormaii e AlphaGraphics ilustram o uso em franchising, com redes que vão de 5 a +3.000 unidades. A arquitetura multi-unidade da plataforma atende naturalmente ao modelo franchise sem ser exclusiva dele.

Retenção virou pilar estratégico. Quem entender isso sai na frente.

A ciência da retenção está resolvida. O que diferencia redes que retêm de redes que sangram talento é execução em três alavancas: onboarding estruturado, engajamento medido e job embeddedness aplicado. Franqueadores que tratam retenção como iniciativa isolada de RH continuam pagando o pedágio invisível da porta giratória. Os que colocam retenção como pilar de governança de rede, ao lado de padronização e expansão, capturam prêmio de produtividade, qualidade e reputação que mais do que paga o investimento.

A oportunidade para o mercado brasileiro é proporcional ao tamanho do problema. Estamos no topo do ranking mundial de rotatividade, o que significa que a janela de melhoria é enorme. Quem ocupar esse espaço primeiro transforma retenção em vantagem competitiva de rede.

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Universidade corporativa, comunicados com confirmação de leitura, NES por departamento, auditoria padronizada e +25 módulos integrados. A plataforma usada por +1.500 empresas e +92.000 unidades.

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Guilherme Santos Guilherme Santos é o Gestor Financeiro da SULTS , a maior empresa de software para gestão de franquias. Com mais de 6 anos de experiência em finanças corporativas e consultoria empresarial , atua diretamente no desenvolvimento de estratégias voltadas à otimização de recursos e ao crescimento sustentável. Sua expertise prática é fortemente respaldada por uma sólida formação acadêmica: é Mestre em Administração com foco em Finanças pela UFU e possui MBA em Finanças pela FGV. Especialista em controladoria e economia , Guilherme une rigor analítico e visão de mercado para impulsionar a criação de valor e a tomada de decisões estratégicas de alto impacto.

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